Mostrar mensagens com a etiqueta Política. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Política. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Uma frase

«Os políticos são muito bons a legislar para criar empregos para eles próprios.»
João Caiado Guerreiro, advogado, na TVI24

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A simplicidade

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, acaba de apelar ao espírito cívico dos portugueses, por exemplo para que peçam facturas em todas as compras realizadas, compras a que chamou «actos simples», não sei se por experiência própria, se para ele qualquer compra é um acto simples (as que faz com o dinheiro do Estado provavelmente são mesmo simples, na óptica dele). Gostaria também de apelar ao espírito cívico do ministro e pedir-lhe que passe a usar um carro que custe no máximo trinta mil euros. E que exija prática igual a todos os ministros e secretários de Estado. E que um pouco por todo o Estado se faça uma actualização na mesma proporção (haverá quem tenha de passar a andar de utilitário e quem deixe inclusive de ter carro à borla, mas num país a viver de apoio financeiro externo não vejo que isso não seja razoável).

sábado, 8 de outubro de 2011

Figura triste

Que figura mais triste fez ontem à tarde no Parlamento o ministro da Economia e de mais uma data de coisas, Álvaro Santos Pereira!... O antigo professor universitário mais parecia um aluno cábula a ter de repente de fazer um prova oral. Aonde ir buscar as respostas que devia dar?, parecia perguntar a si próprio, com um olhar assustado, nalguns momentos a caminho do pânico. A certa altura já me fazia tanta pena que desliguei a televisão.

domingo, 2 de outubro de 2011

Os almoços para a internacionalização


«Incluiu vários almoços de trabalho, muito apreciados.»

Excerto do relatório sobre internacionalização da economia portuguesa, encomendado pelo Governo a uma equipa coordenada pelo economista Jorge Braga de Macedo - na parte em que se refere às instalações que usaram para as reuniões de preparação do documento (citado pelo «Expresso»)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Gostei


Gostei de ouvir ontem à tarde Pedro Passos Coelho dizer no Parlamento que da última vez que aí tinha estado, afinal, tinha falado de mais – a propósito da dívida da Madeira e do respectivo plano de recuperação, ou lá como vai ser chamado. Teve a humildade (e a «frontalidade», palavra sua) de assumir um erro. Está a aprender. Agiu de forma diferente da do dia em que no mesmo sítio anunciou a imposto extraordinário de 50% sobre o subsídio de Natal. Nessa altura, se a medida era inevitável (como as coisas estão, e com a falta de informação que temos, admito que era, mas certezas nem me atrevo a ter sobre o assunto), se era inevitável, ia eu dizendo, pedia desculpa por tudo o que tinha andado a apregoar na campanha eleitoral, com o cúmulo daquela cena lamentável numa escola de Vila Franca de Xira, e depois de pedir desculpa fazia o anúncio. Mas não. Comportou-se então como um vulgar mentiroso. Por isso, agora, gostei da atitude. Demonstra que tem capacidade para aprender com os próprios erros, coisa que, como se sabe, não está ao alcance de toda a gente.

domingo, 18 de setembro de 2011

Rima tripla

Nas contas públicas, o desvio colossal era afinal era um desvio no Funchal.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Político e mentiroso

Tirado de um artigo que estou a editar: «Não têm que ser sinónimos: 'político' e 'mentiroso'; mas é um facto que a maioria das pessoas que nos têm governado é mentirosa.»

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Questionar o presente e o futuro

«Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?»
Pedro Passos Coelho, na sua conta do «Twitter», antes de chegar a primeiro-ministro

terça-feira, 6 de setembro de 2011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Por e-mail


Em vez de conferências de imprensa, o ministro das finanças, Vítor Gaspar, devia limitar-se a mandar para a comunicação social um e-mail com as medidas acabadas de decidir (enfim, com as intenções mais ou menos genéricas, pois medidas concretas parece difícil…). Já sei que cada pessoa tem a sua própria maneira de falar, mas a dele desmotiva qualquer país. Podia falar da descida do IVA para cinco por cento que ia soar ao mesmo que os anúncios de ontem.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A propósito do programa eleitoral do PSD

«António, na política há os chulos e os burros; nós fazemos parte dos burros.»

