É mesmo ao Pepe, o futebolista, que me refiro. Não, por exemplo, ao «Pepe Saramago», como ontem ouvi o notável Francisco Umbral chamar ao nosso Nobel, numa entrevista que Carlos Vaz Marques em tempos lhe fez e que a TSF recordou depois de se saber da sua morte. Pepe, o futebolista, parece que vai mesmo para a nossa selecção. Tem valor para isso, embora não seja (nem por sombras) nenhum Ricardo Carvalho; mas eu não acho bem. Creio que só mesmo em casos excepcionais, como aconteceu com o Deco, ou como poderia acontecer se o Ricardo Carvalho fosse, sei lá, sul coreano, ou das Ilhas Salomão. Deco, aliás, é um caso estranho; nem deveria ter tido a hipótese de integrar a selecção portuguesa, porque eu ainda hoje não compreendo como é que os responsáveis pela selecção brasileira não perceberam que estavam a perder um jogador genial (dos responsáveis do Benfica nem vale a pena falar). Agora o Pepe na selecção portuguesa… Nem pensar.Aliás, o Pepe, como central, e ainda por cima agora a jogar no Real Madrid, poderia alimentar esperanças de um dia ser chamado à selecção brasileira. Se jogadores como o disparatado Polga e o incompreensível Luisão conseguiram, decerto que o Pepe mais cedo ou mais tarde também poderia conseguir; pela sua qualidade, coisa que nos outros dois só a muito custo se consegue não digo ver, mas imaginar.
Depois de Deco, a excepção que eu admitiria para a selecção portuguesa seria Liedson. Com a história da falta de avançados (discutível), poderia ser uma hipótese a considerar. Agora o Pepe…