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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Falar ao país com um morto ao lado

Vi ontem à noite na televisão uma parte da declaração de José Sócrates ao país sobre o acordo com a troica (ou troika, ou lá como se escreve). Já tinha começado na altura em que mudei para o canal em que estava a dar, e depois, antes de acabar, fui-me embora. Ou seja, não fiquei a saber como levaram para o pé dele o ministro das Finanças, que me pareceu estar morto (pelo menos não se mexia), nem como é que depois o retiraram de lá. E também não percebi como é que faziam para o ministro se aguentar de pé. Talvez uns assessores deitados no chão a segurá-lo. Ou uns fios pendurados do tecto (com a vantagem de com algum engenho dar para fazer do ministro uma marioneta, capaz de agitar os braços ou mexer a boca, ou até dar uns pontapés se algum jornalista se aproximasse para fazer perguntas). Ou então, sei lá, magia. Nos tempos que correm, já estou por tudo.

domingo, 27 de junho de 2010

Camões

Isto não tem que ver com gostar ou não gostar de Camões. O que aqui se percebe é que a frase de José Sócrates a propósito de Mário Soares («Eu gosto dos políticos que gostam de Camões.») traz logo à memória a célebre resposta de Cavaco Silva na televisão depois de lhe perguntarem se sabia quantos cantos tem «Os Lusíadas». Cavaco, como seria de esperar, não sabia, mas não teve coragem de assumir que não sabia e andou durante um bocado às voltas a dizer que se tratava mais da especialidade da mulher do que da dele. Curiosamente, alguns anos depois, uma universidade (a de Goa) resolveu atribuir a Cavaco um doutoramento, ainda que honoris causa, precisamente em literatura. Uma decisão tão incompreensível quanto leviana. A menos que tenha sido tomada por ignorância, o que sempre pode ser visto como atenuante. Além disso, ignorância por ignorância…
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Em resumo

«Com estes administradores o Estado está desgraçado». A frase foi dita hoje no Parlamento, na Comissão de Ética, pelo deputado João Semedo, quando interpelava o ex-administrador da Portugal Telecom, Rui Pedro Soares. Resume bem tudo aquilo que está na base dos trabalhos daquela comissão.
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Farpa

Ontem, no Parlamento (Comissão de Ética), houve uma altura em que Paulo Penedos fez questão de deixar bem claro que tinha feito a licenciatura em Direito na prestigiada Universidade de Coimbra e depois o estágio na ordem profissional em que agora está inscrito (Ordem dos Advogados). Presumo que estava a falar para José Sócrates. Uma farpa inesperada.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Português técnico

«Tu chamas-te Jorge…»
José Sócrates, num debate com jovens, dirigindo-se a José Luís Peixoto
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Afinal havia outro

«A investigação do caso Freeport está agora na pista de um outro primo de José Sócrates, que pode ser uma das figuras-chave para esclarecer os indícios de pagamento de ‘luvas’.»
Jornal «Sol», 04.09.09
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quinta-feira, 25 de junho de 2009

O caso PT/ Sócrates/ TVI

Cavaco Silva, que tantas vezes já critiquei (por exemplo aqui e aqui), desta vez, no estranho caso PT/ Sócrates/ TVI, parece-me que esteve muito bem. Pode ser que sirva para pôr alguma ordem nesta confusão.
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sábado, 30 de maio de 2009

Explicação

Uma das explicações para José Sócrates agora andar com Vital Moreira na campanha, sempre de olho nele e atento ao que pode a qualquer momento começar a dizer, na volta tem a ver com uma preocupação: Vital, para manter a coerência, pode de repente sentir-se tentado a dizer que também está à espera de explicações do PS sobre o caso Freeport e sobre a permanência em funções do estranho governador do Banco de Portugal e do lamentável representante português no Eurojust.
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domingo, 5 de abril de 2009

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O verdadeiro Sócrates

O verdadeiro Sócrates revela-se aqui, assustado, um bocadinho perigoso, a olhar para um lado e para outro, de advogado em punho.
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Ver aqui o artigo, tão óbvio quanto notável, que deu origem a tudo.
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O comportamento elástico

José Sócrates visto por um outro José, o Pacheco Pereira (na «Quadratura do Círculo, da SIC Notícias): «Um homem que tem um comportamento face à verdade, digamos assim, elástico.»
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sábado, 16 de agosto de 2008

Também eu

Num texto de José Pacheco Pereira no «Abrupto» leio a certa altura… «Da maneira que o PSD ainda está por dentro, feudalizado, com núcleos muito agressivos de militantes e estruturas que preferem mil vezes que Sócrates ganhe as eleições a que Manuela Ferreira Leite o possa fazer, porque pensam apenas no seu poder interno abalado pela vitória de Maio, há que compreender que há gente capaz de tudo.»
Bom, eu, na parte que me toca, também prefiro (embora não me preocupe em saber quantas vezes) «que Sócrates ganhe as eleições a que Manuela Ferreira Leite o possa fazer». E aquilo a que José Pacheco Pereira chama «poder interno» nem sei bem o que poderá ser, pois não sou militante do partido, embora tenha sido vereador na Câmara Municipal da minha terra depois de ter integrado como independente uma lista do partido, e embora pertença à Assembleia Municipal, também da minha terra, nas mesmas condições. O que sei, e muito bem, é o que significaria uma vitória da senhora para o país – que já a conhece de ginjeira –, daí que prefira que continuemos com José Sócrates e vá votar em branco nas próximas eleições (caso seja mesmo ela a candidata, ou alguém do género). Manuela Ferreira Leite à frente de um governo, além de representar uma enorme ameaça para o nível de vida dos portugueses, poderia facilmente transformar-se num passo atrás na história ainda curta da democracia no nosso país.
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Carta a Sócrates

