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quarta-feira, 16 de julho de 2008

O seleccionador «non grato»

Foi apresentado hoje o novo seleccionador nacional. Em vez de Carlos Queiroz, por umas declarações de Gilberto Madaíl eu cheguei a colocar a hipótese de o escolhido vir a ser José Antonio Camacho; ainda bem que não foi, embora depois de Scolari qualquer coisa servisse (isto faz-me lembrar um título de primeira página de um jornal desportivo há muitos, muitos anos, a seguir à saída do Benfica de uma ave raríssima chamada Pal Csernai – «Depois do húngaro, qualquer coisa serve»). Em relação a Carlos Queiroz, estou com o meu amigo Luís Bento, quando escreve que «devemos dar o benefício da dúvida» à escolha. Quero de qualquer forma lembrar uma coisa: agora temos um seleccionador nacional que por via de um decreto presidencial completamente idiota é considerado «persona non grata» no meu clube.
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sexta-feira, 27 de junho de 2008

Uma dúvida

Já não me lembro onde foi, mas li algures uma frase em que alguém se interrogava sobre se o senhor Scolari ia treinar o Chelsea de Roman Abramovitch ou a filha de Bill Clinton.
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quinta-feira, 19 de junho de 2008

O senhor Scolari quando era novo

O blog da revista «Ler» publica aqui esta fotografia do senhor Scolari, em novo, durante a Guerra Civil de Espanha.

(Pronto, é uma brincadeira, mas lá que dá ares...)

domingo, 15 de junho de 2008

Um excerto de «O Bilhete do Senhor Scolari»

Um excerto do meu livro de crónicas «O Bilhete do Senhor Scolari».

(…)
Era preciso pensar nalguma coisa que pudesse resolver o problema. Foi então que reparei no que estava escrito no envelope de cima: «Senhor Luiz Felipe Scolari». Bilhetes… Aquilo era uma pilha de bilhetes de convidados para o jogo, só podia ser. De imediato me chegou uma nova ideia, tipo aquela de perguntar à mastodonta do «ciao» se não tinham em Lisboa ninguém que falasse português; lembrei-me de pegar no envelope do senhor Scolari e em mais uns quantos e ir-me embora sem dizer nada. Durou uns segundos a ideia, ou melhor, a tentação; acabou por perder-se quando pensei no grande sarilho que se calhar iria arranjar, não sei se à Federação Portuguesa de Futebol se à UEFA, assim que o seleccionador de Portugal chegasse e descobrisse que não tinha bilhete. Eu estava longe de imaginar que dois anos depois o senhor Scolari, ainda a fazer de seleccionador cá por estas bandas, iria agredir um jogador sérvio com um murro mal calculado no final de um jogo desastroso, mas a verdade é que já na altura não me fiava muito na sua capacidade de contenção.
Ou seja, continuei sem bilhetes. E como não aparecia mais ninguém da UEFA com jeito de resolver o assunto, e além disso a mastodonta continuava lá com os papéis dela, resolvi ir tentar a sorte noutras zonas do hotel. Daí a pouco, nem cinco minutos, enquanto andava nas minhas deambulações, dei com uma cara conhecida; não era minha conhecida, era conhecida de muita gente, ou de quase toda a gente. Enfim, uma figura pública – um homem, todo despachado, de fato e gravata, assim a descair para o executivo mas sem telemóvel à vista. Veio logo falar comigo, e eu nem tive tempo de estranhar tal atitude; quando dei por ele já estava a ensaiar um sorriso, a pedir-me desculpa e a perguntar-me se sabia onde se levantava os bilhetes. Eu disse-lhe que tinha comprado dois e que andava à procura deles. O homem contrapôs: «Não, eu venho é buscar bilhetes dos dos convidados!» Compreendi logo e por isso indiquei-lhe como chegar até à pilha onde estava o envelope com o nome do seleccionador nacional de futebol em cima, no secretariado da federação. E acrescentei: «Aí deve-se desenrascar!»
(…)

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quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Mourinho e Scolari - Diferentes? Iguais?

Será que José Mourinho e Luiz Felipe Scolari, afinal, são iguais? Ou nem por isso? Ver aqui.