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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Frases soltas

Algumas frases soltas a propósito do jogo de despedida da selecção nacional do «Euro 2008»...
- Scolari voltou a falhar, desta vez inclusive por falta de liderança (onde até confiávamos nele) e não apenas por pouco ou nada perceber de futebol (ou por ser «futebolisticamente burro», como em tempos escreveu Francisco José Viegas, naquela que talvez seja a melhor caracterização de Scolari).
- A equipa por vezes deu a sensação de que estava desorientada (e descomandada, ou «des-sargentada»).
- Cheguei a sentir saudades de há vinte anos, quando os bons eram os alemães e os mais-ou-menos éramos nós mas fartávamo-nos de lutar (agora, um bocado com as coisas a inverterem-se, foi o que se viu).
- Mesmo assim, depois de uma entrada completamente apática, Portugal dominou o jogo e construiu oportunidades de golo, que foi falhando nalgumas vezes de forma incrível.
- Se não tivéssemos «o melhor jogador do mundo», será que o resultado em vez de três a dois teria sido sete a dois?
- E se Ronaldo é «o melhor jogador do mundo», como classificar Deco, da nossa equipa, e da adversária, por exemplo, Schweinsteiger? Como os melhores jogadores do Universo?
- Deixando as interrogações… Ricardo voltou a fazer das dele (dois frangos) e provavelmente, com a saída de Scolari, vai deixar a baliza da selecção (deixando-nos um pouco mais descansados sempre que haja jogo).
- Ainda Ricardo… Voltou a sofrer um golo de Schweinsteiger, desta vez sem culpa, ao contrário do que tinha acontecido no jogo para o terceiro lugar do «Mundial de 2006» (dois frangos) e na visita do Bayern de Munique a Alvalade logo a seguir (um frango).
- Os dois centrais, que me pareceram a melhor dupla de sempre na selecção, tiveram muitas falhas, parece-me que mais por falta de trabalho da equipa técnica no jogo defensivo do que por culpa própria.
- Antes do primeiro golo (de Schweinsteiger), João Moutinho teve uma oportunidade parecida mas em vez de chutar como o alemão acertou com o joelho na bola.
- Os remates de longe de Petit. Raul Meireles, Ronaldo, Simão e mais um ou outro jogador português foram sempre quase em câmara lenta; em contrapartida, na segunda parte Podolski fez um remate de bem longe que saiu a rasar o poste e em que a bola parecia um pequeno OVNI a cortar velozmente os ares.
- Não sendo isto desculpa para a derrota, tal como no jogo contra a Suiça árbitro roubou-nos (validou o terceiro golo alemão, que foi ilegal; não expulsou na segunda parte um tal de Friedrich, que pisou Ronaldo depois de o ter rasteirado; e fiquei com dúvidas sobre um lance da primeira parte em que Nuno Gomes poderá ter sido derrubado na área e outro na segunda em que um alemão poderá ter posto a mão à bola também dentro da área).
- Era para ver o jogo na Sport TV, mas ao dar com Fernando Santos a comentar mudei para a TVI, com receio de que a presença dele pudesse atrair a derrota.
- Ao mudar para a TVI, fiquei a saber que o observador do árbitro era aquele verme francês (Marc Batta) que nos afastou do «Mundial de 1998», em França, ao expulsar Rui Costa no jogo na Alemanha, que então estávamos a ganhar com um golo de Pedro Barbosa; achei a presença de Batta um mau presságio.
- Há quem peça a demissão de Gilberto Madail, mas se ele não saiu depois da bandalheira de 2002 no Oriente ia sair agora só por causa de termos feito má figura no campo e de certa forma no hotel (empresários para cá e para lá, negociatas, anúncios de idas para o Chelsea e por aí adiante…) e no estágio de Viseu (Roberto Leal uma vez mais, tipo carraça)?
- Se mesmo assim Gilberto Madail sair, poderia suceder-lhe Filipe Soares Franco; a selecção pelo menos passava a lutar sempre para o segundo lugar e o Sporting livrava-se de um grande problema.
- Nani, uma vez mais, deu a ideia de que deveria ter tido mais tempo para jogar e Nuno Gomes voltou a mostrar que ainda é a melhor solução para o ataque (mas talvez com tempo tivesse sido bom experimentar o que dava Yannick Djaló).
- Deco é um jogador fantástico (talvez tenha sido o grande contributo de Scolari para a selecção).
- Scolari de grande motivador passou a mau agoiro neste europeu; apesar de continuar a meter mensagens retiradas de livros de auto-ajuda por baixo das portas dos quartos dos jogadores, deu-lhe para ir para as conferências de imprensa dizer que não éramos tão bons como se apregoava, que os outros eram todos mais altos do que nós (vá lá que não se lembrou de mandar naturalizar à pressa o Purovic…) e mais uma série de disparates.
- Consta que depois do terceiro golo alemão Pepe perdeu a cabeça com Ricardo; mas quem é que não perdia?
- A ideia que fica, em resumo, é que Scolari não trabalhou como devia, desleixando completamente a preparação da equipa (neste jogo, enquanto os alemães pareciam ter tudo planeado, no caso de Portugal a impressão que deu foi a de que Scolari disse aos jogadores para ocuparem as posições habituais e jogarem, sem que nada tivesse sido preparado).
- Outra ideia que fica é a de que houve um «antes» do anúncio da ida de Scolari para o Chelsea e um «depois» (um «depois» em que a selecção já pouco ou nada interessava, a Scolari, ao Murtosa de sempre e ao resto da equipa técnica).
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segunda-feira, 16 de junho de 2008

