«Isto agora, soutora, quem não é arguido já não é ninguém na vida.»
(ouvido há uns dias, num restaurante em Lisboa, perto da assembleia)
.
«Às vezes, carinho, dou comigo a ver-te no mar.»
O jogo com o Benfica (Sporting 0, Benfica 0), apesar do mau resultado, pode ser visto como bem positivo. Acabou o miserabilismo de tempos recentes, a desorientação, a falta de empenho, a tendência mórbida, o espírito de derrota, o recalcamento, entre tantas desgraças. Mérito, sem dúvida, de Carlos Carvalhal; que não sei se vai ganhar alguma coisa, ou aguentar muito tempo (com os incompetentes dirigentes do clube onde está, o melhor é nem arriscar previsões).
José Penedos, presidente de uma das maiores empresas públicas portuguesas, indiciado por prática de crime de corrupção, suspenso de funções e a ter uma caução fixada em quarenta mil euros.
O jogo de ontem – Pescadores 1, Sporting 4 (Miguel Veloso 2, João Moutinho, Liedson) –, para a Taça de Portugal, foi o que se esperava. O novo treinador, cuja entrada não comentei aqui, começou a arranjar um pouco o mundo aos bocados em que Paulo Bento se ia arrastando. As perspectivas não são de grandes êxitos, pelo menos para já, mas alguma coisa se pode fazer. E o treinador, Carlos Carvalhal, parece decidido a isso. Pena alguns sinais preocupantes que ficam, por exemplo o regresso do medíocre Polga ou a presença de Rui Patrício (vamos ver se Stojkovic continua proscrito, tal como Tiago, e ontem viu-se o lindo resultado no golo da equipa da Costa da Caparica, com o infeliz guarda-redes a atirar-se de braços dobrados, perdendo a oportunidade de chegar à bola, e num lance anterior que podia ter dado no mesmo).
Vi agora no blog do Francisco. Um novo livro, da Quetzal, com frases dos artistas do nosso mundo do pontapé na bola (e na gramática). Espero que ainda tenham ido a tempo de apanhar algumas do meu vergonhoso presidente.