Domingo, 5 de Julho de 2009

O primeiro jogo

O primeiro jogo do Sporting na nova época – Sporting 3 (Hélder Postiga, Matías Fernández, auto-golo), Atlético do Cacém 0. Para já, como se esperava, excelentes indicações de Matías Fernández. De lamentar, a continuação (como se esperava) de Polga e, sobretudo, de Caneira.
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Maias - 2

Avanço na releitura de «Os Maias». Uma tarde, no Ramalhete, Ega fala do Conde de Gouvarinho…
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– Tem todas as condições para ser ministro: tem voz sonora, leu Maurício Block, está encalacrado, e é um asno!...
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Sobre touros e ministros

Em tempos escrevi uma crónica inspirada num ministro com nome de futebolista que por cá havia, o Fernando Gomes. Tinha a ver com touros. Estava longe de imaginar que alguns anos depois um outro ministro iria fazer-me lembrar de touros. Deixo a crónica a seguir.
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Ministros de morte em Barrancos
Eu vi, mas não vi tudo. Foi num noticiário televisivo das oito da noite, coisa de há uns anos. Lembro-me de que o canal era a TVI e o apresentador um relativamente conhecido mas talvez não o suficiente para se tornar romancista, José Carlos Castro. O que passava era imagens de gente eufórica num cercado de Barrancos. Noutros canais, na volta, a coisa era parecida. A certa altura mostraram um touro, enorme, ainda com alguma altivez, mas já com as forças a fugirem-lhe. Parecia ter a vida presa eu nem conseguia imaginar a quê; talvez a umas gotas de sangue, as que teimavam em não sair pelos buracos que antes lhe tinham feito. O touro fazia um barulho horrível, de arrepiar. De repente, aproximou-se um homem; um cobarde que meia-hora antes o mais certo era estar empoleirado nalgum sítio seguro do cercado. Começou a fazer mais buracos no touro, desta vez na cabeça. Não percebi se o fazia com uma faca se era com um pau afiado, ou um ferro; fosse lá com o que fosse. A multidão estava em delírio. Parecia que tinha saído a lotaria a toda a gente, ou que para todos, de repente, tinham anunciado um subsídio bem nutrido da União Europeia. As imagens tremiam; lembro-me de que pensei que o operador de câmara não estava a gostar do serviço que o tinham mandado fazer. Quem poderia gostar de sair de Lisboa e fazer mais de duzentos quilómetros para se meter em filmagens em pleno inferno?
Mudei de canal antes do final da reportagem, e ainda com o touro a aguentar-se nas patas. Mas com o cobarde cada vez mais atrevido. Quando regressei ao noticiário, uns cinco minutos depois, o cenário era bem diferente. Como se tivessem pensado em amenizar as coisas, tinham metido um ministro. Talvez já pouca gente se lembre dele, pelo menos como ministro; era um dos de António Guterres, com nome de jogador de futebol. Pensei que o assunto era outro, com um ministro em vez de um touro massacrado, mas não, continuava tudo na mesma. Talvez os responsáveis do noticiário tivessem achado que um ministro ficava bem a seguir a um touro de morte – ou a seguir à morte de um touro, para ser exacto. Poderiam assim acabar a reportagem, nem sei se devo usar a expressão, em beleza.
Na altura tinham tomado decisões para Barrancos, para os touros e para as gentes das redondezas. Eu cada vez ligava menos ao caso, porque para mim estava mais do que visto que dali nunca haveria de sair nada de jeito, e por isso fui apanhado de surpresa com a presença do ministro a seguir ao touro e ao cobardolas. O ministro trocou-se todo, falou de multas, de excepções, de valores até oitenta mil contos, de cinquenta mil escudos (estava quase a chegar o euro), de leis e o país isto e mais aquilo. Estava na televisão, afinal, por causa do touro. E eu pensava que era por causa do «Euro 2000», o campeonato da Europa de futebol, que estava para começar e onde ele já tinha feito saber – como outros cromos da governação – que haveria de marcar presença. Era na Bélgica, e também na Holanda, terra conhecida igualmente por Países Baixos, mas baixos só de topografia, porque o adjectivo, com coisas como aquelas do touro no cercado, se calhar justificava-se mais cá para as nossas bandas.
O ministro acabou por sair do noticiário. De repente, como o touro deveria ter saído – só que o ministro saiu vivo, enquanto o touro muito provavelmente morto e já sem uma pinga de sangue, quem sabe arrastado por algum tractor. O apresentador, com um ar de escandalizado que qualquer pessoa abaixo de secretário de Estado haveria de fazer, ou talvez abaixo de chefe de gabinete, o apresentador explicou tudo. Mesmo assim eu não compreendi. O ministro tinha acabado de anunciar que aquelas selvajarias se fossem praticadas em Portugal podiam dar multas até aos oitenta mil contos, exceptuado se acontecessem em Barrancos, onde ficariam só pela «módica quantia» de cinquenta mil escudos. De euros, nessa altura ainda nem sinal.

