A primeira conclusão que tirei das palavras de Cavaco Silva, na terça à noite, foi a de que Manuela Ferreira Leite, comparada com ele, até tem uma boa capacidade de expressão.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Revista «human» de Outubro
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Nas bancas a partir de hoje, 30.09. Na capa, Miguel Júdice, António Quina e Manuel Forjaz. Mais informações sobre a edição aqui. Deixo a seguir o meu editorial…
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Empreendedorismo e responsabilidade social
Empreendedorismo e responsabilidade social são dois dos temas em destaque nesta edição. Onde também falamos de planos de pensões (vistos como ferramenta de gestão de recursos humanos), damos a conhecer o Holmes Place – com a ajuda de Maria Bartolomeu, da respectiva academia de formação – e mostramos um projecto de mudança na gestão das pessoas da instituição que gere os aeroportos da Madeira e de Porto Santo.
No caso da responsabilidade social, são cinco os casos que escolhemos, da Sonae, da Novabase, da ROFF, da Liberty Seguros e da Fundação EDP. Instituições que ajudam na compra de equipamento médico para serviços pediátricos de oncologia, promovem a vinda de crianças de Chernobyl a Portugal ou apoiam o ensino de inglês e tecnologias de informação aos mais jovens. Entre outros projectos, todos eles capazes de as tornarem mais socialmente responsáveis. Ainda no âmbito da responsabilidade social, uma nota para a entrevista com Margarida Segard, que coordena uma rede que tem como objectivo promover aquilo que denomina como «uma nova cultura de responsabilidade social», rede que em cerca de um ano já conta, além das 14 entidades fundadoras, com mais quase duas centenas, sendo que o número não pára de crescer.
Quanto ao empreendedorismo, que faz a capa da edição, o que decidimos fazer foi entrevistar alguns protagonistas de projectos empresariais de sucesso, com relevância em Portugal. E eles falam de um país onde «o ambiente para os empreendedores é péssimo» e «ainda há muito para fazer ao nível da ‘simplexização’ da economia». Mas também dizem, por exemplo, que «aos empreendedores de raça, nada os faz parar» e que «há força suficiente para enfrentar os medos, empreender e inovar». Manuel Forjaz, António Quina e Miguel Júdice em discurso directo.
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Empreendedorismo e responsabilidade social
Empreendedorismo e responsabilidade social são dois dos temas em destaque nesta edição. Onde também falamos de planos de pensões (vistos como ferramenta de gestão de recursos humanos), damos a conhecer o Holmes Place – com a ajuda de Maria Bartolomeu, da respectiva academia de formação – e mostramos um projecto de mudança na gestão das pessoas da instituição que gere os aeroportos da Madeira e de Porto Santo.
No caso da responsabilidade social, são cinco os casos que escolhemos, da Sonae, da Novabase, da ROFF, da Liberty Seguros e da Fundação EDP. Instituições que ajudam na compra de equipamento médico para serviços pediátricos de oncologia, promovem a vinda de crianças de Chernobyl a Portugal ou apoiam o ensino de inglês e tecnologias de informação aos mais jovens. Entre outros projectos, todos eles capazes de as tornarem mais socialmente responsáveis. Ainda no âmbito da responsabilidade social, uma nota para a entrevista com Margarida Segard, que coordena uma rede que tem como objectivo promover aquilo que denomina como «uma nova cultura de responsabilidade social», rede que em cerca de um ano já conta, além das 14 entidades fundadoras, com mais quase duas centenas, sendo que o número não pára de crescer.
Quanto ao empreendedorismo, que faz a capa da edição, o que decidimos fazer foi entrevistar alguns protagonistas de projectos empresariais de sucesso, com relevância em Portugal. E eles falam de um país onde «o ambiente para os empreendedores é péssimo» e «ainda há muito para fazer ao nível da ‘simplexização’ da economia». Mas também dizem, por exemplo, que «aos empreendedores de raça, nada os faz parar» e que «há força suficiente para enfrentar os medos, empreender e inovar». Manuel Forjaz, António Quina e Miguel Júdice em discurso directo.
