sexta-feira, 31 de julho de 2009

Autógrafos

Este Sábado, estarei em duas sessões de autógrafos do meu romance «Uma Noite com o Fogo», ambas no Algarve, em feiras do livro. Às 17H00 em Faro, no Fórum Algarve; às 21H30 em Portimão, na zona ribeirinha da cidade.
Entrada do romance aqui; capítulo 1 aqui.


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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Fim da tarde

Esta quinta-feira, ao fim da tarde, por aqui. À espera do jantar. A Tecla, à porta da arrecadação; e em cima da mesa, indiferentes aos meninos do caramanchão, o Lito (amarelo) e a Palhinha. O quarto gato, o Punkinho (lê-se panquinho), anda de viagem pelo montado e por isso vai-se safando com uns ratos, umas cobras, umas lagartixas, com sorte até com alguma perdiz menos despachada.
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O Sporting, ao contrário dos adversários, apostou menos na contratação de jogadores e mais na contratação de um presidente

Mesmo não querendo pensar nisso, a verdade é que eu esperava o resultado do jogo de ontem à noite (Sporting 0, Twente 0). Por um lado, devido às indicações dadas pelo Sporting nos jogos de preparação; por outro, pelo valor (pouco) da equipa holandesa. Não era difícil acertar, a menos que à custa do génio de Liedson ou até de Matias Fernández as coisas se resolvessem. Talvez na Holanda o Sporting consiga um resultado que lhe permita passar à fase seguinte da competição, mas no ponto em que estão as coisas já nem digo nada…
Pelo andar da carruagem, Paulo Bento pode tornar-se num case study. O treinador-espectador. Por vezes, dá mesma a ideia de que se tornou em mais um espectador dos jogos, e daqueles desinteressados. Lá está, a ver, descansado da vida, como podia estar no cinema, num restaurante ou inclusive a passear um cão. Nem o facto de ter em campo jogadores como Polga ou Caneira (do pior que Alvalade conheceu nos últimos anos, embora sem chegar, qualquer deles, ao caso-limite de Purovic), nem isso parece preocupá-lo.
O Sporting pode estar mesmo metido num grande problema. Depois da lógica ilógica dos tempos de Filipe Soares Franco – que dizia que era melhor o clube ficar em segundo do que em primeiro –, vive uma fase de apatia em que só o que destoa é o entusiasmo de José Eduardo Bettencourt. Que apostou menos na contratação de jogadores (ao contrário dos adversários) e mais na contratação de um presidente (ele próprio). Podia ser uma boa solução, se ele fosse mais novo e tivesse sido formado na academia.
Foto daqui.

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Estranha mistura

A propósito disto, de o lobo mau ter sido rasteirado num jogo de futebol em «Os Maias», lembrei-me do que me dizia por vezes a professora de português no tempo em que no secundário eu estudava o romance de Eça, numa escola de Portimão. Se eu falhava alguma coisa, lá vinham as frases inevitáveis: «Os teus Maias não são iguais aos meus. Onde é que os compraste? Em Monchique?!» Claro que isto era uma coisa menor, comparado com outras que fazia aquele ser ignóbil, que era uma estranha mistura de psicopata, cobra e monstro-de-gila. Tornou as minhas aulas de português do décimo e do décimo primeiro ano (tive o azar de a apanhar durante dois anos seguidos) num verdadeiro inferno, e cada obra recomendada, por causa dela, tornava-se uma leitura penosa. Até com «Os Maias», com ela sempre a assombrar a mente dos alunos, era assim. Passado um ano, já no décimo segundo e livre daquele pesadelo, li o livro com um imenso fascínio e sempre com uma profunda admiração pelo autor. Voltei a reler agora, com a mesma admiração e ainda com mais fascínio.
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Uma frase

«Um stripezito é que vinha a calhar...»
Jorge Baptista, comentador de futebol, poucos minutos antes do jogo de apresentação do Benfica frente ao Atlético de Madrid, como se pode comprovar aqui.

domingo, 26 de julho de 2009

O lobo mau de «Os Maias»

«O lobo mau estava a jogar à bola e de repente passaram-lhe uma rasteira.» É um «excerto» de «Os Maias», de Eça de Queirós, pelo menos a julgar pelo que o meu filho, de quatro anos, «leu» à irmã, de dois, logo a seguir a tirar-me o livro da mão. Foi há três ou quatro dias, quando eu ia naquela parte do romance em que o Ega visita a redacção do jornal «A Tarde».
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O nível dos comentadores da SIC

Os do desporto, no Benfica. Ver aqui.
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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Revista «human» de Agosto