A questão toca-me particularmente, pelo facto de há poucos anos ter integrado listas do PSD em eleições, tendo inclusive sido vereador na câmara da minha terra e depois deputado na assembleia municipal. Refiro-me ao programa do PSD que agora foi apresentado para as próximas eleições legislativas. Esse programa deixa-me preocupado e, obviamente, impede-me de votar no PSD. Se é para votar em quem defende coisas com que não concordo, comigo não contem, porque isso seria tão irracional como votar em José Sócrates. Entre as coisas com que não concordo (também há muitas que me parecem bem), estão várias ideias de Pedro Passos Coelho. Eu não concordo com algumas das privatizações propostas, sobretudo aquela que já escrevi que me parece uma mania, a da Caixa Geral de Depósitos. Acho que quanto mais fontes de receita o estado tiver, melhor; os seus responsáveis devem é preocupar-se em criar condições para que nas empresas públicas não entre gente inútil para roubar de forma legal (como em Portugal se tornou moda) todos os meses um chorudo ordenado. Não vejo problema nenhum em que o estado tenha empresas em determinados sectores, desde que dêem lucro. Muitas tivesse o estado português e bem melhor estaríamos.
Outro aspecto que me chamou a atenção é a questão dos funcionários públicos, de só entrar um por cada cinco que saiam. A ideia não é nova, só que antes era entrar um por cada dois que saíssem, ou por cada três, já nem me lembro bem. Trata-se de uma medida simplesmente idiota. Com algum sentido de gestão e sobretudo de bom senso, facilmente se chega à conclusão de que o importante é impor na administração pública uma grande racionalidade, para que saia quem não faça lá nada e para que entre quem seja necessário. Fazendo isto, certamente que em muitos serviços públicos iria entrar muita gente e de muitos outros iria sair muita gente (e de outros sairia toda a gente e eles seriam extintos). O resultado, tenho a certeza, seria uma administração pública muito mais pequena e onerosa do que a actual, e acima de tudo eficiente e eficaz.
Finalmente, as reduções devidamente quantificadas; por exemplo, o número de deputados ou a percentagem da taxa social única. Por mim tudo bem, só lamento que não se diga nada de concreto em relação a outras coisas, como o tecto para as reformas, para vermos para que nível seriam reduzidas reformas como as de Campos e Cunha, Catrogra, Cavaco, Mira Amaral e tantos outros, reformas que, algumas delas, resultam da indecorosa situação que se vivia no Banco de Portugal, em que uns poucos anos num cargo (a questão nem era trabalhar) dava direito a vários milhares de euros de reforma para o resto da vida – e sabe-se que houve gente que é tida em Portugal como de referência que logo aos 47 anos aproveitou para começar a sacar alguns milhares de euros mensalmente.
Junto com isto das reformas, também não percebo que não se tenha dito nada em relação às subvenções políticas, situação em que estão muitas pessoas ainda na casa dos 50 anos e que todos os meses recebem alguns milhares de euros (até ao fim da vida), e só porque tiveram funções políticas. Marques Mendes, que tantos cortes apregoa em directo na televisão, e com razão, é um deles, e tem boa idade para trabalhar, não para ser um peso para o orçamento do estado, orçamento que ele próprio diz que tem de emagrecer. Aliás, neste aspecto das subvenções políticas, Passos Coelho deveria mesmo ter alguma ideia, pois nunca pediu aquela a que a lei (uma lei que nos deveria ter envergonhado) lhe deu direito.
Sempre me chocou ver mais este roubo legal, ainda por cima a passar-nos diante dos olhos e sem nada que se possa fazer. Quando era vereador, tanto eu como o meu colega do PSD nada ganhávamos. Já os dois vereadores do PS, e também o presidente (igualmente do PS), tinham os seus ordenados e, apesar de estarem próximos dos 50 anos, tinham também as suas reformas, que resultavam em grande parte, imagine-se, dos próprios cargos que desempenhavam. Nisto deve-se fazer justiça a José Sócrates, que fez tanta porcaria neste país nos últimos anos mas pelo menos acabou com o abuso que constituíam essas acumulações (enfim, ficaram de fora algumas), e que foi – não sei se ainda se lembram – onde começou o afastamento do governo do então ministro Campos e Cunha, depois do escândalo da descoberta da reforma de vários milhares de euros que acumulava do Banco de Portugal por meia dúzia de anos de trabalho e com boa idade para não ser reformado e viver apenas do seu trabalho. Voltando à câmara onde fui vereador, a situação, no caso do presidente, era absolutamente caricata. Como estava no poder havia uns 25 anos, e cada ano contava a dobrar em termos de descontos para a segurança social, ele já tinha mais anos de descontos do que de vida. Um tipo de sorte, certamente. Tanto mais que houve uma altura, ainda me lembro, em que foi nomeado para mais um cargo, para juntar aos muitos que já tinha; dessa vez era num comité qualquer da União Europeia. Quando me disseram nem liguei, até comentei que o PS lhe tinha arranjado mais um tacho; mas depois, passados uns dias, fiquei estupefacto: tinha sido o próprio PSD a propor o nome dele. Na altura, o meu colega de vereação, pelo PSD, disse-me algo que de vez em quando repetia: «António, na política há os chulos e os burros; nós fazemos parte dos burros.»