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Dias depois, na Holanda, a seguir à vitória da nossa selecção sobre a Inglaterra, o mesmo ministro com nome de jogador de futebol colocou-se à frente dos adeptos que estavam a ser filmados para um canal de televisão que não aquele do touro. Estava todo contente, o ministro, mas quando lhe puseram um barrete quase de campino na cabeça tirou-o logo, e ainda por cima pondo-se com ares de irritação. Onde é que já se tinha visto uma coisa assim, um barrete verde, vermelho e amarelo e com o escudo nacional com as cinco chagas de Cristo numa pessoa de fato e gravata, ainda por cima ministro da nação? Era a pergunta que parecia atravessar-lhe o pensamento.
Quanto a mim, o que me atravessou o pensamento ao ver aquilo foi ainda a diferença das multas para castigar as selvajarias. Mas por quê uma diferença tão disparatada? De cinquenta contos a oitenta mil, se não me falhavam as contas, ainda iam setenta e nove mil e novecentos e cinquenta (contos, que os euros estavam para chegar mas ainda não tinham chegado). Podia dizer-se que dava para comprar duas casas em Lisboa. Ou que dava para os administradores da Lazio de Roma pagarem três semanas do salário de Luís Figo, se o conseguissem contratar – e na altura bem que andavam a tentar.
O que teria Barrancos de tão especial? A cultura? A tradição? Era nisto que eu pensava. E a certa altura lembrei-me… E se o ministro lá fosse, a Barrancos, como tinha ido para as europas, ele mesmo, de fato e gravata e sem barrete com as cores de Portugal? Se fosse ele em pessoa multar os matadores de touros e toda a gente que participava naquelas selvajarias? E se algum mais destrambelhado o levasse para o meio do cercado e depois de umas voltas se lembrasse de afiambrá-lo com uma estocada? Sempre seria coisa, em casos normais, para dar uns vinte anos de prisão, nomeadamente se a estocada fosse fatal. Mas acontecendo a tragédia em Barrancos talvez com dois anos de pena suspensa tudo se resolvesse. «Além do mais», haveria de desculpar-se o artista, «o senhor ministro entrou na festa sem o barrete da selecção.»
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Os cornos de Manuel Pinho

Aconteceu hoje em Portugal. O ministro Manuel Pinho numa surpreendente revelação.
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Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

António Souto – Crónica (13)

