segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Os tempos de agora

«Isto agora, soutora, quem não é arguido já não é ninguém na vida.»
(ouvido há uns dias, num restaurante em Lisboa, perto da assembleia)
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A primeira frase (5)

«Às vezes, carinho, dou comigo a ver-te no mar.»
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Primeira frase do romance «Os Sonhos e Outras Perigosas Embirrações».
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domingo, 29 de novembro de 2009

Ontem, em Alvalade

O jogo com o Benfica (Sporting 0, Benfica 0), apesar do mau resultado, pode ser visto como bem positivo. Acabou o miserabilismo de tempos recentes, a desorientação, a falta de empenho, a tendência mórbida, o espírito de derrota, o recalcamento, entre tantas desgraças. Mérito, sem dúvida, de Carlos Carvalhal; que não sei se vai ganhar alguma coisa, ou aguentar muito tempo (com os incompetentes dirigentes do clube onde está, o melhor é nem arriscar previsões).
Outras ideias sobre o jogo:
- o Benfica não está tão forte como o pintavam (já se suspeitava), mas está muito mais forte do que qualquer das patéticas equipas que apresentou nas últimas épocas;
- o Sporting entrou com uma equipa competitiva, apenas correndo riscos na baliza (mas o guarda-redes até esteve bem), no centro da defesa (o conhecido desajeitado Polga) e na esquerda também da defesa (Caneira, que apesar de tudo talvez seja um mal menor do que Grimi, além de ser uma espécie de prémio Nobel do futebol em comparação com o inconcebível André Marques);
- qualquer da equipas poderia ter ganho;
- o árbitro prejudicou mais o Sporting do que o Benfica, sobretudo nos cartões (Maxi Pereira e David Luiz deveriam ter sido expulsos), e nas dúvidas de grandes penalidades fiquei com mais num lance de David Luiz sobre Liedson do que de uma bola na mão de Polga (de quem haveria de ser?);
- foi uma pena Luisão não ter jogado (as hipóteses de o Sporting ganhar o jogo teriam subido);
- para além dos falhanços e das defesas (de ambos os lados), a maior frustração para mim foi o guarda-redes do Benfica ter defendido o pontapé de muito longe de Miguel Veloso (normalmente os guarda-redes não chegam àquelas bolas, mas o que o Benfica utilizou tem realmente muito valor e se às vezes falha há outras, como naquele lance, em que parece ser o número um ideal);
- o Benfica pensa que tem um grande ponta-de-lança (o paraguaio com nome de inspector da PIDE), e com os golos que ele tem vindo a marcar essa crença ainda se nota mais, mas continuo a achar que ele não é assim tão bom como isso;
- no meio do entusiasmo do público sportingista, a imagem de José Eduardo Bettencourt na tribuna, triste, alheio, desfocado (até sem uma sombra do entusiasmo anedótico que tantas vezes nos tem envergonhado), pareceu-me completamente desenquadrada;
- Jorge Jesus, nas declarações que fez a seguir ao jogo, provou de novo que não tem jeito nem para o português, nem para a boa educação.
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Que vergonha!

José Penedos, presidente de uma das maiores empresas públicas portuguesas, indiciado por prática de crime de corrupção, suspenso de funções e a ter uma caução fixada em quarenta mil euros.
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Romance «Uma Noite com o Fogo»

Para seguir o blog do romance «Uma Noite com o Fogo», clicar aqui.
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Era o fogo. Andava à solta nos montes, embora visto dali, a uns cinquenta quilómetros de distância, parecesse apenas uma lâmpada enorme, de luz avermelhada, para iluminar as terras em redor. Ou um sinal. Talvez pudesse parecer isso também, um sinal para os barcos que andassem do outro lado, perto da costa. Eu imaginava estas coisas para o clarão do fogo, até que fosse um aviso para os aviões que sobrevoassem de noite aqueles montes. Não se desse o caso de irem eles lá bater, no sítio que passava dos novecentos metros, no que por pouco não atingia os oitocentos ou até noutro qualquer com menos ilusões de chegar às nuvens. A minha imaginação com os montes, as nuvens e os aviões, depois dos barcos perto da costa. Eu estava na berma da estrada, fora do carro, no primeiro sítio de onde tinha conseguido avistar o clarão. Era pouco mais de meia-noite, a fazer fé no que mostrava o relógio do carro.
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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Uma pessoa está sempre a aprender