Cinco ideias sobre o jogo da selecção com a Suíça

Cinco ideias sobre o jogo da selecção com a Suíça…
- Portugal, apesar de se apresentar com as segundas escolhas, poderia ter ganho o jogo facilmente, se tivesse tido sorte (duas bolas nos postes, um penalty que o árbitro deixou por marcar e um golo mal anulado, tudo ainda com o jogo empatado a zero).
- Mesmo assim, a exibição foi uma vergonha, como é uma vergonha a derrota frente a uma equipa medíocre (nem o facto de esta estar a jogar em casa constitui desculpa).
- É um mistério o facto de certos jogadores (Quaresma, por exemplo) pouca ou nenhuma aplicação demonstrarem.
- Scolari mostrou uma vez mais que, tendo muitos méritos (sobretudo a capacidade de liderança e também a de ter construído uma selecção que parece imune às poucas vergonhas que até há uns anos sempre aconteciam), pouco percebe de futebol. Não apresentou uma equipa mas sim vários jogadores (onze, no número não se enganou), e isso percebeu-se logo no início. O único jogador que levou para o europeu com capacidade para ser o maestro é Deco, que não jogou; de resto, tinha poucas alternativas (Carlos Martins, Hugo Viana, por exemplo, mas esses não foram seleccionados). Segundo percebi, neste jogo o papel de maestro estava destinado a Raul Meireles, o que equivale mais ou menos a colocar o João Moutinho a defesa central, o Cristiano Ronaldo à baliza, o Murtosa a lateral direito, o Eusébio em porta-voz ou o Quaresma a fazer de psicólogo.
- A história do anúncio da ida de Scolari para o Chelsea, e também a cobertura que o mesmo Scolari tem dado às negociatas de novos contratos (jogadores, empresários, representantes de clubes…), mas sobretudo a história do anúncio da ida para o Chelsea, podem vir a ter efeitos negativos no desempenho da selecção (se é que contra a Suíça não foi já o que em parte aconteceu).
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quinta-feira, 12 de junho de 2008

No castelo

Vi o jogo dos três a um aos checos dentro de um castelo. O castelo de Montemor. Tivemos sorte nalguns momentos, poucos, porque fomos bem superiores a um adversário perigoso mas que nem com aquele trambolho de dois metros que entrou na parte final conseguiu equilibrar o jogo. É bom ver uma selecção dominadora, sem os complexos de há quinze ou vinte anos e sem os desentendimentos de há dois ou três meses. E é bom ter uma selecção em que a maior parte dos jogadores (até os defesas) sabe jogar à bola (passar, chutar, fintar, essas coisas que os caneiras e os polgas da vida futebolística têm uma certa dificuldade em entender).
Algumas notas soltas… Ricardo continua igual a si próprio (umas defesas apertadas, umas fintas, a ideia de que tem uma forte personalidade, mas cruzamentos não apanha um); Ronaldo é muito bom, dá a sensação de que meteu na cabeça que é o maior, mas não é; Deco, esse sim, apetece dizer que é o melhor jogador do mundo; o esforçado Petit teve um lance, apenas um, em que não se esforçou e isso custou-nos um golo (fez-se à bola à moda de Caneira e quando deu por ela já ia a caminho da baliza – vai para dois anos o Porto empatou em Alvalade por causa de uma asneira do género); Pepe e Ricardo Carvalho fazem mesmo a melhor dupla de centrais da história da selecção nacional; Bozingwa é muito, mas mesmo muito bom; Simão a titular e Quaresma de reserva para entrar e fazer das dele parece ser uma boa opção; e Nuno Gomes, como eu esperava (não creio que muita gente esperasse) está a ser a melhor solução para o ataque (foi mesmo uma sorte o Pauleta ter abandonado a selecção, senão lá andávamos a engonhar no ataque como há dois e há quatro anos).
Quanto à saída de Scolari para o Chelsea, é uma péssima notícia. Scolari, já se sabe, não percebe de futebol assim por aí além, mas a verdade é que fez da selecção uma equipa de alto nível, sobretudo em fases finais. A sua substituição vai ser muito complicada, por causa da capacidade de liderança que sempre demonstrou. Imagine-se a selecção nacional comandada, por exemplo, por um treinador tipo José Peseiro… Para onde o mandaria Quaresma se não entrasse, ou até o próprio Ronaldo num jogo em que fosse substituído? E os brasileiros naturalizados, onde o mandariam ir «tomá»? (Provavelmente no mesmo sítio em que Rochemback mandou.) Talvez Paulo Bento, que é parecido com Scolari (melhor na liderança do que nas tácticas e nas estratégias), pudesse ser uma solução, o problema é que eu acho bem que continue no Sporting.