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Os crimes contra a economia

Se houvesse um tribunal penal internacional para julgar crimes contra as economias dos países e contra as economias das respectivas populações, José Sócrates bem que podia ir pensando em arranjar um advogado (de preferência, e no seu interesse, um que na faculdade não tivesse respondido aos exames por fax e que depois não tivesse feito o estágio ao domingo).

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Falar ao país com um morto ao lado

Vi ontem à noite na televisão uma parte da declaração de José Sócrates ao país sobre o acordo com a troica (ou troika, ou lá como se escreve). Já tinha começado na altura em que mudei para o canal em que estava a dar, e depois, antes de acabar, fui-me embora. Ou seja, não fiquei a saber como levaram para o pé dele o ministro das Finanças, que me pareceu estar morto (pelo menos não se mexia), nem como é que depois o retiraram de lá. E também não percebi como é que faziam para o ministro se aguentar de pé. Talvez uns assessores deitados no chão a segurá-lo. Ou uns fios pendurados do tecto (com a vantagem de com algum engenho dar para fazer do ministro uma marioneta, capaz de agitar os braços ou mexer a boca, ou até dar uns pontapés se algum jornalista se aproximasse para fazer perguntas). Ou então, sei lá, magia. Nos tempos que correm, já estou por tudo.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O animal feroz fala educadamente com a jornalista

«Judite de Sousa, espero que se renda a esta minha resposta.» José Sócrates, ontem à noite, durante uma entrevista à TVI

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ano após ano

É terrível, ano após ano, ver um país a ser governado por vigaristas. E sempre com novos vigaristas à espreita.

domingo, 10 de abril de 2011

O ensino da economia

Depois de Portugal ter sido levado à falência e de tudo o que se tem seguido por estes dias, uma das curiosidades que tenho é sobre o que a Faculdade de Economia do Porto poderá fazer com Teixeira dos Santos depois de este deixar de ser ministro. Será possível que o aceite como professor?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Zapping

Fui percorrendo os canais da televisão. A certa altura fiquei com a ideia de que a Sport TV estava a transmitir em directo o congresso do PS. Eventualmente vi mal. Ou não...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Pelas escolas

Não sei se é verdade... Ouvi dizer que José Sócrates e vários membros do seu governo, além de gente da oposição, obviamente (porque os tempos exigem união), se têm desdobrado ao longo do dia pelas escolas do país, para encontros com alunos. Foram convidados, neste primeiro de Abril, para contar mentiras.