domingo, 31 de maio de 2009

O rosto da incompetência

Vítor Constâncio. Por estas e por outras. O rosto da incompetência.
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À volta da barragem (3)

Outras fotos aqui e aqui.
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sábado, 30 de maio de 2009

A feira (2)

Ainda a minha passagem pela feira do livro de Lisboa, de que falei aqui . Depois de ter estado nos autógrafos no stand da Quetzal, convidaram-me para tomar um café e calhou ser junto à praça Leya. Acabei por entrar lá para falar ao Agualusa e até deu para ver o Lobo Antunes (com ar um pouco debilitado e um gelado a tremelicar-lhe nas mãos). Enquanto tomava o café, reparei que na mesa ao lado estava um dos polícias do caso BPN. Estava sozinho, a apanhar sol, enquanto lia um romance. Se fosse um jornal, ainda podia ser que estivesse nalguma operação de vigilância, com um buraco algures nas páginas (a vista sobre Lisboa é óptima). Mas como era um livro, e daqueles calhamaços, devia estar mesmo a ler.
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Explicação

Uma das explicações para José Sócrates agora andar com Vital Moreira na campanha, sempre de olho nele e atento ao que pode a qualquer momento começar a dizer, na volta tem a ver com uma preocupação: Vital, para manter a coerência, pode de repente sentir-se tentado a dizer que também está à espera de explicações do PS sobre o caso Freeport e sobre a permanência em funções do estranho governador do Banco de Portugal e do lamentável representante português no Eurojust.
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A roubalheira

Não me parece que Vital Moreira seja candidato que se recomende nestas eleições europeias, mas uma coisa tenho que reconhecer: aquilo da «roubalheira do BPN», de que fala, é perfeitamente justificado. Mas ao contrário do que pede, não acho que deva ser o PSD a vir pronunciar-se sobre o caso; um pouco diferente disso, devia ser o PSD de Cavaco Silva a pronunciar-se, e talvez o próprio Cavaco fosse o melhor porta-voz, porque afinal o caso BPN está bem marcado por gente do triste tempo de governo do actual presidente da República.
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Declarações de Vital Moreira aqui.
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quinta-feira, 28 de maio de 2009

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Uma brincadeira

Depois da ida de Oliveira e Costa à Assembleia da República, e do que disse, mais notória fica a incomodidade com a presença de Dias Loureiro no Conselho de Estado. E a vergonha que essa presença constitui. Aliás, para percebermos isso, nem era preciso termos as revelações de ontem de Oliveira e Costa. Cavaco Silva criou um enorme problema ao nomear Dias Loureiro para o Conselho de Estado, uma pessoa que nada recomendava para o lugar já antes do que se vai sabendo do BPN. Confundiu as coisas. Foi leviano. Lugares como o que Dias Loureiro ocupa não são para distribuir pelos amigos. Tudo parece, afinal, uma brincadeira. E não é a primeira vez que Cavaco Silva parece brincar com coisas sérias.
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Nota: pouco depois de publicado este texto, foi anunciada a renúncia de Dias Loureiro ao cargo de conselheiro de Estado...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Revista «human» de Junho

(clicar na imagem para aumentar)
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Nas bancas a partir desta terça-feira, dia 26. Na capa, o líder da YDreams, António Câmara, entrevistado a propósito de um livro que acaba de publicar, «Voando com os Pés na Terra». Mais informações sobre a edição aqui. Deixo a seguir o meu editorial…
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O luxo de voar
António Câmara, o líder da YDreams, publicou por estes dias um livro com as crónicas que nos últimos anos foi escrevendo para jornais e revistas. É uma edição da Bertrand, com o título «Voando com os Pés na Terra». É ele o entrevistado principal deste número da «human», e logo na primeira resposta que nos deu diz que se pudesse escolher preferia que o título fosse apenas «Voando». O título não seria tão bom, obviamente, mas ele explica: «Nos últimos 10 anos, em que tenho estado à frente da YDreams, percebi que é preciso ter algum realismo. Em Portugal o realismo está muito associado à ideia de ter os pés na terra, é um realismo miserabilista, e por isso sempre me irritou, e irrita. Mas é preciso uma combinação entre o voar e os pés na terra, Cheguei a esse compromisso na minha filosofia de vida. Se pudesse ter esse luxo, só voava.»
Se não concordo com a ideia de alteração no título do livro, já com a explicação não posso deixar de concordar. Eu se pudesse também só voava e talvez então nem sequer me lembrasse de que isso poderia ser um luxo. O luxo de voar. Talvez esta expressão também desse para título do livro. Porque o seu autor, mesmo com os pés na terra, mesmo assim voa. Para longe, para muito longe, como se depreende a cada momento na entrevista, cuja leitura é imperdível. Não fora essa capacidade de voar e decerto não conseguiria ver o futuro de uma forma tão clara que lhe permite comentá-lo com o à-vontade com que um historiador discorre sobre o passado. Por isso colocámos na capa desta edição, junto ao nome de António Câmara, o título «um olhar sobre o futuro».
E em relação ao futuro, não avançando muito, indo apenas até 2015, quando a «human» já tiver passado do número 80, o nosso país será «o local mais vibrante para viver, estudar e trabalhar no continente europeu». É o que António Câmara escreve no livro, na página 122. António Câmara, um «optimista incorrigível», como se classifica. Eu não me considero tão optimista, nem tão incorrigível, mas enquanto lia a entrevista senti-me tentado a acreditar que o nosso país, um dia, não sei se um dos de 2015, poderá ser mesmo o local mais vibrante da Europa. Um líder inspirador, é o que me parece ser António Câmara. Com tantos maus exemplos nos líderes de cá, este caso do autor de «Voando com os Pés na Terra» não pode deixar de ser considerado um luxo. Talvez tanto como o luxo de voar.

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À volta da barragem (1)

(início da série)
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O fim

O jogo final – Sporting 3 (Derlei 2, Romagnoli), Nacional 1 – do campeonato, com dois pontos recuperados ao Porto. O segundo lugar pela quarta época consecutiva, provavelmente a ambição maior do incompetente presidente que felizmente está quase a abandonar o clube depois de um percurso que devia envergonhá-lo (pela forma desleixada, ligeira e distante que foi sempre a sua marca). A luta pelo título de campeão nacional fica uma vez mais para o ano, como ultimamente tem vindo a acontecer. Vamos ver que rumo trará o novo presidente, ou Paulo Pereira Cristóvão, cujas ideias me agradam mas de quem pouco conheço, ou José Eduardo Bettencourt, que me parece uma pessoa com valor mas que aparece na corrida pela presidência marcado pelas más companhias da sua lista, gente que tanto tem desprestigiado o clube nos últimos anos, gente que tem participado na delapidação do património, gente que é capaz das afirmações mais inacreditáveis para um sportinguista, como aquela de perder em casa por cinco a dois com o Barcelona ser «um resultado aceitável».
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sábado, 23 de maio de 2009

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Três anos

Este blog começou há três anos, a 21 de Maio de 2006.
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