sexta-feira, 11 de julho de 2008

Talvez a PJ...

(clicar na imagem para aumentar)
O presidente da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, disse numa entrevista ao «Expresso» qualquer coisa como «não gosto que nos chamem ladrões». Dias depois, foram divulgadas estas duas facturas (de antes e depois da descida do IVA), e imagine-se de que empresa são... O ministro da Economia chamou a ASAE, mas não sei se o melhor não teria sido chamar a PJ.
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1 comentário:

Manuel Leão disse...

António:

A desculpa foi que se tratou de um erro informático. Fui técnico de informática, durante 35 anos, e nunca vi um programa que conseguisse ir ao bolso de alguém com esta astúcia saloia!
Como é que se entende que a lei permita que uma factura apresente a taxa de imposto e o total a pagar, sem apresentar o valor do produto, antes da incidência do imposto. O mal começa aqui: O total é apresentado com o imposto imbutido e depois, à parte, a verba do imposto e a respectiva taxa. E nada sobre o valor original do produto. Acredita que isto seja permitido por acaso?

Mas nos recibos verdes (factor trabalho) já não é assim. Tem uma linha para o valor do serviço prestado (antes da incidência do IVA); uma linha para o valor do IVA aplicado e depois o total geral (que é a soma). Entretanto a taxa é indicada explicitamente noutra zona do recibo. Porquê a diferença de critérios?

É que se isto fosse assim, também nas facturas, aquele "erro" não era possível.