Décima terceira crónica de António Souto, depois desta, desta, desta, desta, desta, desta, desta, desta, desta, desta, desta e desta. O António mantém uma crónica («Ex-abrupto») no jornal da sua terra («Jornal D’Angeja»). Esta é a da edição de Junho de 2009.
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Agastamentos
1. Andam os portugueses, classe baixa e média, contando euros e cêntimos, cada vez menos euros e menos cêntimos, e liga a gente a televisão e o que ouve e vê? Vê e ouve gente especialista em economia e finanças a falar de milhões, dezenas de milhões, centenas de milhões, milhares de milhões, tudo euros, muitos euros, à grande, como se migalhas fossem.
Ele é BCP para cima, ele é BPN para baixo, e mais BPP para cima, ou melhor, eles são BCP, BPN e BPP todos para baixo, e Banco de Portugal nem para baixo nem para cima, e depois é a nossa Caixa Geral, cada vez menos de depósitos nossos, a inocular milhares de milhões para salvar milhões, e há até quem afirme que umas milionárias obrinhas de arte (coisa de pouca monta), património de um qualquer banco privado, debandaram a sete asas, levaram um sumiço dos diabos, quem sabe se para assim evitar a fúria de algum queixoso mais destrambelhado.
No mesmo dia em que se noticia este suposto descaminho, assistimos em debate acalorado, no Canal 1, o Bastonário da Ordem dos Advogados a revelar que os Conselhos Distritais reclamam mais e maiores subsídios para fazer face aos seus compromissos, mas que, curiosamente, apresentam alguns deles saldos finais de milhões, de milhões de euros, milhões de irritar tantos jovens advogados que, contribuindo para o levedar do bolo (com a legítima esperança de virem a ser advogados a sério), andam pelo país inteiro a penar numa canseira danada para desenrascarem umas oficiosas.
E o estranho é que não há dia que passe em que se não desenterrem, sabe-se lá como e por obra e graça de quem, mais uns milhões para uma coisa e para outra e para outra ainda, e se não esfumem por incomuns malabarismos outros tantos milhões. Felizmente, no final do deve-haver, ao ritmo das legislaturas, tudo se controla, com mais ou menos sacrifício, com mais ou menos défice, com mais ou menos praia!
2. Carlos Candal faleceu. Com ele um pouco da história de um partido que ajudou a fundar. Com ele um pouco da história da intervenção política aveirense. Com ele uma personalidade intrépida e o culto de um estilo retórico. Com ele a marca singular de um charuto sempre atiçado, como um manifesto. PUM!
3. Faleceu José Calvário. Com ele um pouco da história da música que ajudou a criar. Com ele um pouco da história da canção e da Eurovisão. Com ele uma partitura de liberdade. Com ele um pouco das notas de Abril. E depois do Adeus?
4. Faleceu também Jorge de Sena, mas há três décadas (1919-1978). Ou terá morrido há cinquenta anos, quando partiu para o exílio? A nossa história tem destas coisas: tratamos mal ou maltratamos o que é nosso, enjeitamos quanto nos embaraça, para nos delambermos quando a fama faz subir a parada. Foi assim com Vieira da Silva; é assim (ou será ainda mais) com Saramago.
Ficcionista, poeta e dramaturgo, Sena foi igualmente um professor de mérito no Brasil e nos Estados Unidos da América. Nunca fez as pazes com a pátria, pelo menos em vida. Fê-las agora através da mulher e da filha que, cumprindo o seu desejo, doaram o seu espólio (ou parte dele) à Biblioteca Nacional de Portugal. Em Setembro, iniciado o Outono, e segundo consta, serão trasladados os seus restos mortais para chão luso, nos Prazeres, em Lisboa. Os portugueses agradecem e louvam o gesto. Sinais de Fogo… ou sinais do tempo?
5. Ah, já nos esquecíamos, houve europeias! E houve quem tivesse perdido, muito, mais do que devia. Há quem diga que é o preço das reformas, mas não creio. Cá para mim é o preço justo pelas sandices, sobretudo das formas. O problema maior é que a procissão ainda vai no adro, e a meio do Outono não creio que haja santos populares que nos assistam. E teria sido tudo tão mais simplex…
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Terça-feira, 30 de Junho de 2009

A lama

Campos e Cunha. É um dos portugueses que ao passar de forma fugaz pela política mais a enlameou. Mesmo assim, parece não ter vergonha de andar por aí a dar opiniões a torto e a direito. Nem faltam jornalistas que parecem não ter vergonha de pedir-lhe que as dê. Há pouco, ao chegar a casa, vi-o numa entrevista na televisão, mais uma, ainda por cima num programa chamado «Diga lá excelência», ou «Diga lá, excelência» (talvez sem a vírgula, para o caso, fique melhor). Curiosamente, é o mesmo programa em que pelos seus tempos infelizes de ministro acabou por fazer esta deplorável figura.
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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Revista «human» de Julho

(clicar na imagem para aumentar).

