Mostrar mensagens com a etiqueta Impostos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Impostos. Mostrar todas as mensagens

sábado, 13 de agosto de 2011

Gente desta...

O ministro das finanças anunciou a subida do IVA da electricidade e do gás natural de seis para 23%. Quanto ao gás, devo dizer que aqui só dá mesmo gás de garrafa, que já tinha o IVA a 23%. Espero que agora esse sujeito com ar estranho não se lembre de no caso do gás de garrafa levar o IVA até aos 40%. Espero, apenas, certezas não posso ter, porque de gente desta tudo já é de esperar. Menos que cortem nas despesas com as suas próprias mordomias. A presidente da assembleia da nossa (?) república acaba de contratar mais um motorista (eram oito, agora são nove). Mais uns dois mil euros por mês a juntar ao défice.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Foi há uns anos

Como cada vez ligo menos às notícias (a verdade é que já pouco passo das coisas da bola e dos livros), ainda nem percebi se aquilo que agora insinuam sobre José Sócrates e o apartamento tem a ver com alguma suposta fuga ao fisco ou se tem a ver com algum suposto suborno recebido em espécie. Mas esta nova confusão (com Sócrates é cada tiro cada melro) fez-me lembrar de uma asneira que fiz. Foi há uns anos. Comprei uma casa e a escritura foi feita pelo valor real, isto num tempo em que o próprio primeiro-ministro (o patético Guterres) dizia que em Portugal só os parvos é que pagavam impostos. Quando fui a uma repartição de finanças para pagar a sisa, o funcionário assim que se apercebeu do que eu ia lá fazer, agarrou na papelada e disse-me: «Então, vem pagar esta importanciazita?!» Nem olhei para ele, acabei de passar o cheque e a seguir comentei: «Zita, quer dizer…» Depois, fiz a asneira. Pedi uma folha de papel e ao fim de alguma insistência o homem lá me deu. Uma folha A4. Tinha acontecido havia pouco tempo a história de Murteira Nabo, ministro, ter burlado o próprio Estado que representava, ao comprar um apartamento, precisamente naquele imposto que eu estava a pagar. Eu não percebia como é que o tipo depois do que tinha feito saía de ministro para ir ganhar não sei quantas vezes mais na maior empresa pública portuguesa (a PT), pública ou pelo menos um bocadinho pública, pois nessa altura já tinha começado a ser vendida. Pensei nisso ao pagar o meu imposto, a «importanciazita», e então deixei uma carta para o ministro das finanças, o falecido Sousa Franco, que por esses tempos tinha aparecido num programa do Herman José com umas teorias para mim esquisitas sobre o pagamento de impostos. Deixei na carta aquilo que pensava do caso do ex-colega dele, premiado com a nomeação para a presidência da PT depois de conduta vergonhosa que tinha tido, e fiz o contraponto com o meu caso, ali a pagar a «importanciazita», mais um parvo, como dizia o primeiro-ministro. O funcionário confirmou a pessoa a quem era dirigida a carta e depois disse que ia «encaminhar». Não sei para onde a encaminhou. Sei apenas que nos três anos seguintes tive sempre as minhas contas com o fisco inspeccionadas. Ficou-me de emenda.
.

domingo, 28 de dezembro de 2008

A personalidade do ano

Ler aqui. «Você é a personalidade do ano.» Um texto surpreendente.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Os clássicos

José Sócrates apareceu numa reportagem da SIC, ao que me pareceu (só vi um excerto), humilde e com ar simpático. Achei aquilo um bocado despropositado, especialmente a estranha ingenuidade da jornalista (Raquel Alexandra) na condução da entrevista, ainda por cima uma jornalista experiente e conhecedora do mundo da política. Retive uma frase de José Sócrates, sobre o facto de ter aumentado os impostos depois de ter prometido que não o faria… «Foi então que vi aquilo que já tinha lido nos clássicos, a responsabilidade para com o país e a responsabilidade para com a minha consciência.» Leu então nos clássicos… Eça, Maupassant, Christie, Cela, Steinbeck, Rulfo, Florbela, Dickens, Salgari, Pessoa? Böll, Fenimore Cooper, Yourcenar, Verne, Wolf, Camilo, Eliot, Maquiavel, Borges? Scott, Zola, Camões, Marai, Redol, Blixen, Stendhal, Beckett, Cervantes? Bocage, Homero, Lispector, Moravia, Tolstói, Mishima, Duras, Martí, Torga? Infelizmente não deu para ficar a saber; depois da resposta, a jornalista não perguntou.