Tenho de confessar que já tinha saudades de jogos fáceis com o Porto. Finalmente, com o da final da Taça de Portugal – Sporting 2 (Rodrigo Tiuí 2), Porto 0 –, isso aconteceu. O Sporting acaba a época a ganhar, da mesma forma que começou, e assim como que apaga um percurso marcado tantas vezes pela mediocridade (sobretudo por via dos dirigentes que actualmente detêm o poder no clube).O jogo foi fácil, com o Sporting a jogar de um forma razoável e o Porto a dar a ideia de que desceu a Lisboa com os jogadores já de férias, o treinador metido num qualquer recolhimento espiritual em que a regra fosse sobretudo não pensar e o presidente em parte incerta. Algumas notas: Rui Patrício teve pouco que fazer mas quando teve desta vez não falhou; Polga, com as duas possíveis grandes penalidades que arranjou, sempre a entrar à maluca seja fora, seja dentro da área, voltou a mostrar que é um autêntico desastre com botas de futebol; Tiuí excedeu as expectativas, mas não muito (pelo menos para mim, que nunca alinhei no coro de críticas – como já tenho aqui referido, não é nenhum Drogba, nem tão pouco nenhum Liedson, mas sabe jogar e pode sempre ser uma ajuda); puroviques, farnerudes e outros horrores estiveram de fora; a arbitragem foi um desastre (um golo que me pareceu mal anulado a Romagnoli, as entradas irresponsáveis de Polga sobre Lisandro que não foram assinaladas, o perdão de cartões ao mesmo Lisandro e a Bruno Alves, além da expulsão de Fucile, e por aí adiante); já Filipe Soares Franco, o homem que adora segundos lugares, no final parecia um pouco triste (talvez preferisse a derrota, para ficar com uma espécie de segundo lugar na prova, o que na sua imaginação, quem sabe, até daria a qualificação para mais uma liga milionária e o livraria de pagar os prémios da vitória). Ainda outra nota, nas costas dos jogadores: o Porto apareceu patrocinado pelo Banco Espírito Santo e o Sporting pelo BES.