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segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Ele como português

Não vi o Portugal - Arménia. Duas viagens ao Algarve no mesmo dia, para ir buscar e levar pessoas, fizeram com que fosse assim. Na segunda viagem, na ida de Montemor para baixo, ouvi o relato. Pareceu-me que as coisas não estiveram famosas, mas ao menos lá ficámos com os três pontos e agora só uma catástrofe na próxima quarta-feira frente aos finlandeses nos impedirá de ir à fase final do campeonato da Europa. Não me esqueço de que a fraca selecção da Finlândia na preparação para o mundial das rebaldarias em 2002 nos ganhou por quatro a um no Estádio do Bessa, mas prefiro pensar nos cinco a zero do início dos anos 80 do século passado, no desaparecido Estádio José Alvalade, na caminhada para o Europeu de França.
No jogo com a Arménia, mais do que a fraca exibição da selecção portuguesa, o que me irritou foi um comentador que me pareceu arranjado à pressa por uma das rádios em que andei a circular. Luís Martins, que andou pelo Sporting e esta época tentou ser treinador à séria no Portimonense, em algumas das coisas que lhe perguntavam começava a resposta assim «Bem, eu como português…». Ora isto tanto serviu para falar da fraca exibição da selecção como para comentar o lance do penalty arranjado por Ricardo quando derrubou um jogador da Arménia com o jogo ainda em zero a zero; depois de o jornalista que fazia o relato explicar que tinha sido falta e de lhe ter sido pedido um comentário, disse que «como português» achava que a decisão do árbitro de nada marcar tinha sido correcta. Fiquei a pensar que depois de como treinador não ter dado grande coisa, se calhar como comentador também não vai lá.
Finalmente, uma nota para Pepe: Chegou à selecção; ele (como português) ficou no banco, mas não deve demorar muito a entrar em campo. Continuo a achar que ter jogadores estrangeiros na selecção só em casos mesmo excepcionais (Deco, obviamente; ou Liedson, se não apostasse em que ainda irá à selecção brasileira, o que a acontecer será mais do que merecido).