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
A confirmação
O jogo no Porto – Porto 1, Sporting 0 – foi a confirmação de que estamos mesmo a bater no fundo. Vi-o num ambiente de alguma agitação, com as imagens ao longe e o som quase inaudível. Mas deu para perceber. E para ir pensando. Temos dirigentes que são uma vergonha (pela sua incompetência atroz), um plantel mal feito (por essa mesma incompetência) e nesse plantel, é inevitável particularizar, um elemento que desde que chegou ao clube não se tem poupado a demonstrar que está a anos-luz de ser um jogador de futebol: refiro-me obviamente a Polga, um autêntico cataclismo de chuteiras (para usar o termo do outro lado do Atlântico) – na imagem, a ser batido pelo avançado do Porto, no golo (depois de ter arranjado a falta para o livre)..
Foto: «A Bola»
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Os papéis
Nas eleições legislativas, comparando com as europeias, José Sócrates fez de Paulo Rangel e Manuela Ferreira Leite de Vital Moreira. Como se esperava.
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Ainda não consegui perceber…
… uma coisa das entrevistas do Ricardo Araújo Pereira no programa das eleições: por que é que a seguir a cada resposta ele diz sempre «muito bem».
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Longe
Longe do mundo, não deu para ver o jogo do Sporting com o Olhanense, uma equipa da minha terra – Sporting 3 (Daniel Carriço, João Moutinho, Vukcevic), Olhanense 2. Gostava de ter visto, mas se calhar até poupei algumas irritações. Não vejo o futuro com optimismo, mas mais do que o plantel preocupam-me os dirigentes, se é que a palavra «dirigentes» não está neles um pouco deslocada.
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domingo, 20 de setembro de 2009
António Souto – Crónica (16)
Décima sexta crónica de António Souto, depois desta, desta, desta, desta, desta, desta, desta, desta, desta, desta, desta, desta, desta, desta e desta. O António mantém uma crónica («Ex-abrupto») no jornal da sua terra («Jornal D’Angeja»). Esta é a da edição de Setembro de 2009..
Até às próximas
Estas eleições vêm tão velozmente ao nosso encontro que mais parece virem de encontro a nós, sobretudo agora que a campanha avança, como em todas as campanhas, a um ritmo frenético, com cola e descola cartazes, monta e desmonta outdoors – em frontlight e em backlight, quando o orçamento é generoso (e os ingleses, que exportam o vocábulo, aforram para a propaganda deles um outro, que é billboard), com arruadas por tudo quanto é ruas, vielas e praças (que para estas últimas ainda se não inventaram nomes), com comícios e quilómetros papados por todos os pontos cardeais deste país de continente e ilhas, tudo agora calculado a quilos de CO2 (e nem sempre quem mais andarilha mais polui).
E nós, a gente, o povo, os portugueses, mulheres e homens que somos e que chamados somos a votar por direito e por dever de cidadania, nós vamos vendo, ouvindo e lendo, e chegado o momento, porque em ocasião de escrutínio somos sempre pessoas suficientemente inteligentes, seremos capazes de decidir e com o nosso voto premiar ou punir quem tiver de ser. E pouco importa que nos esqueçamos disto, que sempre alguém no-lo há-de lembrar, em desinteressado elogio.
O problema, como sempre acontece, está no «depois», na palavra que se não cumpre, por não haver hoje palavra que contrarie os desatinos da globalização e das crises internacionais.
E no entanto todos sabemos, ainda antes dos sufrágios, que a verdade hodierna é cada vez menos verdade, apenas porque tudo se transmuta num piscar de olhos, até a ética. E no entanto fingimos que não, que as promessas se vão cumprir, porque esse é o desiderato dos actos compromissivos e essa é a honra de quem os expressa. E no entanto tomamos partido, abraçamos uma bandeira, aplaudimos e votamos em liberdade e em consciência, cremos na bondade, mesmo quando não queremos ir por onde nos imploram.
