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domingo, 28 de setembro de 2008

Um jogo em Marte

Talvez este jogo (Benfica 2, Sporting 0)) tenha sido dos que melhor demonstraram que Paulo Bento é um treinador pouco inteligente. Já por várias vezes me referi neste blog ao «problema do QI», que acaba por ser algo que contrabalança muitas características positivas do treinador do Sporting. Ontem à noite, uma vez mais, o QI ficou bem à vista de quem observou o jogo atentamente e ao mesmo tempo pensou na actuação de Paulo Bento enquanto o mesmo durou; e até depois, na altura de fazer os comentários, onde de novo ele foi fazer uma descrição do que tinha ido acontecendo, como se o jogo tivesse sido disputado em Marte e não tivesse havido condições tecnológicas para a transmissão. Paulo Bento faz sempre isto no fim de cada jogo, põe-se a descrever o que se passou, independentemente de o fazer mal ou bem. Podia trabalhar para a Liga de Clubes, a escrever os relatórios dos jogos em que participa, e até para a UEFA. O que faz sempre é uma descrição. Dá até a ideia de que durante os jogos está mais preocupado em recolher elementos para o que depois «terá» de descrever do que em tentar encontrar formas de ter em campo uma equipa capaz de superiorizar-se ao adversário. É mesmo um problema para o Sporting, ter um treinador que junta boas capacidades, que são inegáveis, ao facto de, afinal, ser um treinador pouco inteligente. No jogo de ontem à noite, aparentemente um jogo fácil, isso ficou mais do que à vista, e a partir do final do primeiro quarto de hora da segunda parte percebeu-se que o Sporting podia de um momento para o outro sofrer um golo e acabar derrotado. Paulo Bento, já se vê, nem deve ter dado por nada.
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segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Umas espreitadelas

Não consegui acompanhar muito bem o Benfica 0, Sporting 0. Estive na minha terra, em Monchique, na apresentação do romance «O que Entra nos Livros» – que apesar de ter começado às quatro da tarde se prolongou até à meia-noite, devida às actividades que estavam previstas. Fui espreitando para uma televisão e pelo que percebi o Sporting não se apresentou mal (gostei das escolhas de Paulo Bento, tirando o facto de não ter apostado em Tiago no seguimento do jogo de Guimarães e a insistência esquisita e deixar Farnerud jogar um bocado). Depois, no carro, de regresso a casa, num noticiário de rádio das três ou das quatro da manhã, no meio da planície alentejana, ouvi Paulo Bento a falar. Gostei da atitude, indignando-se com a vergonha do mundo da arbitragem portuguesa e sem medo de ser castigado pelo que dizia. Se calhar temos mesmo treinador para continuar – mas a verdade é que o Porto vai lá bem à frente. Já hoje, em resumos televisivos, percebi como esteve o árbitro; foi mesmo uma vergonha, e não me surpreendeu, porque Pedro Henriques é um péssimo árbitro, apesar da imagem de referência que tem vindo e que lhe têm vindo a tentar a construir não se percebe bem por quê. Talvez o reconhecimento de como de uma forma vergonhosa prejudicou o Sporting (dois penalties e mais umas confusões) tenha sido a falta de coragem para, com o jogo nos descontos, marcar penalty a favor do Benfica no lance do norte-americano Adu.