sábado, 8 de novembro de 2008

Um convite

É para dia 25 este convite. Deixo-o aqui socorrendo-me de algumas palavras do próprio autor, de um e-mail que me enviou ontem à tarde.
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Vou lançar o meu novo livro intitulado «A Arte de Ver e Superar» (editora Sinais de Fogo) no próximo dia 25 de Novembro de 2008 (Terça-feira), na FNAC do Centro Comercial Colombo, em Lisboa, pelas 19h00.
A apresentação estará a cargo de dois professores universitários:
– Sidónio Serpa (psicólogo e docente da Faculdade de Motricidade Humana, UTL);
– Carlos Saraiva Alves (economista e docente do Instituto Superior de Gestão, ISG).
Considerando que se trata sempre de um momento simbólico, mas importante para o autor, quero convidar os amigos e as pessoas da minha teia de contactos para estarem presentes nesta sessão.
É um livro no âmbito do desenvolvimento pessoal e da «auto-ajuda», que é simples e provocador, mas muito sério. Levanta questões tão diversas como:
– aquilo que não conseguimos «ver»;
– superação de obstáculos na nossa vida;
– o nosso auto-aperfeiçoamento;
– a nossa integração no todo colectivo;
– como encaramos o mundo do trabalho e derivados;
– valorização do bem precioso que é a saúde;
– preservação das relações mais fortes;
– as preocupações ecológicas;
– a postura activa em favor de um mundo melhor.
Espero que possa comparecer e que goste da sessão e do livro.
Se me quiser ajudar a divulgar esta sessão junto de outras pessoas que gostem de livros e potencialmente interessadas, desde já fico muito grato.
Com as minhas mais cordiais saudações,
Rodolfo Miguel Bacelar Begonha
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Uma história com piada

Tem piada esta história do escritor português que era para ganhar o «Prémio Portugal Telecom de Literatura» e que acabou por não ganhar por terem medo de que ele não fosse ao Brasil receber a taça, perdão, o cheque. Não sei se é verdadeira, mas tem realmente piada. Eu, por mim, se por qualquer desvario do mundo me dessem o prémio posso desde já assegurar que ia lá ao Brasil recebê-lo. Mais difícil seria apanharem-me por estes tempos na cerimónia de entrega do «Grande Prémio do Romance e da Novela da APE», com o Cavaco nas entregas. Enfim, havia sempre a hipótese de mandar o editor, ou alguém da família; ou então fazer de conta que não era nada de grave, ir lá tipo zombie e dizer meias dúzia de coisas para não dar muita barraca.
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Uma festa difícil de perceber

Por falta de tempo não consegui mesmo ver o Sporting na terça-feira à noite com os ucranianos – Sporting 1 (Derlei), Shakhtar Donetsk 0. Também por falta de tempo só agora escrevo esta nota. A vitória deu a qualificação antecipada para os oitavos de final da Liga dos Campeões. Uma festa, pelo menos foi o que me pareceu do que ia ouvindo no rádio do carro. Não percebi bem a razão. A qualificação é algo de muito bom, mas é apenas para os oitavos de final. Se fosse para umas meias-finais ou para a final, ou se fosse a vitória na própria Liga dos Campeões, tudo bem. Mas tanto barulho pelo nada de passar aos oitavos de final… Escusava até de aparecer gente com lembranças de não estarmos tão adiantados nesta competição desde 1982, quando chegámos aos quartos de final e fomos eliminados pelos espanhóis da Real Sociedade – já agora, convém lembrar que por esses tempos ainda havia a Taça dos Clubes Campeões Europeus, e que tudo começava apenas uma eliminatória antes dos oitavos de final; para cair frente à Real Sociedad (1-0 e 0-2) bastou ao Sporting eliminar o Dinamo de Zagreb (0-1 e 3-0, com três golos do próprio treinador, o último dos quais magistral) e o CSKA de Sofia (2-2 e 0-0).
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Falo do golo magistral aqui.
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terça-feira, 4 de novembro de 2008

