Terça-feira, 15 de Maio de 2012

Um novo projecto editorial



«DO it!» apresentada hoje em Lisboa

A nova revista portuguesa de vendas e negociação será dada a conhecer esta terça-feira, a partir das 17H30, em Lisboa, no Oceanário, durante os «Masters da Negociação»; o número um tem José Mourinho como figura de capa e estará nas bancas a partir de amanhã, quarta-feira.

A revista «DO it!», uma nova publicação ligada a vendas e negociação, vai ser apresentada hoje, dia 15, em Lisboa. Será durante os «Masters da Negociação», do INV – Instituto de Negociação e Vendas, que premeia personalidades e instituições pelo desempenho no mundo da negociação. A iniciativa está marcada para as 17H30, no Oceanário de Lisboa.
Com periodicidade trimestral e uma tiragem inicial de 10 mil exemplares, a «DO it!» é um projecto editorial desenvolvido pela Just Media (que edita a revista de recursos humanos e gestão «human») e o Grupo ActiveUp (onde se integra o INV). O número um estará nas bancas amanhã, quarta-feira, dia 16.
José Mourinho é a primeira figura de capa, dando rosto ao tema em destaque no número um: concretizar. O special one é apresentado num trabalho em que participam diversos responsáveis empresariais como um concretizador nato, que aponta alto, corre atrás e vence, sendo por isso um exemplo de liderança, determinação, coragem e persistência, qualidades que em qualquer actividade fazem parte do ADN dos concretizadores.
A nova revista é dirigida por João Alberto Catalão, administrador do Grupo ActiveUp, tendo como publishers Ana Teresa Penim, administradora-delegada do INV, e António Manuel Venda, director editorial da Just Media, e como editora executiva Ana Leonor Martins, também da Just Media. Há ainda uma forte participação do corpo redactorial da revista «human», além da dinamização por parte de um grupo de especialistas com grande know-how técnico, com experiência profissional internacional e currículo na autoria de textos técnicos, reflexões, investigação, artigos de opinião e publicação de livros no âmbito em que a revista se insere.
Segundo João Alberto Catalão, a estratégia editorial da «DO it!» assenta no princípio de que «a partilha é a alma do negócio», sendo os principais objectivos os seguintes: «incentivar o foco no mercado, a pro-actividade, o empreendedorismo, a ética, o optimismo negocial, a resiliência, a qualidade e a aprendizagem contínuas; antecipar o contacto com as tendências do mercado e os novos paradigmas negociais; proporcionar uma actualização permanente e consistente sobre a dinâmica do mercado e a evolução de profissionais e empresas; divulgar boas práticas e casos de sucesso; dar a conhecer soluções, ferramentas e tecnologias; proporcionar a líderes comerciais ferramentas práticas para a dinamização e o desenvolvimento das suas equipas; facilitar o networking; proporcionar o contacto das marcas e das empresas com os seus clientes; e dar a conhecer inúmeras curiosidades no âmbito das vendas e da negociação».
A dinamização comercial da «DO it!» está a cargo da equipa da Just Media, coordenada por Sónia Maia, directora comercial e de marketing da empresa.

Quinta-feira, 3 de Maio de 2012

Terça-feira, 1 de Maio de 2012

Um golo


O primeiro dos quatro golos dos pequenitos (de preto), esta tarde, em Vila Viçosa.

António Souto – Crónica (47)



Só não se percebe muito bem é por que razão, sabendo todos como o moderníssimo fogo-de-artifício não tem canas, haja quem ainda desperdice tempo a apanhá-las.

