sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Revista «human» de Março

Capa da revista «human» de Março. Mais informações aqui.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Alguns agradecimentos

Muito obrigado ao Pedro Almeida Vieira, pelo link para este blog e para o do romance «Uma Noite com o Fogo» no seu «Estrago da Nação» (o autor tem um novo livro, que pode ser conhecido aqui). Também ao Francisco, ao João e ao Pedro; sem esquecer a simpatia da minha editora, claro, no seu novo blog.
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Obviamente...

Obviamente que não vou comentar isto (mas que o Paulo Bento parece que tem problemas de QI, lá isso parece).
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Entrevista

Coloquei hoje no blog que criei para o romance «Uma Noite com o Fogo» o link para uma pequena entrevista no programa «À Volta dos Livros», de Ana Aranha (Antena 1). Além de ouvir, também se pode fazer o download.
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O túnel

Uma toupeira, há uns dias, por aqui, com um túnel mesmo no meio do meu caminho. Na volta foi tudo ideia do Santana Lopes.
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Um blog

Criei um blog para o meu novo romance, este.
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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Um percurso, por estes dias

Ainda o amor, por José Rodrigues dos Santos

Depois disto, mais isto…
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Esperou, por isso, mais uns dias para lhe fazer novas perguntas. Decidiu-se após uma noite em que tinha chovido muito. O dia acordara molhado, com o céu coberto por um manto de bronze gasoso; os telhados gotejavam ritmadamente para os passeios alagados, como se os pingos fossem notas de uma ária, uma suave melodia que fazia da conversa um dueto, ele o tenor e ela o soprano.
O chão estava ensopado, pelo que evitaram a lama acumulada na esquina onde habitualmente se encontravam e cruzaram a rua, contornando as poças de água barrentas e as bostas de bovino espalhadas pelo empedrado.
«Se o teu pai morreu quando eras miúda, vocês vivem de quê?», perguntou Luís quando pisaram terreno mais limpo do outro lado.
(excerto do romance «A Vida num Sopro», de José Rodrigues dos Santos)
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sábado, 21 de fevereiro de 2009

Podia ter sido tipo cinco a um

Podia ter sido muito melhor (tipo cinco a um), mas também podia ter acontecido algum desastre (se tivéssemos tido azar e se a falta de vergonha do árbitro ainda tivesse sido maior do que a que foi). O Sporting 3 (Liedson 2, Derlei), Benfica 2 desta noite... Primeira ideia, o Benfica tem mesmo uma equipa débil, sendo essa debilidade feita sobretudo por três ou quatro jogadores que tendo estatuto de estrelas acabam por trocar a mediocridade (Luisão, David Luiz e por aí adiante). Mas isso aqui nem interessa muito. O Sporting... Eu não tinha uma super-motivação para este jogo, depois da vitória cinzenta do Porto em Paços de Ferreira, mas estive no meu lugar a assistir. Continuamos na corrida, e agora é ver o que faremos na visita ao Porto daqui a uma semana. Com a capacidade de luta desta noite frente ao Benfica, pode ser que as coisas corram bem, mas nunca com um trambolho a arbitrar como o que agora nos calhou (uma grande penalidade, ou talvez duas, por marcar contra o Benfica, e mais umas espertezas que foi arranjando); e nem foi surpresa, porque a figura (Olegário Benquerença) já é bem conhecida como árbitro, pelos seus méritos, mas sobretudo pelos seus deméritos. No jogo, destaque, além da capacidade de luta da equipa como um todo, para as exibições de Liedson (genial), Derlei, Vukcevik (onde estaríamos agora se Paulo Bento, estupidamente, não tivesse andado meses a queimá-lo?) e Pereirinha. Tiago afastou a tremedeira que a presença de Rui Patrício sempre causa, e Polga (que num daqueles passes sem nexo, disparatados, até teve a sorte de fazer a bola ir parar a Derlei, que marcou o segundo golo), bom, Polga ia estragando tudo com a parvoíce da grande penalidade que arranjou sobre o hondorenho do Benfica e que ainda levou ao empate a um golo. Os festejos de Soares Franco no final parecerem-me pouco naturais, como se estivesse a representar alguma coisa ensaiada à pressa umas horas antes.
(imagem - www.sporting.pt)

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O amor, por José Rodrigues dos Santos

O carro de bois avançava devagar pela rua, arrastando um carregamento de azeitonas negras, tão reluzentes que pareciam pérolas. O agricultor que conduzia o carro seguia à frente, enérgico e transpirando, as mãos a puxarem a correia que guiava a direcção do animal.
«Uga! Uga!», repetia o homem, incentivando o boi. «Para a frente, vamos! Arriba!»
Uma bosta tombou da traseira do bovino sobre o empedrado da rua com um ploc espalhafatoso. Logo que o carro de bois passou, Luís cruzou para o outro passeio em ziguezague, evitando os excrementos de animais que se acumulavam pela via.
Foi então que a viu.
(excerto do romance «A Vida num Sopro», de José Rodrigues dos Santos)
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Foi há uns anos

Como cada vez ligo menos às notícias (a verdade é que já pouco passo das coisas da bola e dos livros), ainda nem percebi se aquilo que agora insinuam sobre José Sócrates e o apartamento tem a ver com alguma suposta fuga ao fisco ou se tem a ver com algum suposto suborno recebido em espécie. Mas esta nova confusão (com Sócrates é cada tiro cada melro) fez-me lembrar de uma asneira que fiz. Foi há uns anos. Comprei uma casa e a escritura foi feita pelo valor real, isto num tempo em que o próprio primeiro-ministro (o patético Guterres) dizia que em Portugal só os parvos é que pagavam impostos. Quando fui a uma repartição de finanças para pagar a sisa, o funcionário assim que se apercebeu do que eu ia lá fazer, agarrou na papelada e disse-me: «Então, vem pagar esta importanciazita?!» Nem olhei para ele, acabei de passar o cheque e a seguir comentei: «Zita, quer dizer…» Depois, fiz a asneira. Pedi uma folha de papel e ao fim de alguma insistência o homem lá me deu. Uma folha A4. Tinha acontecido havia pouco tempo a história de Murteira Nabo, ministro, ter burlado o próprio Estado que representava, ao comprar um apartamento, precisamente naquele imposto que eu estava a pagar. Eu não percebia como é que o tipo depois do que tinha feito saía de ministro para ir ganhar não sei quantas vezes mais na maior empresa pública portuguesa (a PT), pública ou pelo menos um bocadinho pública, pois nessa altura já tinha começado a ser vendida. Pensei nisso ao pagar o meu imposto, a «importanciazita», e então deixei uma carta para o ministro das finanças, o falecido Sousa Franco, que por esses tempos tinha aparecido num programa do Herman José com umas teorias para mim esquisitas sobre o pagamento de impostos. Deixei na carta aquilo que pensava do caso do ex-colega dele, premiado com a nomeação para a presidência da PT depois de conduta vergonhosa que tinha tido, e fiz o contraponto com o meu caso, ali a pagar a «importanciazita», mais um parvo, como dizia o primeiro-ministro. O funcionário confirmou a pessoa a quem era dirigida a carta e depois disse que ia «encaminhar». Não sei para onde a encaminhou. Sei apenas que nos três anos seguintes tive sempre as minhas contas com o fisco inspeccionadas. Ficou-me de emenda.
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