terça-feira, 28 de novembro de 2006

Dois jogos

Em viagem por terras ao que dizem mais civilizadas do que as nossas, não consegui ver o Inter – 1, Sporting – 0; ou melhor, vi um bocadinho (ia numa rua, quando o jogo estava no intervalo, e de repente dei na televisão de um restaurante com a repetição do golo do Inter; já no hotel acabei por ver os últimos cinco minutos do jogo). Do golo, retive uma coisa extraordinária do incorrigível Ricardo: com o argentino Crespo pela frente, a rematar isolado, antes de se fazer à bola lembrou-se de ajeitar os calções com as luvas (ou quem sabe as luvas com os calções), e repetiu a graça num lance já perto do final. De qualquer maneira, o golo não foi nenhum frango como o que deixou no jogo de Lisboa frente ao Bayern e que começou a estragar a carreira do clube na liga dos campeões.
Já o Naval – 0, Sporting -1 (Ronny) deixou-me preocupado, pela inoperância da equipa em muitos períodos do jogo, parece-me que em parte emperrada pelo sofrível Custódio, que Paulo Bento insiste em fazer jogar em vez de Miguel Veloso. Quanto ao golo, o injustiçado Ronny (não cabe na cabeça de ninguém estar tapado por um jogador – ? – como Caneira) acabou por ter uma pequena vingança.
O quarto jogador-problema do plantel, Polga, em ambos os jogos, por lá andou. Não se pode negar que é esforçado, mas a falta de jeito de vez em quando estraga tudo (e com falta de jeito pode-se perder um campeonato, por exemplo).

1 comentário:

Luís Graça disse...

Fui ver a bola para o restaurante "Moisés" (de amigos meus) e por lá ficámos num indolente zapping, à espera de ver bola a sério. Nem no Belém--FC Porto, nem no Manchester--Chelsea, nem no Palermo--Inter, nem no Naval--Sporting.
E o golo caiu do céu.
Para o "derby" até tenho fé nos "leões". Por não ter fé nenhuma nas "águias". E com muito pouca esperança de um bom epectáculo.