quinta-feira, 19 de outubro de 2006

A derrota com o Bayern

Sporting – 0, Bayern – 1. Talvez pudesse ter sido outro o resultado, mas este também não é de estranhar para quem viu o jogo. Pode parecer pela equipa inicial que Paulo Bento não teve medo da equipa alemã, mas teve um bocadinho. E por isso não dominou o jogo logo de início, como tinha condições para fazer com as soluções que tem no plantel. Custou-me ver Caneira a queimar um lugar a defesa direito, ou seja, a equipa a atacar jogou com menos um e as coisas só ficaram equilibradas na segunda parte, quando o autor do golo foi expulso (ainda Caneira… abriu a sessão da asneira logo no início do jogo com um penalty que o árbitro não viu, ou fez que não viu, ou se calhar decidiu não marcar porque depois de agarrado o avançado do Bayern atirou-se para o chão). Também me custou ouvir um comentador classificar a actuação de Polga como «imperial», Polga esse que mesmo assim ia marcando um golo (ao menos uma vez na vida enquanto jogador do Sporting…); quase que se repetia o que aconteceu com o Inter, com os craques a não conseguirem marcar e os azelhas, sem saberem bem como, a conseguirem, e quanto àquilo do «imperial», só se for por causa de alguma ligação com a cerveja, talvez chegada à memória do comentador de forma rebuscada pelo facto de estar a ver jogar uma equipa de Munique. O golo do Bayern, marcado pelo jogador dos dois frangos de Ricardo contra a Alemanha no último mundial, enfim, desta vez não foi tão escandaloso, mas pedia-se mais atenção num remate de tão longe, que permite dar um passo e só depois atirar-se para defender; agora assim a atirar-se à maluca… Por vezes é um problema aquilo do «torcer para que Ricardo não dê barraca», porque torcer, isso com ele nem sempre resulta. O Sporting, calmamente (porque Ricardo sempre defende alguns remates e se a defesa estiver segura pode nem se notar durante uma série de jogos), devia começar a preparar um guarda-redes jovem para daqui a uns meses entrar na equipa, isto no caso de ter algum em condições nos juniores, ou então contratar um de jeito. Uma última nota, sobre aquilo de haver uma defesa segura à frente de Ricardo… Aí o Sporting tem graves problemas: para a direita há um excelente jogador (Abel, que contra o Bayern tinha dado muito jeito) e um mediano (Miguel Garcia); para o centro há Tonel (cumpre, e além disso é muito inteligente a jogar e marca golos); para a esquerda há Ronny (muito bom) e Rodrigo Tello (cumpre e por vezes até consegue desempenhos assinaláveis); só que depois de tudo isto há a questão da insistência de Paulo Bento em Caneira (é um mau jogador) para a direita ou para a esquerda e o recurso (não há mais nenhum, mas se houvesse acho que Paulo Bento continuaria a apostar nele) a Polga, que é um jogador medíocre, talvez ao nível de Luisão, do Benfica; ou seja, o Sporting deveria ter mais dois centrais, um muito bom e outro pelo menos ao nível de Tonel; Miguel Veloso nessa posição já mostrou que dá garantias, mas seria um desperdício tirá-lo do meio campo – além de que se deixasse o meio-campo havia o risco de sair na rifa aos sportinguistas o capitão (?) Custódio.

1 comentário:

Luís Graça disse...

A minha perspectiva do jogo foi influenciada por vários factores:
1) Saí da sessão de homenagem ao Pedro Tamen, por isso cheguei ao restaurante "Trempe" (em frente à Casa Fernando Pessoa) bem disposto. Até porque estive com o grande Manel Dias e outros amigos.
2) Comecei a comer salpicão do bom e tintol do bom logo ao começar do jogo.
3) Tinha alguma esperança, mas não mais do que isso.

O Sporting intimidou-se e o Bayern mandou no jogo durante 20 minutos. O penalty não assinalado é perfeitamente escandaloso. O jogador do Bayern esteve agarrado uns bons 3 segundos e só depois é que se atirou para o chão. Vê-se bem a camisola toda esticada.
Gostei da reacção da equipa até ao intervalo.
Não houve talento para aproveitar a situação de superioridade numérica, face a uma equipa privada do seu "motor" e um talento que faz a diferença.
Quanto ao golo, desta vez não critico o Ricardo. A bola vinha mesmo na brasa, apesar de o ângulo de visão ser óptimo. Já a "saída" ao cabeceamento do Pizarro (bola na malha lateral) foi...habitual.

Agora está tudo complicado. Pela lógica, seguem-se derrotas em Munique e Milão.