sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Scolari

Antes de ontem à noite, no empate a zero com a Finlândia, a sensação que tive foi a de que Scolari continuava de fora. Como não liguei muito ao que os comentadores diziam, só me apercebi dele na conferência de imprensa, quando a abandonou assim sem mais nem menos; não atirou nenhum sopapo a algum dos suplentes, mas mesmo assim arranjou um número para compor o ramalhete do jogo. Eu ainda acho que o homem é capaz de ser o melhor para fazer de seleccionador; vê-se que não está à vontade com as tácticas e essas coisas do jogo, mas o que é certo é que mais uma vez garantiu uma qualificação (não ganhou um jogo que fosse contra a Polónia, a Sérvia e a Finlândia, mas garantiu a qualificação, e daqui a uns meses já ninguém se lembrará de como foi penosa). Antes dele não era bem assim. E aquela coisa dos sopapos, do mau feitio e agora das fugas de cabeça perdida, mesmo com um assessor a tentar segurá-lo pelo braço… Ainda há uns anos tivemos um seleccionador que disse qualquer coisa do género «isto só vai se se matar aí uns dois ou três» – já não me lembro bem dos termos, não sei se a expressão correcta foi «limpar o sebo», e se era com «uma G3», ou algo assim. Na altura o desabafo foi feito em off, mas o país todo acabou por ouvir.

3 comentários:

Luis Eme disse...

Já percebi que a partir de agora, o senhor Scolari não está mais ali, para nos dar alegrias...

Provavelmente esgotou os números, já nem com socos, nos surpreende...

Mas pode ser que os jogadores queiram ser campeões, embora nem sempre o querer seja poder...

amv disse...

Luís

Os números de Scolari são inesgotáveis. Veja aqui, por exemplo:
http://floresta-do-sul.blogspot.com/2006/06/scolari-por-vezes-rosna.html

António

CLeone disse...

como o Scolari sai depois do Euro, mais vale então procurar um substituto folckórico á altura...por esse critério e por justiça histórica, que tal o Manuel José? Tavez a selecção voltasse a jogar bem á bola...