Casos e acasos
Como se não houvesse já casos de sobra para nos entreter o miolo, este Abril que finda (sem ironia) foi pródigo em novos casos e casos repescados, recasos para alimentar pretextos e disfarçar a crise que nos vai amolgando. Para o caso, porém, pouco importa se muitos ou poucos, se frescos ou não, se bem ou mal intencionados, embora estejamos em crer que todos eles acusem enfermidade crónica de difícil emenda.
Caso buraco madeirense com muito artifício. Depois das contas esburacadas do continente, os olhares voltaram-se todos para o arquipélago. E por lá andam e andarão, de descoberta em descoberta, olhares atónitos de dívidas não saldadas. Diz quem lá manda que se não foram liquidadas em devido tempo é porque não foram facturadas, e se quem o diz é quem manda, quem é a gente de cá para duvidar da boa fé e das contas à moda da região, se ainda por cima é autónoma? Só não se percebe muito bem é por que razão, sabendo todos como o moderníssimo fogo-de-artifício não tem canas, haja quem ainda desperdice tempo a apanhá-las. Então não era já tempo de saber que depois de um Carnaval vem sempre um outro Réveillon?!
Caso Isaltino e o gozo de recorrer. Bem prega o bastonário que a justiça anda pelas ruas da amargura. O povinho descrente, que é cidadão comum, insiste que não se fia nela, mas toda a nobreza continua a achar que não, que tem confiança na justiça do nosso país. E a verdade é que o nosso país sempre teve boa justiça exemplar, durante o Estado Novo e não só, por isso é que todas as pessoas inconformadas podem recorrer, todas em pé de igualdade e com custas e custos muito ajustados a todas as bolsas. E também ninguém se pode queixar da falta de celeridade nos processos, o que há é um país de processos muito complicados, mesmo muito complicados, quase tão complicados como o próprio país. O povo é que, mesquinho, não alcança estes desembaraços, problema dele que, recorrendo todo o mundo, vê estranheza em haver recursos crónicos nuns quantos. Então mas não é no teimar que está o gozo?!
Caso Camarate e mais uma comissão de inquérito. Já lá vão nove, e nada de consistente. Agora, sim, dezoito páginas de um ex-espião e preso efetivo e a investigação tem pernas para andar. Venha, por isso, a décima comissão de inquérito e ponha-se um ponto final nesta urdidura de quase trinta e dois anos. Mas que venha depressa, e ligeira meta mãos à obra antes que o autor confesso volte atrás e jure que tudo não passou de entretenimento de quem se cansa de não fazer nada enjaulado em quatro paredes – não seria coisa inédita, que quando jornalistas de investigação se metem nestes imbróglios…
Caso Maddie e o achamento de mais 195 novos dados para investigação. Ora cá está mais um assunto que ganha fôlego. Um Portugal-Inglaterra (ou um Inglaterra-Portugal) com final sem prognóstico ao fim de cinco anos. O que é estranho é que enquanto a nossa Polícia Judiciária afirma não ter novas provas para reabrir o processo, a Scotland Yard garante ter quase duas centenas de dados novos. Uma fartura! Está bem, quer dizer, alguma coisa está mal, então mas com tamanha abundância de elementos convincentes estão à espera de quê, de fazer uma foto simulada todos os anos? Vá lá, abram mas é uma comissãozinha de inquérito!
Caso Santuário de Fátima e o milagre de despejar uma idosa. Esta história não lembraria ao diabo, passe o mau gosto. A senhora, agora com oitenta anos, vivia com a irmã num anexo de uma casa que aquela doara ao Santuário de Fátima. A irmã morreu há quatro anos, e esta decidiu continuar no anexo até, também, ao último chamamento. Mas o Santuário não foi em cantigas, doação é doação, e vá de avançar para o tribunal. O tribunal deu razão ao Santuário. A idosa tem mesmo de sair, a bem ou à força (isto somos nós a imaginar já o clero todo a empurrar a idosa pelo anexo fora, até porque a dita necessita de «apoio de terceiros»). E mais, como o Santuário exigia o pagamento retroactivo dos meses em que a idosa ocupou «abusivamente» o espaço, o tribunal também nisto concordou com o Santuário e condenou a idosa ao pagamento de catorze mil e cem euros de indemnização – trezentos eurinhos por cada mês em atraso. O tribunal deve ter agido bem, nem outra coisa se espera da justiça, que como acima se disse é boa e exemplar, mas o Santuário, para mais sendo de Fátima, bem podia perdoar. Esta graça, contudo, é reserva de Deus e a crise, pelos vistos, já alastrou ao céu…
Caso Abril com tolerância zero. Isto começa mesmo a ficar negro. Os cravos bem espargiram o hemiciclo no dia vinte e cinco em tom de encarnado, mas o cinzento das nuvens coseu-se a algumas palavras em jeito de ameaça. Um mês antes da cerimónia já tinha sido dado o sinal nuns breves confrontos no Chiado. O relatório, inequívoco, esclareceu que manifestantes desordeiros haviam provocado agentes da autoridade e destruído uma esplanada de café, justificando-se, por isso, a carga policial. E quem anda à chuva… Mas o feito, mesmo, nem foi a batalha campal, foram as palavras sinistras que anunciaram «tolerância zero para as manifestações do 25 de Abril», as palavras que ficaram a pairar para o primeiro de Maio e para todas as manifestações que houver pela troika fora. Há palavras que não combinam nada com o Abril que finda. Ou é porque finda (sem ironia)?

Crónica de Abril de 2012 de António Souto para o blog «Floresta do Sul»; crónicas anteriores: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28; 29; 30; 31; 32; 33; 34; 35; 3635; 3738;   39; 40; 41; 42; 43; 44; 45; 46.

