quinta-feira, 22 de maio de 2008

As silvas

Não foi por me lembrar do que às vezes passo com as silvas (na minha terra, em Monchique, diz-se balsas) que não votei no Cavaco. Mas a verdade é que depois de umas horas de voltas delas, a cortá-las, bem que poderia dizer que sim, que também foi por causa disso.

1 comentário:

Luís Graça disse...

As silvas da Venda do Pinheiro sabiam o que era a democracia, já nos Anos 60.

Picavam a eito. Das pernas mais lindas das raparigas até às pernas mais reguilas dos rapazes.

Nos Anos 80, empoleirado no muro da vivenda, vi cortar as silvas a golpes de caterpillar, enquanto se abria uma fossa para que passassem as fezes da fossa para as terras.

No final, ficaram a descoberto as pelas das cobras.

Foi também nas silvas que acabou o contra-relógio do Carlos Luís. Por isso, nesse dia, só nesse dia, eu fui o ciclista campeão.

(Isto saiu-me um bocado José Riço Direitinho, estou agora a notar)