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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A sabedoria do Corvo



Desempenhei dois cargos políticos em representação do PSD, por isso me choca tanto a situação actual. Com José Sócrates, em que mesmo no tempo em que havia quem lhe chamasse «menino de ouro» dava para perceber que a coisa não ia acabar bem, era diferente. Eu via os desmandos, criticava-os, mas sabia que nunca ninguém me haveria de confrontar com o que ia acontecendo. Agora não, por mais que critique a loucura que nos vai sendo preparada dia após dia não me livro, de vez em quando, de ouvir coisas do género de o partido em cujas listas já participei estar a dar cabo do país. Por mais que o outro tenha dado, e muito, ainda ficou por cá alguma coisa para Pedro Passos Coelho mostrar serviço. E como tem mostrado...
Claro que eu ainda fui a tempo de não votar em Pedro Passos Coelho. A princípio, antes da sua chegada à liderança do PSD, ainda tinha alguma expectativa, mas depois comecei a ouvir um ou outro disparate e fui desconfiando. Quase em cima das eleições para o partido fui entrevistá-lo – uma conversa muito simpática, devo assinalar –, mas eu saí de lá (dos escritórios da empresa onde ele estava na altura) espantado, ou talvez deva dizer assustado. Ainda comentei algumas das respostas com uma jornalista que me acompanhou, mas ela limitou-se a perguntar do que é que eu estava à espera.
Não votei, como disse, mas estava longe de esperar esta calamidade. De qualquer maneira, logo após as eleições comecei a perceber aquilo com que poderíamos vir a confrontar-nos. A quebra da palavra chocou-me verdadeiramente. Já estava habituado a isso com muitos políticos, mas com Pedro Passos Coelho ultrapassou-se tudo o que era conhecido em Portugal. Diga ele o que disser, depois do histórico como primeiro-ministro, sei que a sua palavra não vale absolutamente nada.
Por isso não vejo agora grandes hipóteses a não ser um governo de iniciativa presidencial – embora essa opção não esteja isenta de problemas. É dramático constatar a situação a que chegámos e ter como alternativa o partido que mais contribuiu para levar o país à bancarrota, e pior, saber que um dos ministros – nem que fosse da pasta dos automóveis de alta cilindrada – seria Carlos Zorrinho, o velho comprador da bomba de Pedro Mota Soares e agora reincidente nas compras.
Independentemente do que venha a acontecer – governo de iniciativa presidencial, eleições ou a continuidade da loucura actual –, o PSD tem de começar a pensar em livrar-se mesmo de Pedro Passos Coelho. Nem é só a questão de ganhar ou não eleições (e as dos Açores já mostraram muito), é antes de tudo não permitir que o país seja arrastado para um poço já não digo sem fundo mas com um fundo, passe o pleonasmo, muito mas mesmo muito fundo; e por um governo que em grande parte o representa. Quanto a eleições, para o PSD, o melhor será pensar a médio ou mesmo a longo prazo, porque as próximas é para perder, e por muitos.
Acho que se numa eleição nacional o PSD, depois de tudo o que um governo em grande parte seu tem feito ao país, tiver mais de dez por cento dos votos, será caso para dizer que se caiu na loucura total. Mas se calhar até se aproximará dos vinte e cinco ou trinta, e para isso eu nem quererei pensar em explicações (sei que nunca as encontrarei). Falo em dez por cento para não falar em menos, ou até para não falar inclusive em zero, porque a sabedoria do Corvo, onde agora nas eleições açorianas ninguém votou neste PSD, dificilmente chegará ao país.

Uma nota: no Corvo o PSD fez um acordo com o PPM tendo em vista a eleição de um deputado monárquico em vez de dois socialistas; não deixa no entanto de ser simbólica a imagem de zero votos.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Agora

Com um pastel de nata desenha-se uma estratégia de internacionalização. Com uma mentira foge-se a todas as promessas. Com uma golpada fica-se doutor.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Tendências

Em Portugal em vez de se apostar em ministros topo de gama aposta-se em carros topo de gama para os ministros.

domingo, 16 de outubro de 2011

Duas dúvidas

Estive fora hoje. Foi criado entretanto mais algum imposto? E a respeito de roubos, há novidades?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Os javalis pequenos saíram à noite