Domingo, 29 de Abril de 2012

Terça-feira, 17 de Abril de 2012

Segunda-feira, 2 de Abril de 2012

O primeiro torneio


Millôr Fernandes (1923-2012)



Sempre gostei muito dele. Por termos amigos comuns, um dia apanhou um livro meu. Algum tempo depois, recebi um livro em formato de bolso, chamado «A Bíblia do Caos». Vinha do Rio de Janeiro e trazia um autógrafo e um desenho de um homem que à primeira vista parece estar a mergulhar sobre os prédios, saltando do Corcovado. Pedia que na escrita eu não o decepcionasse daí em diante. Mas eu, claro, não consegui cumprir.


Sexta-feira, 30 de Março de 2012

Contra o Benfica


Os pequenitos contra o Benfica (Campo dos Pupilos do Exército, junto ao Estádio da Luz).

Quinta-feira, 29 de Março de 2012

António Souto – Crónica (46)



A Primavera veio quando devia vir, embora se tivesse anunciado bem antes por árvores e arbustos em colorações, pólenes e irritações.

Variações, em baixa
Este mês de Março foi rico em variações: variou na estação, variou na hora, variou na velocidade. Só não variou muito na esperança, que continua candidamente em baixa.
A Primavera veio quando devia vir, embora se tivesse anunciado bem antes por árvores e arbustos em colorações, pólenes e irritações. Não veio a chuva, ou em salpicos apenas, e isto apesar das muitas súplicas e das muitas fés de gente crente e menos crente, que a seca toca a todos, e ao povo muito mais, sobretudo àquele que não desertou do campo e vive dele, do campo e do monte, e vê a sua vida a andar para trás, ainda mais para trás, a monte, que as sementeiras são incertas como incertas serão as colheitas, e o gado não tem que comer, e a necessidade que temos do gado, bovino seja, ou suíno, ou caprino, ou ovino ou de capoeira, sim, que o peixe não puxa carroça e mesmo que puxasse também ao preço a que anda, que é ao preço da morte, sucumbíamos todos só de o apetecer. Mas a Primavera, como a procissão, mal chegou ao adro, e por isso as águas mil podem fazer jus ao rifão e não dar mãos a medir a quantos cântaros houver para encher e vazar.
A hora mudou quando devia mudar. Avançaram sessenta minutos de um sábado para um domingo, a noite ficou um pouco mais pequena para uns quantos, de menos dormir e de mais sono, para outros ficou na mesma porque o acordar ao domingo não tem o mesmo rigor que aos dias úteis, exactamente porque sábados e domingos são inúteis para a maioria. Mas não se creia que fazer desaparecer assim num ápice seis dezenas de minutos é coisa inocente e de inocentes, que não é, porque sempre são três mil e seiscentos segundos de ócio que se esfumam, e o reflexo positivo que isto terá na produtividade do país durante o período de Verão, que é quando dá mais para a moleza, e só em Outubro é que se voltará à normalidade, se é que pode haver normalidade depois de corpos e mentes se habituarem ao quebranto. E se não é coisa inocente e de inocentes, também não é coisa inofensiva, pode até este passe de mágica transtornar ficheiros importantíssimos e dar azo a uma guerra ainda maior do que a guerra de audiências, sobretudo por ficarem as televisões desprovidas de medição credível às suas bélicas audiências e, o mais sério, a pairar uma desconfiança assombrosa sobre o mercado publicitário.
A velocidade abrandou quando devia abrandar, e para um país que já se afez a mover-se paulatinamente (e há beleza no advérbio), ora para a frente ora para trás, este afrouxamento principiou antes mesmo de ter principiado, tudo porque a vontade de andar na mecha não passara de um projecto anunciado, desejo de vencer fronteiras num piscar de olhos, determinação de encurtar distâncias a grande velocidade para bem das migrações e da economia, e agora fica a gente em média velocidade, mais ao nosso ritmo, mais à medida dos nossos apertos, mas esperançosos, nós, de que, com o andar das carruagens que sobrarem, havemos de chegar aonde houvermos de chegar, e antes isto do que acabarmos em pequena ou em nenhuma velocidade, inertes, portanto, como estamos quase e quase sem darmos por isso.
Esperançosos, nós? Quem disse que não estamos precisados de uma esperança rectificativa? Venha ela, se vier em alta!

Crónica de Março de 2012 de António Souto para o blog «Floresta do Sul»; crónicas anteriores: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28; 29; 30; 31; 32; 33; 34; 35; 3635; 3738;   39; 40; 41; 42; 43; 44; 45.