sábado, 5 de julho de 2008

A procriadora

Manuela Ferreira Leite acha que a família tem por objectivo a procriação. No caso dela admito que sim, que tenha sido isso que aconteceu.
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4 comentários:

José Pedro disse...

O povo diz que quem procria sempre alcança, mas esta croma não me parece que consiga lá chegar.

Manuel Leão disse...

António:

Sobre esse assunto, reproduzo o meu comentário a um post em que João Távora defendia essa intervenção de MFL, no Corta-Fitas.

« Senhor João Távora:

Não concordo consigo.

Mas julgo que há aqui grandes confusões incluindo confusões de ordem semântica.

O casamento civil é diferente do casamento religioso. No casamento católico a cerimónia é comum, mas só isso. É evidente que a Igreja (neste exemplo, a Igreja Católica) pode determinar os pressupostos para a realização do casamento, enquanto Sacramento, como é o caso, por exemplo, dos cônjuges terem de estar baptizados.

Se a Igreja não admite casamentos homossexuais, é óbvio que só restaria aos interessados casarem civilmente se (ou quando) a lei civil o permitir. E não vejo porque não o possa permitir. Ninguém tem o direito de impedir que os outros possam ser felizes.
Infelizmente, MFL ainda foi muito mais longe, ao dizer que:
«A sociedade está organizada e tem determinado tipo de privilégios, de regalias e até de medidas fiscais no sentido de promover a família como algo que tem por objectivo a procriação». Li e tive de reler para ver se me teria enganado!

Ora isto, para mim, é inadmissível.
Para além de tudo o mais porque não se pode aceitar que a sociedade seja imutável. Para MFL a sociedade é assim, ponto final. Fim da História.

Depois porque se infere, do que disse e como disse, que os casais em que pelo menos uma das pessoas seja infértil, em função da idade ou de outra qualquer razão, não podem (ou não devem) casar.
Depois porque os padrões morais de MFL (se é isso em que ela se baseia) ou de qualquer outra pessoa não podem impedir o direito à felicidade de quem quer que seja. Desde que não exista escândalo público e que não haja atentado aos direitos de terceiros, cada um é livre de ser feliz à sua maneira. Conceitos religiosos pertencem ao foro íntimo de cada um e não podem ser impostos. Afinal não é isso que se critica aos outros fundamentalistas religiosos? Como é? Em que ficamos?

O que foi dito por MFL não mostra coragem nenhuma. Mostra apenas fundamentalismo religioso e ou social».

Um abraço.

amv disse...

Manuel

Esta mulher é absolutamente sinistra. Todos a conhecemos e todos sabemos como prejudicou os portugueses com a insensibilidade que agora tenta fazer esquecer. Falo sem grande problema disto mesmo tendo já sido vereador numa câmara, como independente, eleito nas listas do partido a que ela agora infelizmente preside; e tenho um lugar na assembleia municipal do mesmo concelho, eleito nas mesmas condições em que fui vereador. É uma tristeza. Se ela chegar às eleições eu ou nem vou votar ou então vou votar em branco. Quando foi o Cavaco, para as presidenciais, ainda foi diferente, havia o Manuel Alegre e, portanto, em quem votar.

Um abraço,

António

Stop2 disse...

Podiam-lhe dar o cargo de Procriadora Geral da República.