Enquanto Pedro Passos Coelho anunciava mais medidas de austeridade, eu estava a trabalhar (mais umas duas horas e não a meia hora da treta que ele anunciou). Só o ouvi depois no carro, de regresso a casa. Foi poucos minutos a seguir a ter parado no meio do campo por causa dos javalis pequenos, que parece que escolheram esta noite para uma saída geral (tentei apanhar alguns com o telemóvel, mas não saiu grande coisa porque uma mão tinha de estar sempre no volante para direccionar a luzes). Depois, já mesmo a chegar, ainda dei com o texugo gordo do montado (que não via há meses), mas esse até ao telemóvel conseguiu escapar, correndo de forma atabalhoada e com as banhas aos saltos. E ao estacionar o carro, não sei por quê, liguei o rádio. Lá estava o tipo a anunciar as medidas, pesaroso. É melhor ser pesaroso do que ser mentiroso, acho eu. Nos primeiros anúncios, mal chegou ao governo, passou por mentiroso, depois do que tinha apregoado na campanha, onde até uma adolescente de uma escola teve a lata de enganar. Agora é diferente. Já não se trata de mentiras. Anunciou, está anunciado. Presume-se que não tinha feito promessas para 2012 ou para 2013, apenas para 2011. E portanto, agora, anunciou. Apareceu então pesaroso, apenas isso. Deve ter percebido que um primeiro-ministro não deve mentir, até deve ter percebido – arrisco – que qualquer pessoa não deve mentir. Fico agora a aguardar pelos novos modelos de carros que os membros do governo e outros parecidos vão passar a usar. Não creio que no estado em que o país se encontra possam continuar com Mercedes e BMWs de alta cilindrada, como os que hoje vi de um lado para o outro junto à Presidência do Conselho de Ministros. Certamente irão trocar por outros, e nalguns casos abolir o direito a carro. Os que mantiverem esse direito, espero que não usem mais do que utilitários. Um Fiat Punto para secretário de Estado, uma coisa um bocadinho acima para ministro. Não vai cair a ninguém nenhum parente na lama, quase de certeza. Se cair, enfim, que se levante.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

sexta-feira, 5 de março de 2010

terça-feira, 2 de março de 2010

Portugal, hoje

Uma reflexão sobre Portugal, do meu amigo Carlos Antunes, publicada inicialmente aqui.
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Os salteadores da pátria perdida
«Portugal não tem dimensão para se roubar tanto.» Pedro Ferraz da Costa, presidente do Fórum para a Competitividade e ex-líder da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), «Expresso» de 15.08.09
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Os casos recentes ou mais antigos que retratam as redes de corrupção que abrangem agentes políticos do Estado e executivos da alta finança (Operação Furacão, Portucale, Freeport, BPN, Submarinos, Face Oculta, etc) são realmente a visibilidade do estado a que chegou o regime democrático instituído no pós-25 de Abril.
À sombra da ética republicana, assistiu-se a um conúbio entre o poder político e económico, que propiciou um quadro de oportunidades para um acumular súbito de riqueza por parte de políticos como não há memória de presenciar.
Esses políticos, de um modo geral, chegaram ao exercício da política sem grandes recursos que não fosse o sentido de oportunidade, a esperteza prática, a determinação e a dedicação dos ambiciosos, e também a resistência e o facto de pouco ou nada terem a perder.
À sombra dos poderes instituídos, tiveram um sucesso para além de tudo o que podiam imaginar. E tiveram sorte: a cornucópia de fundos comunitários; os novos grupos económicos saídos das privatizações à procura de contactos, de acessos, de respeitabilidade; e a acumulação de riqueza na bolsa, ainda por cima – numa época de media não submetidos aos ditames da falta de vendas que os não sujeitavam a escrutínio – abriu portas a riquezas suspeitas e a futuros insuspeitos.
Na fase formativa da sua vida política, de um modo geral jovens, vindos da província, formatados politicamente nas juventudes partidárias, provaram o fruto encantador e embriagante do poder e de tudo a que ele se liga. Ganharam eleições, destruíram oposições, comandaram legiões, conspiraram, foram recebidos nos salões da alta burguesia renascida e nos «montes» senhoriais da velha aristocracia, acreditaram que Portugal mudara, que era um país novo e diferente do que lhes fora legado, e que se encontravam predestinados – bafejados pelas deusas da Oportunidade e da Fortuna – a ser a nova elite que se perpetuaria no poder e nos poderes.
No fundo, quais caçadores da arca perdida do Indiana Jones, estes salteadores da pátria perdida (e sem rumo) têm vindo ao longo dos anos a roubar as nossas parcas riquezas, sequestrando e escravizando os cidadãos.
Agora, no momento de terem de responder pelos valores do património nacional que lhes foram confiados e que se entretiveram a delapidar num universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça, tiveram mais uma vez sorte: a sorte de contar com a lentidão de uma Justiça inepta e incapaz de investigar, julgar e punir devidamente tais crimes; a sorte de se apoiarem num Jornalismo que de verdadeiro quarto poder – em que só pela sua acção se sabia a verdade sobre os «podres» forjados pelos poderes político e judicial – passaram a esconder as verdadeiras notícias e a «prostituir-se» na sua dignidade profissional com a transmissão dos «recados» daqueles poderes, sentando-se à mesa dos corruptos e com eles partilhando os despojos.
Tudo isto lhes deu tempo.
Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes de corrupção por parte dos agentes políticos do Estado e dos executivos da alta finança se torne habitual e seja por isso desconsiderada.
Tempo para que estas práticas sejam toleradas, para que nada se esteja a fazer para lhes pôr termo.
Tempo, enfim, para se protegerem uns aos outros com o envio de uma mensagem cada vez mais interiorizada pelo comum dos cidadãos: «nos grandes ninguém toca».
Depois de salteadores, tornaram-se eles próprios intocáveis.

