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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Chamem a polícia!...

Já me tinham falado desta disponibilidade há algum tempo, mas na altura eu não acreditei. Pelo menos disse para comigo que era melhor não acreditar. Gonçalo Amaral estava «disponível para ser presidente de câmara no Algarve», e inclusive já alguém tinha tentado ver se dava para Monchique, a minha terra (havia de ser bonito um duelo entre o Tuta, presidente infelizmente já há 25 anos, e o polícia do «Caso Maddie»…). Agora confirma-se que a história da disponibilidade, afinal, era verdadeira.
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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O prémio do Camões

Disseram-me ontem que se o júri do «Prémio Camões» alguma vez «centrar as suas discussões» em escritores de Monchique eu terei boas hipóteses de ganhar. Disseram-me também que se as «discussões» forem «centradas» em todo o Algarve então o mais certo será eu não ter sorte nenhuma e a Lídia Jorge limpar aquilo.
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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Aproximando margens

(clicar na imagem para aumentar)
Esta quinta-feira, dia sete (21 horas), vou participar numa iniciativa da Feira do Livro de Faro. Chama-se «Aproximando margens/ Acercando orillas», terá escritores do Algarve, da Andaluzia e das Canárias e decorrerá no pavilhão do Sulscrito. Informações também aqui.
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quarta-feira, 18 de junho de 2008

Recordações do Jaiminho Corvo

Tenho acompanhado os relatos do Pedro Correia das suas férias algarvias no «Corta-fitas». Por vezes, fazem-me lembrar de um dos contos do meu primeiro livro, um conto chamado «O Corvo que Ia Fazer a Praça a Portimão». Começa com o protagonista, um homem de Monchique chamado Jaiminho Corvo, a chegar à praça de Portimão…

O Jaiminho Corvo chegava à praça ainda de madrugada. E sempre um bocado ensonado, porque não dormia tudo o que queria dormir. Tinha-lhe calhado a vida assim, deitar-se tarde e levantar-se cedo.
– E a minha mulher, ainda por cima, é das que gostam da festa!
Quase todas as que o Jaiminho Corvo conhecia gostavam da festa. (…)

Acaba com o Jaiminho Corvo na Praia da Rocha, envolvido numa grande disputa por causa de uma mulher. Disputa com um cão e três gaivotas…

(…) Exactamente, haveria de ser mesmo aquela. Uma mulher cuidadosa que parecia preocupar-se com o perigo dos raios solares. Mas que tinha tido um descuido, quando ao comprar um gelado tinha agradecido com uma voz muito alta.
– Thank you! – tinha ela dito, de gelado na mão.
E o Jaiminho Corvo, que ia passando na altura, tinha-a ouvido bem. E dessa maneira confirmado que servia perfeitamente.
Foi então que chegaram as gaivotas, e o cão não demorou dez segundos. Ficou em quarto lugar na lista dos bichos, por causa de as gaivotas serem três, mas não se deixou abater por isso. Afinal, bem vistas as coisas, tinha sido o primeiro dos cães, o primeiro dos que ladravam e o primeiro dos que roíam ossos. Tudo vitórias importantes. Pelo menos era o que ele pensava, ele o cão, que tinha jeito de ser um bicho convencido e até parecia estar com ganas de se antecipar ao Jaiminho Corvo. Ia-se aproximando pela esquerda, enquanto o Jaiminho Corvo o fazia pela direita. Do objectivo, como é lógico. Portanto, os ataques iriam ser pelos flancos. Entre homem e cão, escolhesse o Diabo o campeão.

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quarta-feira, 8 de agosto de 2007

domingo, 22 de julho de 2007

Lixo

O «Sol», o jornal, trazia este Sábado dentro do saco um calhamaço extra, quase do tamanho do caderno principal. Era mais uma coisa do «Allgarve», uma das muitas com que Manuel Pinho (e o seu grupo de propaganda) resolveu insultar a minha terra. Mais uma vez, mandei aquela porcaria para o lixo, logo a seguir a ter comprado o jornal. Pus no contentor do papel; ainda estive para mandar para um dos do lixo – digamos assim – comum, mas acabei por mandar para o contentor do papel (sempre pode ser reciclado). Com o calhamaço dava a ideia de que pretendiam promover uma série de acontecimentos que neste Verão decorrem no Algarve. Cultura, espectáculos e por aí adiante. Até a ministra da Cultura aparecia a ocupar umas páginas, tal como Pinho e também o presidente de uma entidade que acho que se chama Turismo de Portugal. Não sei se também estes três são acontecimentos previstos, pois apenas folheei aquilo antes de mandar para o lixo. Mas não devem ser. Aliás, se o calhamaço é de promoção, por que não promoverem-se igualmente a eles próprios? Onde cabe o insultuoso «Allgarve», cabe decerto também qualquer alarve.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Sessão de autógrafos – Vilamoura

Este Sábado, 21 (entre as 21h30 e as 24h00), sessão de autógrafos na Feira do Livro de Vilamoura, no Algarve. Espero não dar de caras com nenhum cartaz daquele idiota do «Allgarve». Os livros são o conjunto de contos de «O Amor por entre os Dedos» e o romance «O que Entra nos Livros».
Dois excertos algarvios, ou quase…
«Foi aí que a notícia correu mesmo o mundo. A pequena cidade de Portimão, pequena e pacata, porque o Verão e os turistas já tinham abalado, estava coberta por uma nuvem negra de pássaros.» (de «O Amor por entre os Dedos»)
«Já era o Alentejo próximo da serra algarvia, com uns montes de vez em quando, antes dos montes mesmo a sério da Serra de Monchique; aqueles montes que a par com os da Serra do Caldeirão pareciam querer proteger o Algarve de alguma doença que a planície lhe pudesse pegar.» (de «O que Entra nos Livros»)

domingo, 8 de julho de 2007

Apresentação de «O que Entra nos Livros», Algarve

Uma sessão de apresentação esta Segunda-feira, dia 9 (16 horas) - ver aqui.
(...)
– António Manuel Venda. O nome, colega, diz-lhe alguma coisa?
– Autor? – perguntou o outro.
– O romance «O Medo Longe de Ti». Editora Temas e Debates.
O homem repetiu tudo para a funcionária, a quem tinha captado o olhar, como se aquilo fosse um jogo de passa-palavra. Enquanto ela se embrenhava nos registos informáticos, ele chegou-se ainda mais perto do senhor Sapinho Júnior e disse-lhe:
– Na Sapinho Livros não têm a obra, presumo…
– Ora exactamente – confirmou o senhor Sapinho Júnior. – E pretendo adquiri-la.
(...)

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Uma apresentação no Algarve

Uma apresentação do romance «O que Entra nos Livros»… Segunda-feira, dia nove, pelas 16 horas, no Algarve (Vila Real de Santo António – Centro Cultural António Aleixo). A apresentação está integrada na iniciativa «Nas Páginas dos Livros», da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António.