O nome num texto

Ver o meu nome neste texto deixa-me cheio de orgulho, claro.
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António Souto – Crónica (5)

Quinta crónica de António Souto, depois desta, desta, desta e desta . O António mantém uma crónica («Ex-abrupto») no jornal da sua terra («Jornal D’Angeja»). Esta é a da edição de Outubro.
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Contos (d)e realidades
«A Última Colina» (1), um livro de Urbano Tavares Rodrigues, o mais recente, uma antologia de contos.
Admiro o autor (que tenho o privilégio de conhecer e de o ter modestamente como amigo), a sua bondade (sempre presente no olhar e no trato), o modo como governa a palavra, a sua mestria no falar e no dizer, o seu aprumo de valores.
A descoberta que fiz da/ na sua obra foi mais do que isto mesmo, foi uma revelação, um modo único de desvendar o homem e os afectos, um modo único de aprender as relações insidiosas entre os homens, mas, igualmente, a sua capacidade de perdoar, mesmo quando as consequências das atrocidades ficam indelevelmente gravadas na memória.
Em «A Última Colina» retomam-se estas dimensões. O registo do passado (de um passado-presente) vagueia pelos interstícios do texto, confundindo-se com as marcas da solidariedade e da fraternidade; a ternura e os apegos parecem ainda dar as mãos a uma ânsia de amar e de partilhar carícias. A juventude do autor (que em breve festejará os 85 anos) emerge por entre salpicos de alguma consciente desistência. Só nisto dói a leitura de um ou outro conto.
E depois há os outros, de uma manifesta actualidade.
(…) «Aquele palácio tinha a ver mais comigo do que jamais poderia ter imaginado.
Quem me guiava agora, através da pequena multidão de convidados, era a minha mulher, com o sorriso meigo dos seus melhores dias e um leve lume irónico nos grandes olhos verdes.
Acotovelávamos damas ultrapomposas, outras balofas e outras despidas em veludos e sedas rangentes, empresários vermelhos e atléticos, tostados pelo sol da riqueza ou com barbas altivas. Gente que falava de novas marcas e estratégias do poder, do simpático Bill Gates e da Microsoft, mas também de publicidade, de futebol, da televisão, numa linguagem cheia de segurança e de chavões. Eram os senhores do dinheiro e os senhores do mundo.
Olhámo-nos, eu e a minha mulher, com cumplicidade. ‘Têm os governantes necessariamente de se apalhaçar assim para agradarem e falar tanto em democracia e liberdade quando cada vez mais desses valores se distanciam? Teremos de gramar eternamente as mesmas obesidades mentais, a mesma mediocridade, o mesmo egoísmo palrador?’» (…)
(2)
Conto atrás de conto, revisitam-se lugares, vozes e perfumes, reconstrói-se uma vida. A vida de quem soube compreender as injustiças da Vida.
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Vida que insiste em manter-se injusta. Em tornar-nos semelhantes e diferentes, discriminadamente desiguais. Povos do Norte e Povos do Sul, desenvolvidos e subdesenvolvidos, ricos e pobres.
Porém, quando a Europa se une – os outros, mal deles, são os outros –, ficamos todos (nós) repentinamente mais ricos, porque mais unidos na fartura. Mais iguais. Pelo menos é o que nos dizem.
Mas quando umas parcas linhas de jornal nos noticiam que nós, daqui, portugueses, tardamos cerca de dois anos, em relação ao resto da Europa, a usufruir de novas terapêuticas, só porque os medicamentos mais eficazes, por serem caros, custam também aqui a chegar – como agora acontece no caso do cancro do pulmão –, então enxergamos como a ficção é tão real e tão oportunas são as palavras de Urbano Tavares Rodrigues…
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(1) «A Última Colina» (contos), Dom Quixote, Setembro de 2008
(2) In «Um Dia na Vida»
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Vale a pena