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«Vem por aqui» – dizem-me alguns com olhos doces,/ Estendendo-me os braços, e seguros/ De que seria bom que eu os ouvisse/ Quando me dizem: «Vem por aqui!»/ Eu olho-os com olhos lassos,/ (Há nos meus olhos ironias e cansaços)/ E cruzo os braços,/ E nunca vou por ali…// A minha glória é esta:/ Criar desumanidade!/ Não acompanhar ninguém./ – Que eu vivo com o mesmo sem-vontade/ Com que rasguei o ventre a minha Mãe./ Não, não vou por aí! Só vou por onde/ Me levam meus próprios passos…» (…) In «Cântico Negro», de José Régio .
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Mas vamos, vamos por «aí», por onde sempre fomos, que é o lugar de irmos e de estarmos, mesmo que estas eleições, como todas as outras, venham de encontro a nós, ou até contra nós, que esta é a nossa conquistada liberdade democrática, em claustrofobia, em asfixia, ou em outras costumeiras vilanias, que, após Abril, quem agora está de um lado já esteve do outro, e tão sufocado é agora o ambiente como dantes era, tudo questão de oportunidade.
Mas vamos, vamos por «aí», que esta é a nossa sina, o nosso fado.
E antes ainda do fim do mês, feitas as vindimas, gozemos o mosto. Até às próximas!
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Se tivéssemos dirigentes, já nem pedia com o nível de Liedson como jogador, pedia apenas com dez por cento desse nível…
O Sporting de novo na Holanda esta época. E mais uma vez eu escrevo atrasado sobre um jogo, o da estreia na Liga Europa. Heerenveen 2, Sporting 3 (Liedson 3). Retido no fecho de uma edição da revista, o máximo que consegui fui ir espreitado na Internet uma transmissão do jogo com as imagens tremidas. Vi o que se esperava, o Sporting a impor-se contra uma equipa mais do que má, desinteressante. Honra a Liedson, sempre um jogador fantástico. Se tivéssemos um guarda-redes do nível dele, um defesa central do nível dele e mais um jogador no meio campo também do nível dele – e dirigentes, já nem pedia do nível dele, pedia apenas com dez por cento do nível dele –, se esse meu sonho se realizasse certamente estaríamos a disputar a Liga dos Campeões e provavelmente até a ganharíamos..
Foto: «A Bola»
. sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Amado mórbido...
Luís Amado, ministro, num comício
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Frase da época
«Cruz-Quebrada Dafundo a sério»
De um cartaz da campanha autárquica
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Chegámos aos cem dias de José Eduardo Bettencourt no Sporting e as coisas estão piores do que eu poderia imaginar faz agora cem dias
Não me esqueci do jogo do Sporting – Sporting 1 (Liedson), Paços de Ferreira 0. Não, não foi isso que aconteceu. O problema é que agora não consigo dizer nada sobre o Sporting, tão mal me parecem as coisas. Chegámos aos cem dias de José Eduardo Bettencourt no clube e as coisas estão piores do que eu poderia imaginar faz agora cem dias (passe a repetição). Só de pensar que poderão ficar assim «forever»...
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Nota: a propósito de cem dias, já lá vão três salários.
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Nota: a propósito de cem dias, já lá vão três salários.
domingo, 13 de setembro de 2009
Manuela mórbida
«O engenheiro Sócrates parece aquela pessoa que mata o pai e a mãe para depois dizer que é órfão.»
Manuela Ferreira Leite, no debate com José Sócrates, dirigindo-se à moderadora, Clara de Sousa
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«O senhor daqui a dez anos já não estará cá.»
«O senhor daqui a dez anos já não estará cá.»
Manuela Ferreira Leite, no mesmo debate, para José Sócrates
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