Talvez este jogo (Benfica 2, Sporting 0)) tenha sido dos que melhor demonstraram que Paulo Bento é um treinador pouco inteligente. Já por várias vezes me referi neste blog ao «problema do QI», que acaba por ser algo que contrabalança muitas características positivas do treinador do Sporting. Ontem à noite, uma vez mais, o QI ficou bem à vista de quem observou o jogo atentamente e ao mesmo tempo pensou na actuação de Paulo Bento enquanto o mesmo durou; e até depois, na altura de fazer os comentários, onde de novo ele foi fazer uma descrição do que tinha ido acontecendo, como se o jogo tivesse sido disputado em Marte e não tivesse havido condições tecnológicas para a transmissão. Paulo Bento faz sempre isto no fim de cada jogo, põe-se a descrever o que se passou, independentemente de o fazer mal ou bem. Podia trabalhar para a Liga de Clubes, a escrever os relatórios dos jogos em que participa, e até para a UEFA. O que faz sempre é uma descrição. Dá até a ideia de que durante os jogos está mais preocupado em recolher elementos para o que depois «terá» de descrever do que em tentar encontrar formas de ter em campo uma equipa capaz de superiorizar-se ao adversário. É mesmo um problema para o Sporting, ter um treinador que junta boas capacidades, que são inegáveis, ao facto de, afinal, ser um treinador pouco inteligente. No jogo de ontem à noite, aparentemente um jogo fácil, isso ficou mais do que à vista, e a partir do final do primeiro quarto de hora da segunda parte percebeu-se que o Sporting podia de um momento para o outro sofrer um golo e acabar derrotado. Paulo Bento, já se vê, nem deve ter dado por nada.
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