Uma iniciativa do blog «Bibliotecário de Babel», de José Mário Silva, em que participei.
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Foi ontem à noite. Mário Crespo, num daqueles programas da CNN que passam na SIC, dizia que o sistema norte-americano para a eleição do presidente, com todo o percurso que é feito durante as primárias de cada partido (dois!), faz com que à disputa final cheguem apenas aquilo que denominava como «indivíduos excepcionais». O programa era sobre Obama e MacCain, em relação aos quais Mário Crespo me pareceu absolutamente deslumbrado. Dois «indivíduos excepcionais»… Não digo que não. Mas não posso deixar de lembrar-me do «indivíduo excepcional» ali da foto, que chegou onde chegou através do mesmo sistema de eleição.
O José Mário Silva fala aqui do exemplar do romance «O Deus das Moscas» que a Dom Quixote lhe mandou dentro de um mosquiteiro e com algumas moscas, algo que classifica como «marketing inventivo». A mim enviaram igualmente um exemplar no saco de rede, com cinco ou seis moscas. Mas fizeram mais… Não sei com que intenções, também enviaram o próprio deus, da cor da rede, muito branco (na volta para disfarçar). Pensei que me tinha saído a sorte grande... Só que quando abri o saco o espertalhão aproveitou para fugir, e a verdade é que nunca mais o vi. Agora não sei se anda perdido aí pelo montado, se encontrou o pequeno Fernando Pessoa e estão os dois à conversa nalgum canto cá de casa ou até se já está em Lisboa, ou no Algarve, ou mesmo, quem sabe, metido nalgum avião a cruzar os céus a caminho nem imagino de que lugar.