terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Feliz Natal, senhor Lourenço

Divulgação do próximo curso de escrita criativa do Luís Graça (texto sem edição, colocado aqui exactamente como foi recebido por e-mail).
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LUÍS CARGA VOLTA À GRAÇA NA RUA DO JASMIM
O magnífico escritor, dramaturgo, poeta, jornalista, ensaísta, actor, travesti, publicitário, mesa-tenista, hidro-ginasta, romancista e modesto como o caraças Luís Graça vai voltar à carga com mais um curso de Escrita Criativa na Associação Agostinho da Silva, na Rua do Jasmim, número 11. Se não sabem onde é podem perguntar na esplanada do café do Príncipe Real, costuma lá estar o João Botelho. Ou perguntam ao pessoal que está a jogar à sueca na esquina que dá para a Rua do Jasmim. Para quem vem do snack-bar "O desejo" é subir a rua e entrar à esquerda no edifício da Junta de Freguesia das Mercês.
Como é um Curso de Escrita Criativa Natalícia será disputado entre 15/20 Dezembro, de segunda a sexta, mas podem meter a rapidíssima, se quiserem, embora se arrisquem a partir o motor. Horas: as ideais para qualquer pessoa civilizada: 18h/19h30m. (O Renato Epífânio é que manda e as inscrições são com ele, pelos telelés ring-ring-ring 96 704 42 86 e 21 34 22 783).
O quê?!? O 21 não é telelé? Ó pá, vão dar banho ao canis, venho eu de um clube de strip onde faltaram as húngaras que iam dar show lésbico e estão-me a chatear a carola com pormenores? Vejam lá se crescem.
O título do curso? O que é que isso interessa? Está bem, pronto, eu digo: FELIZ NATAL, SR.LOURENÇO.
Porquê? Porque é dado a partir de uma peça de teatro cá do Luís Graça (entrem em
www.gandaordinarice.blogspot.com --- cuidado com a bolinha vermelha nos outros dias --- e procurem a peça nos arquivos, a 16 de Setembro de 2007).
E a partir de uma obra cinematográfica menor de um realizador chinês, ou coreano, ou japonês, chamado Nagisa Oshima, ou Adalgisa China ou uma coisa assim. O gajo fez um filme que se chama "Feliz Natal, Mr.Lawrence". Mete gajos amarelos e o David Bowie. Vi no Trindade, no Porto, numa noite de Inverno e a minha mãe saiu a meio. Afinal, alguém tem de vender droga para sustentar a família. Mas como estava a chover muito ela deu a droga aos pombos (por isso é que as gaivotas do Porto agora já atacam os pombos, estão revoltadas com a falta de equidade) e voltou para a sala de cinema. No final perguntou-me:
--- Então, filho, gostaste?
--- Assim, assim. Estava à espera que o Bowie cantasse um tema ou dois. E o japonês era mesmo mau. Mas também não se pode esperar muito de um realizador desconhecido, um actor que vai para a cama com homens e mulheres e música de um gajo que é ladrão de motos em Tóquio. O nome do gajo diz tudo: Sakamoto.
Resumindo: venham mas é lá inscrever-se no curso, que as Private Dance não são à borla, uma Stout num club de strip normal custa 9 euros e um Drambuie 12. E nos clubes de strip ninguém acredita no Pai Natal.
Os gajos pagam-me na mesma, mesmo que os alunos fiquem na conversa no jardim do Príncipe Real e comecem a dar tangas do género: "Ai, coiso e tal, a porta estava fechada, pensámos que o stôr não vinha e fomo-nos embora".
Olhem, para mim é tinto. Por acaso até nem foi. Fiquei a mamar garrafinhas de cachaça com o Sardinha --- na rua, na rua, fora do horário de trabalho, que eu não conduzo e o Sardinha tinha de estar na lota de manhã cedo, no outro dia --- que é um bacano lá do ATL que controla os putos nos computadores e não deixa os gajos entrar na página da Assembleia da República. Acho muito bem que antes dos 18 anos a pornografia seja barrada.
Apareçam, paguem e comam umas fatias de bolo-rei no último dia do curso. Oferece a Associação.
No curso anterior ofereci eu bombons Mon Chérie, em homenagem à grande stripper bocagiana Mimi Monchérie.
O texto é muito grande, Inês? Que se lixe! A maior parte da malta só vê os bonecos. Quem aparecer é por causa do bolo-rei à borla e na esperança de encontrar "engates". A Escrita Criativa está na moda.
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2 comentários:

Luís Graça disse...

Obrigado pela divulgação, António.
Nos últimos dias tenho-me dedicado a tossir...
E hoje nem cheguei a transpirar no pingue-pongue do Inatel. Só tive um jogo, perdido em três sets, exactamente pelo mesmo parcial: 11-9.

Inês Ramos disse...

Eu avisei que o texto era grande...