(clicar na imagem para aumentar)
Nas bancas a partir desta sexta-feira, 24. Na capa, a directora da SIC Mulher, Sofia Carvalho. Mais informações sobre a edição aqui. Deixo a seguir o meu editorial…
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Clichés, o inglês, as férias
Se algo me surpreendeu na entrevista de Sofia Carvalho, a directora do canal televisivo «SIC Mulher», que publicamos nesta edição, foi a recusa de clichés como por exemplo «gestão no feminino». A certa altura ela diz: «As características de liderança não estão relacionadas com o sexo, mas sim com pessoas. Já encontrei homens muito emocionais e reconheço uma grande racionalidade nas mulheres que lideram. A questão de os homens serem mais racionais nas decisões e as mulheres mais emocionais é, na minha opinião, um mito.» Nunca tinha pensado muito nisto, mas mesmo assim o assunto já me passou pela cabeça várias vezes, ao ler afirmações sempre em sentido contrário. É frequente no mundo da gestão. Por isso a surpresa de agora dar com uma opinião bem diferente de toda essa corrente. Talvez um dia eu venha a pensar a sério no assunto, mas mesmo assim não me parece que vá chegar a conclusões definitivas.
Foi a figura de Sofia Carvalho que puxámos para a capa desta edição, a de Agosto, que é um bocadinho mais curta mas mesmo assim mantém a maior parte das secções habituais. Outros destaques são os temas do outplacement e do executive search, denominações em inglês que vejo sempre com alguma desconfiança mas que não me atrevo a substituir por uma tradução, de tão disseminadas que estão assim. Como os clichés de que falava no início, também o inglês se apoderou de muito do vocabulário do mundo da gestão e das empresas.
É a edição do mês que associamos a férias. Até por isso acabámos por decidir colocar nos habituais «múltiplos olhares» uma pergunta sobre se faz sentido que as empresas, e até o próprio país, quase parem em Agosto. Na próxima edição voltaremos à dimensão habitual.

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Assustador

Assustador, o jogo de preparação do Sporting em Guimarães – Guimarães 2, Sporting 2 (Matías Fernández, Hélder Postiga) . Além das tão esperadas quanto incompreensíveis insistências em fazer jogar o disparatado Polga e o limitadíssimo Caneira, para já não falar de Rui Patrício e de Rochemback, ainda por cima o jogo mostrou uma equipa sem capacidade de luta (deixou-se empatar depois de estar a ganhar por dois a zero) e um treinador a parecer alheado das suas funções, o que aliás já não é novidade. Alguma coisa estranha se passa com a equipa do Sporting e sobretudo com Paulo Bento. O treinador dá a ideia de que apenas faz figura de corpo presente, aparecendo na conferência de imprensa a seguir a cada jogo a descrever (com notórias dificuldades) o que se passou e a procurar nos jornalistas algum apoio psicológico, desabafando que as coisas vão mal, e que tem jogadores que não se aplicam e por aí adiante. E depois, outra coisa, ainda mais estranha: nos jornais, o que se vê é referências a dias de folga, de cada vez que se abre um jornal desportivo nas páginas do Sporting é dia de folga para aqui, dia de folga para ali; por exemplo, li que a seguir a este jogo de Guimarães Paulo Bento deu um dia de folga aos jogadores e que para o dia a seguir a essa folga marcou um treino para as seis da tarde, e isto fez-me lembrar uma equipa das competições amadoras, dos campeonatos distritais, com jogadores que têm o seu trabalho e vão treinar ao fim da tarde e mesmo assim não o fazem todos os dias. Ainda mais duas coisas sobre o jogo de Guimarães: com toda a polémica que tem havido com Miguel Veloso e a posição de defesa esquerdo, é de mau gosto e até perigoso (veja-se o segundo golo do Guimarães) de repente mandar esse jogador para defesa esquerdo, é mesmo atirar lenha para a fogueira, andar à procura de problemas; e uma frase um bocado parva de Paulo Bento na conferência de imprensa, «quando estamos no deserto não podemos dar água ao adversário» (será que para ele o Sporting está no deserto?).
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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Françoise Hardy

Várias recordações, aqui.
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sábado, 18 de julho de 2009

A apresentação

Preocupante a apresentação do Sporting esta noite – Sporting 1 (Hélder Postiga), Feyenoord 2. Como se esperava, a equipa entrou com alguns jogadores medíocres em campo (sobretudo Polga e Caneira), jogadores tidos como estrelas e que vão jogar a maior parte dos jogos. A inteligência de Paulo Bento parece mesmo que não descola; dá até a ideia de que no Sporting é cada vez mais um empregado e não um líder. Mau também foi o ambiente, com as cadeiras coloridas a fazerem de espectadores. É notório o afastamento dos sportinguistas, que o actual presidente tenta contrariar depois dos anos vergonhosos de Filipe Soares Franco (que pode ter tido no Sporting um efeito parecido ao que João Vale e Azevedo teve no Benfica).
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sexta-feira, 17 de julho de 2009

À pedrada

Um ministro derrubado à pedrada. Ver aqui.
(Foto de Rui André, Verão de 2003)
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