domingo, 8 de junho de 2008

O orgulho

Gostei muito, mas mesmo muito, do jogo da selecção nacional com a Turquia. Quem não terá ficado orgulhoso pela forma como aqueles jogadores nos representaram esta noite? Sem entrar em grandes euforias, a ideia que dá é a de que estamos no campeonato da Europa com uma equipa muito forte, coisa que ainda há pouco tempo se podia recear que pudesse não acontecer. Algumas notas…
- Pepe foi provavelmente o melhor em campo; devo aqui recordar que não fui dos que estiveram a favor da sua entrada na selecção por via da naturalização (ao contrário do que aconteceu no caso de Deco), e isso pela quantidade de bons defesas centrais que tínhamos, mas a verdade é que ele tem feito por merecer representar o nosso país, e a sua presença no onze inicial é indiscutível (tal como a de Ricardo Carvalho) – provavelmente é a melhor dupla de centrais de toda a história da selecção nacional.
- João Moutinho de certeza que não sai mais da equipa, e de certeza que o Sporting (infelizmente) vai ficar sem ele depois do europeu.
- Nuno Gomes, apesar do mal que dele se diz, é o ponta-de-lança da selecção (tivemos sorte em Pauleta ter decidido renunciar, assim como tivemos sorte em 2000, quando o açoriano se lesionou e Humberto Coelho resolveu meter Nuno Gomes, que acabou por ter um desempenho notável).
- Deco parece mais à vontade no papel de patrão da equipa sem a presença de estrelas de outros tempos (Figo, por exemplo).
- Raul Meireles é um bom jogador, mas eu tenho sempre a sensação (não sei por quê) de que para a equipa nacional não adianta muito – só que entrou e marcou logo um golo.
- Paulo Ferreira é claramente o mais desconfortável da equipa-base, pela adaptação feita por Scolari, mas demonstrou sempre estar à altura (duvido que Caneira, que sem que se perceba por quê tanta gente queria na selecção, fizesse a décima parte do que faz Paulo Ferreira).
- Bozingwa – para o seu lugar estávamos muito bem servidos com Miguel, mas ele prova constantemente que ainda é melhor do que Miguel.
- Ricardo – não há volta a dar, eu não me sinto seguro com ele na baliza; no entanto, nos momentos antes de o jogo começar notei mais uma vez o papel que tem no grupo, pela forma como encorajava os companheiros (pode muito bem acabar por ser importante).
- Ronaldo – é o Ronaldo, que na selecção é diferente do do Manchester, mas qualquer outra selecção gostaria de tê-lo; continua com a mania de se justificar depois de cada falhanço, parece que pensando no que as pessoas nas bancadas ou as que o vêem pela televisão estarão a dizer.
- Nani não deverá ser titular, mas é capaz de ser dos que vai entrar muitas vezes, e contra os turcos demonstrou que a qualquer momento pode partir tudo.
- Quaresma – um problema, uma coisa quase incompreensível; é bem melhor do que Simão, mas só de vez em quando, não sei se quando se lembra se quando calha, e por isso Scolari prefere jogar pelo seguro e coloca Simão na equipa (eu talvez tomasse a mesma decisão).
- Dos jogadores que Scolari fez alinhar, falta referir Fernando Meira e Petit. Meira entrou com o jogo a acabar, mas será sempre útil, quanto a Petit talvez tenha sido uma boa escolha, apesar do que também dele se dizia.