Estava longe de imaginar que o governador do Banco de Portugal fazia parte do governo, mas ontem, depois destas declarações, fiquei esclarecido. Vítor Constâncio mete-se mesmo a definir a política fiscal, e quer que os impostos aumentem (medida que provavelmente defenderá que seja acompanhada com aumentos do que ele e o grupo que o ajuda no Banco de Portugal ganham, para compensar). Claro que hoje, depois das críticas que surgiram, já veio dar o dito por não dito, para ver se salva a face. Mas não salva; aliás, desde a pouca vergonha da supervisão desleixada, a juntar à tentativa de aumentos de ordenados à socapa (que obrigou à intervenção do próprio ministro das finanças), aos créditos a habitação para altos quadros do Banco de Portugal (dados pelo próprio banco) e a outras proezas, desde tudo isto que não salva face nenhuma.
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Haja esperança

O jogo de ontem – Pescadores 1, Sporting 4 (Miguel Veloso 2, João Moutinho, Liedson) –, para a Taça de Portugal, foi o que se esperava. O novo treinador, cuja entrada não comentei aqui, começou a arranjar um pouco o mundo aos bocados em que Paulo Bento se ia arrastando. As perspectivas não são de grandes êxitos, pelo menos para já, mas alguma coisa se pode fazer. E o treinador, Carlos Carvalhal, parece decidido a isso. Pena alguns sinais preocupantes que ficam, por exemplo o regresso do medíocre Polga ou a presença de Rui Patrício (vamos ver se Stojkovic continua proscrito, tal como Tiago, e ontem viu-se o lindo resultado no golo da equipa da Costa da Caparica, com o infeliz guarda-redes a atirar-se de braços dobrados, perdendo a oportunidade de chegar à bola, e num lance anterior que podia ter dado no mesmo).
Tenho muita simpatia por Carlos Carvalhal. Conheço a carreira que tem feito, com alguns falhanços mas também com alguns êxitos importantes, mais até, êxitos com alguma coisa de épico (no Setúbal e no Leixões). Não comentei a sua entrada no Sporting por isso mesmo, pela simpatia que me merece. Não quis misturar o novo treinador com o que teria que dizer dos tristes dirigentes do clube (com o vergonhoso presidente à cabeça). Dirigentes que ainda por cima desconsideraram Carlos Carvalhal na maneira como o fizeram entrar no Sporting. Entre tantas asneiras, não é de admirar que tenham procedido assim.
Três notas mais: a entrada de Sá Pinto para a estrutura que acompanha a equipa não augura nada de bom (nem se compreende); as duas entrevistas de Paulo Bento, ressabiadíssimo, mostram a confusão que deve ir naquela cabeça; as reacções a essas entrevista, sobretudo de Rogério Alves, mostram a confusão que vai no clube (nem falo da que deve ir na sade, que isso nem interessa nada), e mostram sobretudo a que ia, não sei se pior se melhor do que a de agora, ou se igual.
Enfim, haja esperança.
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Mais um excerto

Mais um excerto de «O Sorriso Enigmático do Javali».
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Deu um passo para o lado, no exacto momento em que a cobra abandonava a velocidade quase imperceptível para se lançar em direcção ao seu pescoço, num voo que lhe pareceu completamente despropositado. Um pássaro, um gafanhoto, um zangão, qualquer um desses poderia fazer aquilo, mas uma cobra… Não, uma cobra não podia voar para ele assim, não podia atacá-lo como uma vespa, cortando os ares. Mas aquela fazia precisamente isso, aquela tinha dado um tremendo impulso em direcção ao seu pescoço, como se tivesse uma mola no fim do corpo, mesmo na ponta do rabo, capaz de impulsionar um ataque assim. Ou como se tivesse umas asas invisíveis que a fizessem senhora dos ares.
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sábado, 21 de novembro de 2009

A quadratura do triângulo

Vi agora no blog do Francisco. Um novo livro, da Quetzal, com frases dos artistas do nosso mundo do pontapé na bola (e na gramática). Espero que ainda tenham ido a tempo de apanhar algumas do meu vergonhoso presidente.
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Um palhaço e o homem-aranha

Um destes dias, por aqui. Um palhaço e o homem-aranha brincam junto ao insuflável. Lá atrás, bem depois das oliveiras, os sobreiros altos do montado.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O mundial

Afinal sempre vamos a África.
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Foto: Arlindo Pinto
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Vara

«Um ex-político e banqueiro de duvidosa integridade.»
Caracterização de Armando Vara, num artigo do jornal espanhol «El País» (assinado por Francesc Relea)
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