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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Uma proposta

Já cansa. A crise na televisão, comentada a toda a hora, sobretudo por economistas e políticos, ou ex-políticos. Lembro-me de que muitos já andaram pelo Estado a contribuir para a situação a que chegámos, como se isso fosse uma condição fundamental para agora serem comentadores. Apesar do cansaço que me fazem, não tenho nada contra a sua presença nos ecrãs. Gostava apenas que com a imagem de cada um aparecessem três dados: idade, idade com que se reformou e quanto contribui mensalmente para o défice por causa da(a) reforma(a). É uma proposta para tornar tudo mais claro. Há neste imenso grupo quem se tenha reformado com 47 anos, quem após uns anos na política tenha pedido logo a subvenção de uns milhares de euros por mês sem se lembrar de que ainda andava pelos 50 anos, gente que fez um part-time de alguns meses numa instituição pública para a seguir se reformar com valores de futebolista já não digo do Benfica mas pelo menos do Sporting. Há de tudo. Com estes dados, a cada programa com comentadores percebia-se melhor a crise, e como o país está verdadeiramente a saque.
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Contas de cabeça

Como agora passei a ser rico, ou pelo menos passei a pertencer a uma classe de privilegiados, os meus filhos, mesmo sem terem culpa de nada, vão deixar de receber abono de família. A crise a isso obriga, segundo dizem. O Estado Social não dá para tudo, segundo também dizem, por isso é preciso fazer opções. E contas, nem que seja só de cabeça. Eu fiz algumas, tendo como referência os valores dos abonos de família que vão acabar. Quantas crianças terão de deixar de receber abono de família para que se continue a pagar as reformas de alguns cidadãos? Contas de cabeça, por alto. Para pagar a reforma de Manuel Alegre, à volta de 90 crianças. Para pagar a de Alberto João Jardim, umas 120. Para pagar a de Cavaco Silva, perto de 180. A de Ernâni Lopes (que apregoa cortes de 30% nos salários mas reformou-se aos 47 anos), não mais do que 60 crianças. A de Marques Mendes (o das fusões & extinções), à volta de 80. Para pagar a de Mira Amaral, mais de 500 crianças (este é uma espécie de Tyrannosaurus Rex das reformas). Para a de Campos e Cunha, quase 230. A de Almeida Santos, umas 100 crianças. E dava para continuar a fazer contas. Podem-me chamar demagogo que eu não me importo. Nem deixo de fazer as minhas contas.
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Uma questão de pudor

«Prós e Contras» na RTP, faz hoje uma semana. Em discussão, «o aperto». Sindicalistas, empresários, políticos... O costume. Nada contra. Mas convidar Mira Amaral? 18.000 euros mensais de reforma por menos de dois anos na Caixa Geral de Depósitos... Por uma questão de pudor, poderiam ter evitado o convite.
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A gramática da crise

«… e no fim disto, esperemos ao menos que vamos ter um país bem melhor.»
Ricardo Costa, a comentar as medidas contra a crise, presumo que seguindo já o acordo ortográfico
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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Portagem, quem sabe…

«A crise chegou em força aos dinheiros da cultura.» Li esta frase várias vezes nos últimos dias. Em não sei quantos sítios. Os dinheiros, já se vê, são os do Estado, ou antes, os nossos (mesmo que de nossos na prática tenham muito pouco). Agora, com mais este tentáculo da crise, nem sei o que me espera. Como a minha bolsa de criação literária é zero (sempre foi zero) e não pode ser mais reduzida, quem sabe se não quererão obrigar-me a pagar portagem a cada mil caracteres que escreva, ou cinco mil, nem sei. A minha esperança é de que como aqui não há rede de telemóvel provavelmente será impossível que o chipe, ou lá como se escreve em inglês técnico, não funcione. A menos que me obriguem a fazer carregamentos no multibanco. Ou então… Bom, o melhor é não dar mais ideias aos assaltantes.
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domingo, 28 de dezembro de 2008

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Uma frase

«Quando em tempos veio anunciar que a crise tinha acabado, Manuel Pinho se tivesse juízo naquela cabeça teria ficado calado.»
Clara Ferreira Alves, na noite de sábado para domingo, na SIC Notícias («O Eixo do Mal»)
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