Mostrar mensagens com a etiqueta Sporting - Benfica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sporting - Benfica. Mostrar todas as mensagens

domingo, 29 de novembro de 2009

Ontem, em Alvalade

O jogo com o Benfica (Sporting 0, Benfica 0), apesar do mau resultado, pode ser visto como bem positivo. Acabou o miserabilismo de tempos recentes, a desorientação, a falta de empenho, a tendência mórbida, o espírito de derrota, o recalcamento, entre tantas desgraças. Mérito, sem dúvida, de Carlos Carvalhal; que não sei se vai ganhar alguma coisa, ou aguentar muito tempo (com os incompetentes dirigentes do clube onde está, o melhor é nem arriscar previsões).
Outras ideias sobre o jogo:
- o Benfica não está tão forte como o pintavam (já se suspeitava), mas está muito mais forte do que qualquer das patéticas equipas que apresentou nas últimas épocas;
- o Sporting entrou com uma equipa competitiva, apenas correndo riscos na baliza (mas o guarda-redes até esteve bem), no centro da defesa (o conhecido desajeitado Polga) e na esquerda também da defesa (Caneira, que apesar de tudo talvez seja um mal menor do que Grimi, além de ser uma espécie de prémio Nobel do futebol em comparação com o inconcebível André Marques);
- qualquer da equipas poderia ter ganho;
- o árbitro prejudicou mais o Sporting do que o Benfica, sobretudo nos cartões (Maxi Pereira e David Luiz deveriam ter sido expulsos), e nas dúvidas de grandes penalidades fiquei com mais num lance de David Luiz sobre Liedson do que de uma bola na mão de Polga (de quem haveria de ser?);
- foi uma pena Luisão não ter jogado (as hipóteses de o Sporting ganhar o jogo teriam subido);
- para além dos falhanços e das defesas (de ambos os lados), a maior frustração para mim foi o guarda-redes do Benfica ter defendido o pontapé de muito longe de Miguel Veloso (normalmente os guarda-redes não chegam àquelas bolas, mas o que o Benfica utilizou tem realmente muito valor e se às vezes falha há outras, como naquele lance, em que parece ser o número um ideal);
- o Benfica pensa que tem um grande ponta-de-lança (o paraguaio com nome de inspector da PIDE), e com os golos que ele tem vindo a marcar essa crença ainda se nota mais, mas continuo a achar que ele não é assim tão bom como isso;
- no meio do entusiasmo do público sportingista, a imagem de José Eduardo Bettencourt na tribuna, triste, alheio, desfocado (até sem uma sombra do entusiasmo anedótico que tantas vezes nos tem envergonhado), pareceu-me completamente desenquadrada;
- Jorge Jesus, nas declarações que fez a seguir ao jogo, provou de novo que não tem jeito nem para o português, nem para a boa educação.
.

domingo, 22 de março de 2009

A fraude

Sobre a fraude de ontem no Algarve – Sporting 1 (Pereirinha) - Benfica 1, com derrota nas grandes penalidades –, na final da Taça da Liga, algumas ideias:
- o caso de Lucílio Baptista, que tirou a taça ao Sporting, deveria ser investigado pela Polícia Judiciária (por mais que ele agora apareça com ar de sonso a dizer que na altura o que viu foi Pedro Silva levar o braço à bola, o que fica são as imagens das conversas esquisitas que manteve pelos intercomunicadores nos momentos a seguir ao lance, e também as conversas com o auxiliar, numa autêntica tramóia em directo na televisão);
- a equipa do Sporting, sem ser brilhante, esteve num bom nível, com excepção do desastrado Polga (até Caneira acertou num centro, curiosamente o que acabou no golo de Pereirinha).
- Paulo Bento (embora atabalhoado, como habitualmente) e Filipe Soares Franco reagiram bem em defesa do Sporting (o presidente, que em tempos deixou no ar a ideia de que o clube devia ir jogar à Luz para não ganhar, de forma a evitar ser campeão e assim poupar nos prémios aos jogadores, acabou mesmo por surpreender-me com a defesa enérgica que fez do Sporting).
- Pedro Silva teve a melhor atitude; depois da fraude não deixou que o tipo da cerveja lhe pusesse a porcaria da medalha de roubado ao pescoço, e ainda por cima atirou-a para bem longe;
- uma nota ainda para Carlos Martins, que marcou a grande penalidade decisiva e acabou por dizer no fim que o fez com «grande tranquilidade»; eu não gostei de ouvir, mas depois das guerras que ele teve com Paulo Bento (que parece ter a sina de se incompatibilizar com jogadores) até que compreendo a graçola.
.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Podia ter sido tipo cinco a um

Podia ter sido muito melhor (tipo cinco a um), mas também podia ter acontecido algum desastre (se tivéssemos tido azar e se a falta de vergonha do árbitro ainda tivesse sido maior do que a que foi). O Sporting 3 (Liedson 2, Derlei), Benfica 2 desta noite... Primeira ideia, o Benfica tem mesmo uma equipa débil, sendo essa debilidade feita sobretudo por três ou quatro jogadores que tendo estatuto de estrelas acabam por trocar a mediocridade (Luisão, David Luiz e por aí adiante). Mas isso aqui nem interessa muito. O Sporting... Eu não tinha uma super-motivação para este jogo, depois da vitória cinzenta do Porto em Paços de Ferreira, mas estive no meu lugar a assistir. Continuamos na corrida, e agora é ver o que faremos na visita ao Porto daqui a uma semana. Com a capacidade de luta desta noite frente ao Benfica, pode ser que as coisas corram bem, mas nunca com um trambolho a arbitrar como o que agora nos calhou (uma grande penalidade, ou talvez duas, por marcar contra o Benfica, e mais umas espertezas que foi arranjando); e nem foi surpresa, porque a figura (Olegário Benquerença) já é bem conhecida como árbitro, pelos seus méritos, mas sobretudo pelos seus deméritos. No jogo, destaque, além da capacidade de luta da equipa como um todo, para as exibições de Liedson (genial), Derlei, Vukcevik (onde estaríamos agora se Paulo Bento, estupidamente, não tivesse andado meses a queimá-lo?) e Pereirinha. Tiago afastou a tremedeira que a presença de Rui Patrício sempre causa, e Polga (que num daqueles passes sem nexo, disparatados, até teve a sorte de fazer a bola ir parar a Derlei, que marcou o segundo golo), bom, Polga ia estragando tudo com a parvoíce da grande penalidade que arranjou sobre o hondorenho do Benfica e que ainda levou ao empate a um golo. Os festejos de Soares Franco no final parecerem-me pouco naturais, como se estivesse a representar alguma coisa ensaiada à pressa umas horas antes.
(imagem - www.sporting.pt)

.