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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Bem cedo


Évora, Praça do Giraldo, hoje bem cedo. Acompanhando as personagens.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Um saltinho a Évora

Esta tarde, num percurso diferente do habitual: de carro até Casa Branca, depois a automotora e num quarto de hora a estação na zona industrial, com a cidade depois, atrás das árvores despidas. (três fotos abaixo)

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Um bocadinho

Um bocadinho do romance «O que Entra nos Livros», na Praça do Giraldo, em Évora.

(…)
O senhor Sapinho Júnior levantou-se do cadeirão, sempre a segurar o romance de Roberto Ampuero, e pôs uma samarra pelas costas; estava num cabide junto ao sofá. Depois aproximou-se da porta que dava para a rua a seguir às duas janelas da livraria, abriu-a e saiu. Nem esteve para ir pela livraria, foi logo por ali, o mais rápido que podia, em direcção à loja das fotocópias, que ficava bem perto, a caminho da Praça do Giraldo. Só já quando ia a chegar é que se lembrou de que devia estar fechada àquela hora e então foi invadido por um desembaraço confuso, atabalhoado. Correu de novo, sem saber bem o que fazer, até que ao fim de uns cinco minutos viu que estava mesmo em frente da agência de um banco, daquele de que era cliente, já em plena Praça do Giraldo. Costumava ficar gente até tarde na agência, isso ele sabia. Aproximou-se da montra e espreitou através do vidro e das persianas corridas. Com alguma dificuldade, conseguiu ver o interior e reconheceu um dos gestores de conta; não era o seu, mas já tinha falado com ele algumas vezes. Foi até à porta e bateu, pequenas pancadas hesitantes com a mão esquerda, como se estivesse a fazer algo que fosse inadequado. Na mão direita segurava o romance, com força, parecendo ter medo de que as páginas se abrissem e deixassem fugir uma parte do seu conteúdo.
(…)

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Margarida Vila-Nova

Este post não é sobre a rapariga aqui do lado, mas ela também entra. Assim, ficou logo no título, e com direito a foto e tudo.
Bom, ontem à noite estive na Feira do Livro de Vilamoura. Foi das nove e meia à meia-noite e meia. Uma mesa de livros e uma cadeira, exactamente a mesma cadeira (segundo me confidenciaram com alguma pompa) em que na noite anterior tinha estado sentada a minha nova colega escritora Margarida Vila-Nova. Parece que muita gente aparecia com uns caderninhos, ou umas folhas, para ver se ela autografava, mas ela, esperta, só dava autógrafos nos próprios livros. Eu também só dei autógrafos nos livros, mas se me tivessem aparecido com algum papel, ou algum caderno, na volta lá dava na mesma (embora a hipótese de aparecer alguém com tal pedido fosse, com algum favor, uma num milhão).
Durante aquelas três horas, houve visitantes da feira que me fizeram perguntas, várias perguntas. Deixo aqui algumas de que me lembro:
- Consegue viver da escrita?
- Estou a pensar levar este livro, o que é que acha? (um senhor mostrando-me o romance de Mario Vargas Llosa «Travessuras da Menina Má»)
- Você é de onde?
- Já saiu o novo livro do autor de «A Sombra do Vento»?
- Por quê Montemor no seu último livro?
- Tem o «Foi Assim» da Zita Seabra?
- Vêm cá mais escritores?
- O que vale é que cá dentro não está fresco como lá fora, não é?
- Isto na capa deste seu livro é a Alcárcova, em Évora, não é?
- Acha que leve? (uma rapariga segurando o meu livro de contos «O Amor por entre os Dedos»)
- Vinha buscar um livro que vi ontem nesta mesa; por acaso não sabe onde está?
- Pago a si?
- Vi lá na entrada um livro chamado «O Afinador de Pianos» de Cristina Norton; não é o do Richard Zimmler?
- Onde é que estão os Calvins?
- Isto no Algarve agora é um horror, não é?
- Você volta amanhã à noite?
- Acha que agora se lê mais em Portugal?
- Pago aqui ou à saída?
- Posso-lhe pedir que assine?
- Já jantou?