terça-feira, 5 de agosto de 2008

Um professor fala do seu jovem aluno

«Lembro-me muito bem de um jovem magro, pálido (…) tinha decididamente talento, embora num campo restrito. Mas faltava-lhe autodisciplina e era notoriamente conflituoso, voluntarioso, arrogante e de trato difícil. Teve uma dificuldade óbvia em adaptar-se à escola. Além disso, era preguiçoso. O seu entusiasmo pelo trabalho árduo evaporava-se rapidamente. Reagia com uma hostilidade mal disfarçada aos conselhos e às repreensões. Ao mesmo tempo, exigia dos seus colegas estudantes a sua subserviência incondicional, imaginando-se no papel de líder.»
Edward Hümer, em Dezembro de 1923, sobre o jovem Adolf Hitler; Hümer, que tinha sido seu professor na Realschule de Linz (Áustria), falava na sequência do julgamento de Hitler por uma tentativa de golpe feita em Novembro daquele mesmo ano, em Munique.

(nota: retirado de «O Ficheiro de Hitler», de Patrick Delaforce, ed. Publicações Europa-América)
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1 comentário:

Manuel Leão disse...

António:

Como é que um indivíduo, com um perfil destes, enganou e continua a enganar tanta gente, embora tenha morrido há mais de 60 anos?
Como é que intelectuais responsáveis seguiram um tipo destes?
A ganância, sempre a ganância...

Um abraço.