«Já imaginou o que era bater-se com o seu principal rival partidário no campo dele (a literatura) e talvez vencê-lo em termos de reconhecimento público?», isto pergunta José Mário Silva a José Sócrates, numa carta. Ver aqui.
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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Um fax e pronto

Se fosse o Sócrates, mandava um fax e ficava doutor em menos de nada, sem chatices destas.
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sexta-feira, 16 de maio de 2008

Smoke

Por causa da confusão de José Sócrates com o tabaco, lembrei-me de uma coisa já de há uns três anos, quando era vereador na câmara da minha terra. Nas reuniões do executivo municipal, sentava-me à mesma mesa que os restantes quatro elementos (o meu colega de lista, que comigo formava a oposição, e o presidente que com dois vereadores formava a maioria). O presidente e os dois vereadores que o acompanhavam, todos fumadores, nem nas reuniões largavam os cigarros, fossem elas públicas ou não. Fartos de tanta fumarada, eu e o meu colega levámos uma proposta para ver se acabávamos com aquilo.
Costumávamos levar sempre uma série de propostas, mesmo sabendo que a maioria votava contra (aliás, o presidente nem permitia que os seus dois vereadores votassem, ele falava pelos três, «a gente vota contra», «a gente vota a favor», «a gente abstém-se»). E em relação àquela proposta de proibir que se fumasse nas reuniões de câmara achávamos que ia acontecer o mesmo, mas ainda assim decidimos levá-la. Para surpresa nossa, a maioria votou a favor («a gente vota a favor»), inclusive com o presidente a dizer que aquilo até era bom para ele, por causa da saúde (via-se que estava chateado, mas tentava disfarçar). Foi das raras propostas que conseguimos que aprovassem, mas a ideia com que ficámos foi a de que tiveram vergonha de votar contra (pelo menos o presidente, que votou pelos três).
Entretanto, o tempo passou; e tanto eu como o meu colega deixámos o executivo. O presidente por lá continua, e os dois vereadores a mesma coisa (embora um se tenha rebelado), e a julgar por algumas fotos que já vi de reuniões do executivo voltou-se à moda do fumo (desconheço se foi apresentada alguma proposta para reintroduzir o consumo de tabaco nas reuniões assim que nos apanharam longe). E com a recente lei do tabaco não sei como ficou a situação.
Deixo a seguir o texto da proposta…

PROPOSTA
ASSUNTO: «Consumo de Tabaco nas Reuniões do Executivo Municipal»
Tendo em atenção a defesa da saúde de todos os participantes nas reuniões do executivo municipal de Monchique, os autarcas signatários, em reunião desse mesmo executivo municipal do dia 02 de Agosto de 2005, propõem:
- que não seja permitido fumar durante as referidas reuniões.
Os autarcas signatários recomendam que seja discutido por todo o executivo o número de pausas por reunião e a respectiva duração, de forma a não prejudicar os membros dependentes do tabaco.

Monchique, 22 de Julho de 2005

Seguia-se a assinatura do meu colega e a minha.

(imagem: «Cat smoking a cigar», de Louis Wain)

sexta-feira, 14 de março de 2008

Os clássicos

José Sócrates apareceu numa reportagem da SIC, ao que me pareceu (só vi um excerto), humilde e com ar simpático. Achei aquilo um bocado despropositado, especialmente a estranha ingenuidade da jornalista (Raquel Alexandra) na condução da entrevista, ainda por cima uma jornalista experiente e conhecedora do mundo da política. Retive uma frase de José Sócrates, sobre o facto de ter aumentado os impostos depois de ter prometido que não o faria… «Foi então que vi aquilo que já tinha lido nos clássicos, a responsabilidade para com o país e a responsabilidade para com a minha consciência.» Leu então nos clássicos… Eça, Maupassant, Christie, Cela, Steinbeck, Rulfo, Florbela, Dickens, Salgari, Pessoa? Böll, Fenimore Cooper, Yourcenar, Verne, Wolf, Camilo, Eliot, Maquiavel, Borges? Scott, Zola, Camões, Marai, Redol, Blixen, Stendhal, Beckett, Cervantes? Bocage, Homero, Lispector, Moravia, Tolstói, Mishima, Duras, Martí, Torga? Infelizmente não deu para ficar a saber; depois da resposta, a jornalista não perguntou.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Mudança

O blog «Corta-fitas» mudou de endereço, para aqui. Começa com um texto notável de Fernando Sobral sobre o «sr. Sócrates».

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

A entrevista

Não faço a mínima ideia do que disse ontem o primeiro-ministro na televisão. Não vi a entrevista. E também não vou fazer grandes esforços para procurar informar-me.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Uma esperança

Continua no «Corta-fitas» a série «Por qué no te callas?», de Pedro Correia, protagonizada por José Sócrates. Talvez um dia Sócrates se cale, nem que seja por ter ganho alguma vergonha. Eu não acredito muito, mas há sempre uma esperança.