domingo, 9 de julho de 2006

Acabou o mundial

E pronto, o campeonato mundial de futebol acabou. Ontem à noite, uns minutos depois do golo de Nuno Gomes naquele jogo de consolação (?) cuja existência não tem nenhum sentido. Scolari, mais uma vez, errou em muitas das opções que tomou, mas é dele todo o mérito do que se conseguiu. Só uma liderança como a dele conseguia chegar tão longe. Espero que se mantenha como seleccionador, mesmo havendo por cá muitos treinadores que percebem muito mais de futebol do que ele.
Duas referências, uma para um jogador, outra para um espectador.
O jogador, Pauleta, que anunciou o abandono da selecção. Não tenho feito comentários a escolhas ou a desempenhos, mas neste caso abro uma excepção. O abandono de Pauleta é uma boa notícia. Se ele não abandonasse, Scolari continuaria a convocá-lo e a metê-lo sempre a titular, e a selecção continuaria sem ataque. Pauleta de certeza que iria marcar mais golos aos luxemburgos do futebol e uma vez por outra a alguma holanda momentaneamente distraída; talvez, quem sabe, até duplicasse a marca de Eusébio. Mas abandonou.
O espectador, Cavaco, que há uns anos dizia aos seus «ajudantes» para não se meterem com as gentes do futebol. Foi a Estugarda mais a filha, à pala, e não se lembrou de estar calado para evitar aquelas referências à «energia positiva» que é preciso mobilizar para «reforço do nosso desenvolvimento e das nossas capacidades». Francisco José Viegas escreveu hoje no seu blog «A Origem das Espécies», a propósito disso, que «há gente que não devia ir ao futebol». Não concordo. Deve ir quem quer. Mas para se pôr com umas coisas assim, que compre bilhete (e passagem aérea) e vá para a bancada.
A Itália e a França ainda vão fazer um jogo. Recomendo a consulta do resultado nalgum livro que saia por alturas do próximo mundial.

1 comentário:

nani disse...

Pois é António, acabou...quer dizer para mim acabou no dia do jogo com a França, pois a disputa do 3º lugar não deveria existir para quem sonhou com o 1º, não é justo (ai que dor de cotovelo!!!).
Mas é assim mesmo, a bola é redonda… (o que é que isto quer dizer?! ;-)).
Engraçado é testemunhar a exaltação dos nossos melhores sentimentos – quando a coisa corre bem para o nosso lado – e ao requinte dos piores – quando assim não acontece.
Até me envergonho com o que eu torci para que a França perdesse com a Itália, não que tenha algum apreço especial por uns ou aversão a outros, mas só por termos perdido com eles – juro-te que eu queria mesmo que ficassem tristes, desiludidos, que lhes fosse infligido o sofrimento com que os Tugazitos (coitaditos!!!) foram também presenteados.
Bem, mas a justiça foi feita e o Zidane (o carrasco) saiu de cabeça baixa!!! TOMA!
Agora, sem grandes sentimentos patrióticos ou cóleras futebolísticas, já posso voltar à minha vida normal…eu até nem gosto de futebol.