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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Uma brincadeira

Depois da ida de Oliveira e Costa à Assembleia da República, e do que disse, mais notória fica a incomodidade com a presença de Dias Loureiro no Conselho de Estado. E a vergonha que essa presença constitui. Aliás, para percebermos isso, nem era preciso termos as revelações de ontem de Oliveira e Costa. Cavaco Silva criou um enorme problema ao nomear Dias Loureiro para o Conselho de Estado, uma pessoa que nada recomendava para o lugar já antes do que se vai sabendo do BPN. Confundiu as coisas. Foi leviano. Lugares como o que Dias Loureiro ocupa não são para distribuir pelos amigos. Tudo parece, afinal, uma brincadeira. E não é a primeira vez que Cavaco Silva parece brincar com coisas sérias.
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Nota: pouco depois de publicado este texto, foi anunciada a renúncia de Dias Loureiro ao cargo de conselheiro de Estado...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O conselho em plena prisão

Depois de coisas como esta, a ideia com que se fica é a de que se Cavaco Silva pudesse demitir Dias Loureiro do Conselho de Estado, na volta nem o fazia, preferindo mudar o local da reunião para a própria prisão, se o seu antigo ministro lá fosse parar. Nem me parece que Cavaco tenha em privado chegado a dizer ao tipo que o melhor seria apresentar a demissão. Acredito mesmo que se por qualquer razão o tivesse feito o outro dava-lhe um berro e ele calava-se. Cada vez mais o BPN aparece como o fantasma dos detestáveis governos de Cavaco Silva.
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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Como seriam as assembleias gerais?

Tirado de um trabalho dos jornalistas António José Vilela e Vítor Matos, publicado na revista «Sábado»…
«A filha Ana Catarina é o administrador suplente e a mulher Maria de Fátima era a presidente da Assembleia Geral [da DL, a empresa unipessoal de Dias Loureiro].»
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Leitura recomendada

Leitura recomendada a Cavaco Silva, doutorado em Literatura pela Universidade de Goa. Dois excertos… «A transacção acabaria por ser concretizada com base num relatório favorável entregue pelas próprias empresas de Porto Rico que tinham como investidor o libanês Abdul Rahman El-Assir, amigo do ex-ministro e que é descrito na imprensa internacional ‘como traficante de armas’.»/ «’Em Outubro de 2001, antes de os contratos de aquisição terem sido oficialmente celebrados, fui chamado para participar numa reunião em Lisboa, onde estavam presentes os responsáveis da SLN e o investidor das duas empresas’, revela Vieira Jordão. E adianta: ‘Foi um encontro fugaz e recordo-me que se chamava El-Assir e que era tratado por mister.’» Recomenda-se também a leitura disto.
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