
Os cães a ladrarem e eu sem descobrir a razão. Cinco, dez, quinze, vinte minutos… Até que junto a uma oliveira dei com este ouriço-cacheiro, pelo tamanho ainda jovem, todo enrolado, sem arriscar um movimento, sem se atrever a atirar nem que fosse um pequeno guincho. Teve sorte de os cães estarem no canil (à sexta à noite, se estivessem à solta o mais certo era já terem abalado…). Resolvi trazer o ouriço aqui para a secretária e tirar-lhe uma foto para a posterioridade. Depois fui levá-lo para o montado, sempre redondo, sempre calado, sempre com os picos bem afiados. Podia tê-lo levado pelo chão, a empurrá-lo com os pés tipo Cristiano Ronaldo, mas ele não merecia isso. Levei-o na mão e agora acho que eu é que não merecia as picadas que tenho nalguns dos dedos. Mas pronto, isto também há-de passar depressa. E pensar que na foto o bicho até pode ser confundido com uma bola anti-stress...
PS – Agora que estou a colocar isto, os cães desataram a ladrar de novo. Ou querem mesmo ir para a noite (Lisboa?), ou então é o jovem ouriço que está de volta..