Nas bancas a partir desta segunda-feira, 29. Na capa, o líder da CGTP, Manuel Carvalho da Silva. Mais informações sobre a edição aqui. Deixo a seguir o meu editorial…
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20 mil caracteres
O título deste editorial poderia muito bem ter sido inspirado em «Vinte Mil Léguas Submarinas», um dos célebres romances de Jules Verne, o inesquecível escritor francês que por cá sempre foi apresentado como Júlio Verne.
Mas não, o título não resulta de uma inspiração mas sim de uma frustração. De caracteres. Cerca de 20 mil, 20 mil caracteres de frustração. Explico melhor… Fui eu que fiz a entrevista a Manuel Carvalho da Silva, que resolvemos escolher como figura de capa. Uma conversa relativamente longa, interessante, muito interessante, pelas respostas do líder sindical, muito mais, obviamente, do que pelas perguntas que eu lhe ia fazendo. Mas depois, tirada a entrevista do gravador, uma coisa de que eu já suspeitava, os caracteres, muitos, perto de 37 mil, e eu que não queria cortar nada. Mas nestas coisas dos caracteres as pessoas da paginação mandam muito mais do que os directores. Foi da paginação que veio o veredicto: 17 mil caracteres, nem mais um.
Eu nem disse quantos tinha. Lá me meti nos cortes, sem saber bem por onde começar, por onde prosseguir depois, por onde devia acabar. Perguntas e mais perguntas, respostas e mais respostas. Uma frustração, ou antes, 20 mil caracteres de frustração, de uma enorme frustração. E lá ficaram os 17 mil caracteres.
Talvez um destes dias coloque a entrevista, na íntegra, na Internet, já livre dos constrangimentos das páginas de uma revista. Se acabar por fazê-lo, como agora é de uso em tantas publicações, sobretudo aquelas a que se convencionou chamar «de referência», farei certamente um aviso aqui neste espaço.
De qualquer forma, mesmo só com os 17 mil caracteres que resistiram aos cortes, a entrevista vale bem a pena. É o mundo do trabalho visto por aquele que é talvez o rosto mais conhecido do movimento sindical no nosso país. Esse mundo, tendo o ambiente de crise e de desregulação como pano de fundo. Desregulação, termo usado pelo próprio Manuel Carvalho da Silva, que no final da entrevista falou em descalabro, o dessa desregulação, um descalabro que, segundo ele, já se tornou muito evidente.
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Suplemento RH – Human OJE

Número dois do «Suplemento RH – human OJE», distribuído esta segunda-feira com a edição do jornal «OJE». Mais informações aqui.
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(clicar na imagem para aumentar)
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Sábado, 27 de Junho de 2009

O deputado

Acontece neste livro.
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O deputado tinha uma deficiência física notória, faltava-lhe um bocado da cabeça. Havia muita gente à volta, num alvoroço. Ele dizia que dentro da gaiola tinha um extraterrestre…
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Outros acontecimentos aqui, aqui e aqui.
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Maias - 1

Releio «Os Maias». Carlos, a certa altura, fala com um tipo do Tribunal de Contas.
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– Duas horas e um quarto! – exclamou Taveira, que olhara o relógio. – E eu aqui, empregado público, tendo deveres para com o Estado, logo às dez horas da manhã.
– Que diabo se faz no Tribunal de Contas? – perguntou Carlos. – Joga-se? Cavaqueia-se?
– Faz-se um bocado de tudo, para matar o tempo… Até contas!
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Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Uma águia. Uma nave espacial?

