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sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Scolari

Antes de ontem à noite, no empate a zero com a Finlândia, a sensação que tive foi a de que Scolari continuava de fora. Como não liguei muito ao que os comentadores diziam, só me apercebi dele na conferência de imprensa, quando a abandonou assim sem mais nem menos; não atirou nenhum sopapo a algum dos suplentes, mas mesmo assim arranjou um número para compor o ramalhete do jogo. Eu ainda acho que o homem é capaz de ser o melhor para fazer de seleccionador; vê-se que não está à vontade com as tácticas e essas coisas do jogo, mas o que é certo é que mais uma vez garantiu uma qualificação (não ganhou um jogo que fosse contra a Polónia, a Sérvia e a Finlândia, mas garantiu a qualificação, e daqui a uns meses já ninguém se lembrará de como foi penosa). Antes dele não era bem assim. E aquela coisa dos sopapos, do mau feitio e agora das fugas de cabeça perdida, mesmo com um assessor a tentar segurá-lo pelo braço… Ainda há uns anos tivemos um seleccionador que disse qualquer coisa do género «isto só vai se se matar aí uns dois ou três» – já não me lembro bem dos termos, não sei se a expressão correcta foi «limpar o sebo», e se era com «uma G3», ou algo assim. Na altura o desabafo foi feito em off, mas o país todo acabou por ouvir.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A Finlândia a acabar

A Finlândia, hoje, no Porto, para acabar a fase de qualificação de Portugal para o próximo Europeu de futebol, esperemos que em beleza (e que Scolari, de regresso ao banco, não agrida nenhum dos suplentes).

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Ele como português

Não vi o Portugal - Arménia. Duas viagens ao Algarve no mesmo dia, para ir buscar e levar pessoas, fizeram com que fosse assim. Na segunda viagem, na ida de Montemor para baixo, ouvi o relato. Pareceu-me que as coisas não estiveram famosas, mas ao menos lá ficámos com os três pontos e agora só uma catástrofe na próxima quarta-feira frente aos finlandeses nos impedirá de ir à fase final do campeonato da Europa. Não me esqueço de que a fraca selecção da Finlândia na preparação para o mundial das rebaldarias em 2002 nos ganhou por quatro a um no Estádio do Bessa, mas prefiro pensar nos cinco a zero do início dos anos 80 do século passado, no desaparecido Estádio José Alvalade, na caminhada para o Europeu de França.
No jogo com a Arménia, mais do que a fraca exibição da selecção portuguesa, o que me irritou foi um comentador que me pareceu arranjado à pressa por uma das rádios em que andei a circular. Luís Martins, que andou pelo Sporting e esta época tentou ser treinador à séria no Portimonense, em algumas das coisas que lhe perguntavam começava a resposta assim «Bem, eu como português…». Ora isto tanto serviu para falar da fraca exibição da selecção como para comentar o lance do penalty arranjado por Ricardo quando derrubou um jogador da Arménia com o jogo ainda em zero a zero; depois de o jornalista que fazia o relato explicar que tinha sido falta e de lhe ter sido pedido um comentário, disse que «como português» achava que a decisão do árbitro de nada marcar tinha sido correcta. Fiquei a pensar que depois de como treinador não ter dado grande coisa, se calhar como comentador também não vai lá.
Finalmente, uma nota para Pepe: Chegou à selecção; ele (como português) ficou no banco, mas não deve demorar muito a entrar em campo. Continuo a achar que ter jogadores estrangeiros na selecção só em casos mesmo excepcionais (Deco, obviamente; ou Liedson, se não apostasse em que ainda irá à selecção brasileira, o que a acontecer será mais do que merecido).

domingo, 9 de setembro de 2007

O empate da selecção com a Polónia

É o que dá não ler os jornais desportivos com atenção, e não ligar muito aos noticiários (também desportivos) da televisão. Nem sabia que o Caneira estava nos convocados para o jogo de hoje. Estava e só dei por isso quando o vi em campo. Saiu cedo, lesionado, como se calhar entrou. Achei que foi um mau presságio a presença de Caneira. Ainda por cima tendo o seleccionador bons jogadores para meter, em vez de um jogador completamente desqualificado para o futebol. De resto, a selecção pareceu-me bem definida, à parte a inevitável presença de Ricardo, que tanto pode dar para ir aguentando as coisas como pode dar para enterrar uma equipa (já conheço a histórias das desilusões que Ricardo causou no Sporting ano após ano). Esta noite deu para enterrar a equipa, principalmente no frango do primeiro golo polaco (em vez de uma defesa enérgica para a lateral ou para canto, uma coisa inexplicável de braços flectidos), e também com uns pozinhos no segundo. Mas o grupo de qualificação é uma tremenda confusão, pior ainda do que a cabeça do senhor Scolari quando tem de pensar numa táctica que fuja àquela história da confiança e do acreditar, em que – reconheça-se – é especialista. Ou seja, continuamos na luta. Podíamos estar lá muito à frente. Infelizmente não estamos, e por isso continuamos na luta.