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Cada vez mais...

Cada vez mais me vou convencendo de que boa parte da nossa política é feita por bandidos.
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Uma das melhores crónicas

Coloco aqui porque está disponível na Internet. Uma das melhores crónicas escritas nos últimos anos em Portugal. De Mário Crespo.
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O palhaço
O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico, seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir, violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço.

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Nas Canárias

Uma antologia, em castelhano, com autores portugueses e das Canárias, da editora Baile del Sol. Chama-se «De la Saudade a la Magua». Além de mim, participam A. M. Pires Cabral, Maria do Rosário Pedreira, Fernando Esteves Pinto, Filomena Marona Beja, Gonçalo M. Tavares, José Carlos Barros, Lídia Jorge, Miguel Real, Maria Antonieta Preto, Paulo Bandeira Faria, Paulo Kellerman, Rui Costa, José Rivero Vivas, Eduvigis Hernández Cabrera, Anelio Rodríguez Concepción, José Manuel Hernández, Gabriel Cruz, Víctor Ramírez, Roberto Cabrera, Quintín Alonso Méndez, Javier Hernández Velázquez, José Manuel Brito, Eduardo Delgado Montelongo, Alicia Llarena, Agustín Díaz Pacheco. Coordenação de Agustín Díaz Pacheco e Fernando Esteves Pinto. Prefácio de Henrique Manuel Bento Fialho. O que eu escrevi começa assim: «Junto a la alambrada de la Hacienda del Convento, muy cerca de donde liberó los pinchos del alambre de espino del cuerpo de una garza…»
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Sempre o BPN

«Portugal hoje é um grande BPN.»
Henrique Medina Carreira, na SIC Notícias
«Portugal é uma holding de rapinagem que faz o que se passou no BPN parecer a contabilidade de uma igreja mórmon.»
Mário Crespo, no Jornal de Notícias
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terça-feira, 10 de março de 2009

Uma síntese

Nem chega a vinte e cinco minutos. É uma síntese, triste e verdadeira, de Portugal. Para ouvir aqui.
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A pátria

Mandou-me isto há uns dias o meu amigo Carlos Perdigão.
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«Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.»
Guerra Junqueiro, «Pátria», 1896
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(Nota: colocado há dias no blog «Delito de Opinião»)
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Sem palavras

Provavelmente sou o único a nada dizer sobre a derrota de quarta à noite com a Dinamarca (a Dina marca, ou marcou, como ouvi a alguém). Mas a verdade é que não tenho palavras.
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terça-feira, 17 de junho de 2008

Vestidas de Portugal

As malvas, aqui mesmo à porta, vestidas de Portugal. Acaba por nem ser preciso colocar as bandeiras do senhor Scolari.
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domingo, 23 de março de 2008

Na sala

Mais dois vídeos sobre a educação em Portugal, via blog «Grande Loja do Queijo Limiano»: este e este.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

«O general no nosso labirinto»

Artigo do general Garcia Leandro publicado no «Expresso» da semana passada disponível aqui, no blog de José Adelino Maltez. «O general no nosso labirinto», como escreve no mesmo jornal, hoje, Miguel Sousa Tavares.

domingo, 29 de julho de 2007

Ainda aquela coisa da união com Espanha

Estranho, muito estranho, o editorial de José António Saraiva no «Sol», este Sábado. Ainda o caso Saramago e da sua despropositada Ibéria. Saraiva, pelo que percebi, tem uma posição contrária, ou pelo menos defende que a nossa independência depende apenas de nós, da nossa vontade (ainda bem que não é da de Saramago). Há uns tempos, ainda no «Expresso», o arquitecto foi um dos «pioneiros» desta ideia manhosa da união com Espanha, mas felizmente agora parece que a coisa lhe passou. Terá mudado mesmo de opinião com a passagem de um semanário para outro?
Curiosamente, no mesmo dia, num dos cadernos do «Expresso», Francisco Belard faz uma revelação. Nos anos 80 do século passado, Saramago, nos bastidores de um encontro de escritores ibéricos – em que parece que os escritores o que mais fizeram foi andar às turras –, terá dito que «de Espanha nem bom vento nem bom casamento». Se não estava apenas a declamar provérbios, não deixa de ter a sua piada.

quarta-feira, 18 de julho de 2007