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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A surpresa

A julgar pelo que tenho lido e ouvido hoje, terá sido a grande surpresa do debate entre Cavaco Silva e Manuel Alegre. A postura mais atacante do presidente, quando se esperava que fosse Alegre a tê-la. A mim não me surpreendeu, não porque estivesse à espera dela mas sim porque o assunto nada me interessava. Que atacasse Alegre, que atacasse Cavaco, que atacassem os dois, que pelo contrário aparecessem tipo o Inter de Mourinho em Barcelona… Fosse lá o que fosse.
Mas houve uma coisa que verdadeiramente acabou por me surpreender: os comentários de Cavaco à actuação da actual administração do Banco Português de Negócios (BPN). Alegre, não sei por quê, nem se interessou muito pelo assunto. Quem conduzia o debate a mesma coisa. Mas deviam ter-se interessado, assim como a Polícia Judiciária devia rapidamente também interessar-se e tentar perceber na investigação que presumo está a fazer o que é que Cavaco poderá estar a tentar branquear para ser tão crítico de quem gere o banco agora. Ainda por cima quando está longe de ter a mesma postura em relação aos seus antigos «ajudantes» (termo seu) que toda a gente sabe o que é que arranjaram naquele estranho universo empresarial. E «ajudantes» que ao contrário do que ele, Cavaco, diz não são apenas de há vinte ou vinte e cinco anos – basta ver o caso do «ajudante» que até às últimas se manteve no Conselho de Estado.
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sábado, 14 de fevereiro de 2009

O conselho em plena prisão

Depois de coisas como esta, a ideia com que se fica é a de que se Cavaco Silva pudesse demitir Dias Loureiro do Conselho de Estado, na volta nem o fazia, preferindo mudar o local da reunião para a própria prisão, se o seu antigo ministro lá fosse parar. Nem me parece que Cavaco tenha em privado chegado a dizer ao tipo que o melhor seria apresentar a demissão. Acredito mesmo que se por qualquer razão o tivesse feito o outro dava-lhe um berro e ele calava-se. Cada vez mais o BPN aparece como o fantasma dos detestáveis governos de Cavaco Silva.
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