No século XXI, os inquisidores já não ordenam a ida para a fogueira, limitam-se a sugerir que se abdique da nacionalidade. Antes eram perigosos, agora são simplesmente patéticos..
No século XXI, os inquisidores já não ordenam a ida para a fogueira, limitam-se a sugerir que se abdique da nacionalidade. Antes eram perigosos, agora são simplesmente patéticos.
Como isto está, nem apetece escrever muito. O Sporting 3 (Liedson, João Moutinho, Vukcevic), Penafiel 0, primeiro jogo na Taça de Portugal desta época, deu apenas para duas coisas: para passar à eliminatória seguinte e para mostrar o péssimo estado da equipa (tal como o do relvado, coisa que nem se estranha). José Eduardo Bettencourt pediu há dias um bocadinho mais de aplicação aos jogadores; eu, por mim, peço um bocadinho mais de aplicação ao presidente. No banco, perante um trabalho tão mau como o que tem feito no Sporting, seria certamente despromovido (talvez um dia ainda o víssemos no balcão de uma das dependências).
Já em tempos tinha escrito aqui sobre a presença de Saramago em Montemor. Deixo agora um acrescento, Saramago no autocarro.
«Severino Castanho, quase todos os dias, vai visitar Catarina.»
Sporting 0, Belenenses 0. Já se esperava este resultado, depois do que se tem visto da equipa do Sporting, formada pelos mais irresponsáveis e desleixados dirigentes que o clube conheceu nos últimos vinte anos. O tempo de José Eduardo Bettencourt no Sporting devia estar a chegar ao fim, para se evitar uma catástrofe no clube. Infelizmente, não acredito que isso venha a acontecer e daqui a uns anos, quando ele sair, outro parecido entrará na linha de sucessão. Não sei o que diga mais. .
«O século ainda ia novo, mas a vida – que às idades não parecia ligar muito – já andava outra vez agitada por Lisboa.»
Cansado, muito cansado, acabei por deixar-me dormir a ver o jogo do Sporting com os alemães de Berlim para a Liga Europa – Sporting 1 (Adrien), Hertha 0. Estava a ser um jogo miserável e a certa altura fechei os olhos, e a verdade é que não me lembro de mais nada. Mais tarde acabei por ver o resumo num dos noticiários da televisão, e então deu para perceber que o jogo não foi miserável, foi pior do que isso. Mas depois pensei, bom, pelo menos ganhámos, com um bocado de sorte, mas ganhámos, não foi como da última vez em que apanhámos alemães (duas derrotas, cinco a zero e sete a um, depois do cinco a dois em casa com o Barcelona que o provedor dos sócios considerou um resultado «aceitável», não sei se num momento de desvario, se num momento normal da sua cabeça). Ainda bem que não fui ao estádio; se me tivesse deixado dormir lá e acordasse depois já com aquilo vazio, e se calhar com as saídas fechadas, haveria de ser bonito.