Sobre a falência do Banco Português de Negócios (BPN), vale a pena ler este excelente artigo de Pedro Santos Guerreiro. Pessoalmente, não posso deixar de esboçar um certo sorriso ao ler o seguinte excerto, onde o director do «Jornal de Negócios» fala de José de Oliveira e Costa: «que hostilizou a Deloitte, quando a auditora lhe fez reservas às contas; que contratou, para a substituir, a BDO Binder que, entretanto, caucinou sem pestanejo as contas anuais».
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Uma pergunta

Depois disto, disto e agora disto, será que ainda falta alguma coisa para demitir este tipo e impedi-lo de exercer cargos públicos em Portugal?
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Em Fevereiro

Afinal, o meu próximo romance, que pensei que seria publicado ainda este ano, fica para Fevereiro. Culpa minha, que me atrasei uns dias. É o que dá não ter a rapidez do Rodrigues dos Santos (sempre a abrir, tipo o que vem à rede é peixe), ou não ter nascido com duas ou três «vozes do eu», como parece que acontece com o Lobo Antunes, segundo ele conta («vozes do eu», ou seja, «vozes sem nome que estão dentro de nós», «vozes» que na volta vão ditando tudo, e o escritor, imagino, faz um bocado o papel de secretário, ou de dactilógrafo). Mas pronto, cada um desenrasca-se como pode.
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A rapariga da praia

Há uns dias, pelo fim da tarde, não muito longe daqui.
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O primeiro erro do arquipélago

Já contei a história uma vez num programa da Antena 1. O dia em que eu deixei de ler os livros de António Lobo Antunes. Eu lia tudo o que o homem escrevia, depois da descoberta de um belíssimo romance chamado «As Naus» (o grande livro de Lobo Antunes e que segundo julgo saber esteve para se chamar «O Regresso das Caravelas»). Lia tudo mas ao mesmo tempo sentia como que uma certa incomodidade, cada vez mais. Um dia dos primeiros anos da década de noventa. Eu a ler mais um romance, e a incomodidade cada vez mais notória. Uma família desgraçada que vivia em Alcântara. Uma rapariga, o tipo que vivia com ela e também o pai da rapariga. O pai sempre num sofrimento (doença). Os pormenores desse sofrimento. A casa que eu imaginava quase com as paredes a desfazerem-se. Um dia, não levava ainda muitas páginas lidas do romance, um dia disse para comigo: «Não, eu não estou para isto. Nunca mais leio os livros do Lobo Antunes.» E a verdade é que deixei de ler.
Até agora, vai para uns quinze anos. Nunca mais, nem um dos romances que entretanto foram saindo. De vez em quando fazem-me chegar a última novidade. E eu, nada. Nem uma espreitadela. Até quarta-feira da semana passada. «O Arquipélago da Insónia». Mais um envio, na volta um milagre qualquer, e o livro veio-me parar às mãos. Tenho-o aqui ao lado da secretária. Já folheei e pouco consegui perceber. Nem chegou para me assustar. O sofrimento de sempre; pressinto que está lá, mais do que isso, mais do que pressentir, tenho a certeza de que está lá. Ainda por cima reparei num erro logo na primeira frase, uma pequena palavra que ficou esquecida. «De onde me virá a impressão que na casa, apesar de igual, quase tudo lhe falta?»
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domingo, 2 de novembro de 2008

«Em Rio Ave»

Felizmente o jogo de ontem à noite em Vila do Conde – Rio Ave 0, Sporting 1 (Liedson) – correu bem; ganhámos, o assustador Caneira passou despercebido no regresso, Liedson vai mostrando que não desaprendeu e desta vez parece que Paulo Bento nem disse nenhuma asneira quando foi para falar. Mas atenção, isto é muito importante; ou seja, eu estou totalmente em desacordo com o pedido que o Francisco faz aqui.
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Nota: pedi emprestado o título deste post a alguns jornalistas que teimam em dizer «no jogo disputado em Rio Ave» em vez de «no jogo disputado em Vila do Conde».
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sábado, 1 de novembro de 2008

Hoje de manhã

Hoje de manhã, por aqui, depois do corte da lenha.
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