Acontece neste livro.
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… pensou na nave espacial. Um bocadinho, e aí percebeu que a subida louca da águia, aos círculos, ganhando altura metro a metro, era para chegar lá. Ela ia para a nave. Ou a nave atraía-a irremediavelmente, sem que fosse possível resistir-lhe.
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Outros acontecimentos aqui e aqui.
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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

À volta da barragem (7)

Fim da série. As outras fotos estão aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
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O caso PT/ Sócrates/ TVI

Cavaco Silva, que tantas vezes já critiquei (por exemplo aqui e aqui), desta vez, no estranho caso PT/ Sócrates/ TVI, parece-me que esteve muito bem. Pode ser que sirva para pôr alguma ordem nesta confusão.
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Terça-feira, 23 de Junho de 2009

No Algarve

Um trabalho publicado no Algarve a propósito do romance «Uma Noite com o Fogo», aqui e aqui.
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Domingo, 21 de Junho de 2009

Monge (2004-2009)

Foi na quinta-feira, logo pela manhã. O Monge regressou das correrias habituais pelo montado já a arrastar-se. Caiu mesmo em frente da porta aqui de casa, em agonia. Muito provavelmente um ataque cardíaco. Chegámos ao veterinário, que estava a abrir a porta, mesmo em cima das nove. O Monge tinha acabado de morrer. O Monge, o cão inesquecível que em pequenino dormia debaixo das flores, como nesta foto, descansa agora à sombra de um vimeiro, uma das árvores daqui de que mais parecia gostar.
Em tempos, publiquei neste blog uma série intitulada «Quando ele era pequenino». Deixo a seguir os links: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10.
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Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

À volta da barragem (6)

Outras fotos aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
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Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Os versículos de Rushdie

Vi antes de ontem na «SIC Notícias» um interessante documentário sobre Salman Rushdie e o que lhe aconteceu depois da publicação do romance «Os Versículos Satânicos», em 1989. Passado todo este tempo, vendo as imagens, parece inacreditável que tenha acontecido. À primeira vista, apenas isso. Porque depois, pensando um pouco, não é difícil perceber que tenha acontecido. O mundo já nos trouxe depois, como tinha trazido antes, muitos outros exemplos de intolerância.
O livro foi editado por cá pela Dom Quixote (e o editor, Nelson de Matos, chegou a ter protecção do SIS depois de receber ameaças). Não o comprei, mas veio-me parar às mãos; nessa altura eu colaborava no «DN Jovem» e costumava ganhar prémios, normalmente livros, e uma vez calhou ser o famoso livro de Rushdie. Por mais que tentasse, movido pela curiosidade por causa do que ia acontecendo com o autor depois da condenação à morte decretada por Khomeini, nunca consegui ler o romance. Até durante o documentário, agora, fui espreitar, e de novo esbarrei naquelas pouco convidativas frases iniciais.

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Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Uma cobra tenta hipnotizar um escritor

Acontece neste livro.
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Meio metro, era a distância que os separava. Meio metro, ou talvez um pouco mais, uns centímetros mais.
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Outros acontecimentos aqui.
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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

À volta da barragem (5)

Outras fotos aqui, aqui, aqui e aqui.
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Falta de vergonha

É um caso de óbvia falta de vergonha. Cavaco Silva «homenageou» Salgueiro Maia duas décadas depois de, enquanto primeiro-ministro, lhe ter recusado uma pensão; e de ter atribuído poucos anos a seguir pensões a dois ex-agentes da PIDE. Se agora queria fazer alguma coisa, deveria era ter pedido desculpa pela atitude deplorável que teve enquanto primeiro-ministro e evitar mais figuras tristes.
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Quatro lebres são perseguidas por um deputado

Vou terminando o meu próximo livro, aqui, escrevendo no caramanchão. Quatro lebres, de noite, correm pela estrada de alcatrão a caminho de Beja. Uns metros atrás, num carro com motorista e tudo, vai um deputado eleito pela região.
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... era um vê de vitória, porque, dizia também, elas ganhavam sempre as corridas contra o carro.
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