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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

terça-feira, 14 de julho de 2009

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

À solta

Ver aqui. As capas dos novos livros da Quetzal.
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Os novos romances de Saramago e Rodrigues dos Santos

Este ano, pela primeira vez, dá para acompanhar de perto a Feira de Frankfurt, principalmente com a ajuda do Francisco José Viegas no blog da revista «Ler» e dos autores do Blogtailors. Foi aliás deste último blog que tirei estas fotos das capas dos novos romances de José Saramago e José Rodrigues dos Santos, «A Viagem do Elefante» e «A Vida num Sopro». Considerando as duas imagens, parece que a mulher na estação dos comboios está a fazer um enorme esforço para conseguir ver o elefante roxo, que se afasta devagar não se sabe para onde.
.(clicar nas imagens para aumentar)
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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Apanhado a ouvir

Foi na semana passada, quarta-feira. Regressava a casa depois de uma noitada na revista, ainda a tempo de apanhar um pouco de uma conversa, na «Antena 1», de Francisco José Viegas com Mário de Carvalho, a propósito do romance «A Sala Magenta», bem recente. A primeira coisa que ouvi do Francisco, poucos segundos depois de ligar o rádio, foi algo como imaginar sempre as pessoas a conduzirem à noite, pela auto-estrada, enquanto ouviam o programa. Naquele momento, senti que tinha sido apanhado. Lá ia eu, pela auto-estrada, a ver se passava despercebido, e de repente o próprio autor do programa a sair-se com aquilo… Ainda estava a muitos quilómetros de casa, a passar ao lado de Palmela, como a certa altura do meu romance «O que Entra nos Livros»: (...) Avançando pela auto-estrada, com as luzes de Palmela à minha direita – umas luzes altas que por vezes faziam lembrar uma armada de naves espaciais a aproximar-se (…)
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quinta-feira, 19 de junho de 2008

O mesmo digo eu

«Estou apenas à espera dos Jogos Olímpicos para dizer mal da China.»
Francisco José Viegas, hoje no seu blog «A Origem das Espécies».
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sexta-feira, 13 de junho de 2008

Promete

Parte das crónicas escritas por Francisco José Viegas nos últimos anos. Pela capa, o livro promete; pelo que se conhece das crónicas, a mesma coisa.

terça-feira, 3 de junho de 2008

A minha proposta

A ideia de Osvaldo Manuel Silvestre (ver post anterior) é muito boa. Depois de Pedro Mexia, Jorge Reis-Sá propõe aqui Francisco José Viegas. Eu proponho José Luís Peixoto (se o Jorge não se tivesse adiantado, eu próprio haveria de propor o Francisco). Já agora, alguém podia propor uma mulher.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

O texto mais bonito

As coisas que têm sido escritas sobre a Feira do Livro de Lisboa… Os textos são tantos que de certeza seria possível publicar vários livros se o material fosse reunido. O mais bonito que li é este, do Francisco.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Uma pequena maravilha

Estive na noite de terça-feira no lançamento da revista «Ler», em Lisboa, no Belém Bar Café (foto). Trouxe um dos exemplares que distribuíram. Em casa, pela noite fora, percebi que se tratava de uma pequena maravilha. Trabalho fantástico do Francisco José Viegas e de quem o acompanha no projecto. Todos de parabéns.

sábado, 19 de abril de 2008

A nova «Ler»

Capa do primeiro número da nova «Ler», dirigida por Francisco José Viegas. Sobre quem lá apareceria, fizeram-se apostas aqui.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

A melhor mentira

Já não se usa muito, mas sempre aparecem algumas: as mentiras do dia um de Abril. A melhor deste ano parece-me que foi esta.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Os políticos actuais não vão escrever as memórias

Bem interessante a entrevista dada por Francisco José Viegas ao Tiago Salazar (revista «Magazine Artes» deste mês). «Volto aos exemplos dos políticos. Já reparou como são os seus discursos? Já comparou o grau de instrução efectiva dos políticos portugueses do século XIX com o dos de hoje? Acho que há uma diferença abissal. Esta gente, quando envelhecer, não vai escrever as suas memórias, pela simples razão de que não sabe escrever… Há excepções, que são saborosas, naturalmente, mas a média é muito fraquinha.»

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Uma mudança

Francisco José Viegas deixa a Casa Fernando Pessoa para ir dirigir a revista «Ler», no que se espera que possa ser um projecto muito interessante. Os dois anos do Francisco à frente da Casa Fernando Pessoa tocaram a excelência. Com recursos mais do que escassos, a casa tornou-se num lugar de referência da nossa vida cultural. Um verdadeiro exemplo do que é gerir na área da cultura, um exemplo para onde até (ou principalmente) ministros deviam olhar.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Dois livros

Os dois pequenos textos que referi no post anterior, sobre dois livros. São incluídos na edição de Fevereiro da revista «Pessoal». O novo volume de poesia de Francisco José Viegas e um livro polémico de Christopher Hitchens.

A poesia de Francisco José Viegas
Um dos mais notáveis autores portugueses, tanto na ficção como na poesia. É o seu título mais recente, «Se me Comovesse o Amor», poesia trazida a público como habitualmente pela Quasi Edições. Na apresentação do livro, o crítico literário Pedro Mexia realçou uma característica do autor, a de fazer muitas coisas diferentes e ser capaz de fazê-las todas bem feitas. Sobre poesia não será muito de ir por aí, mal feita, bem feita; por isso, desta recolha de poemas, o melhor talvez seja confessar como se lê, ou melhor, a sensação que fica quando se lê: a sensação de que somos nós que estamos em muitos dos versos, como se Viegas nos confrontasse com a nossa própria vida, como se a sua poesia fosse um retrato nosso, dos nossos sonhos, dos nossos medos, a redacção quase fiel das nossas interrogações. «Envelheces tanto de cada vez que o dia termina/ e olhas para trás. Tens medo do começo do fim,/ das tardes de domingo…»
Francisco José Viegas, «Se me Comovesse o Amor», Quasi Edições, 56 pp.

Para uma visão laica da vida
Um livro que redefine o debate sobre a religião na vida pública. O autor, o norte-americano Christopher Hitchens, considerado pelo «London Observer» como «um dos jornalistas mais brilhantes do nosso tempo», explica que a religião é «uma distorção das nossas origens, da nossa natureza e do cosmos», descrevendo a sua viagem intelectual para uma visão laica da vida. «Persistem quatro abjecções irredutíveis à fé religiosa: falseia completamente a origem do homem e do cosmos; devido a este erro original consegue combinar o máximo de subserviência com o máximo de solipsismo; é, simultaneamente, o resultado e uma causa de uma perigosa repressão sexual; e, em última análise, fundamenta-se em pensamento ilusório.»
Christopher Hitchens, «deus não é Grande», Publicações Dom Quixote, 358 pp.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Pronto...

Pronto, lá vou começar a comprar o «Correio da Manhã»; por causa disto.

domingo, 30 de dezembro de 2007

Vale mesmo a pena

Vale mesmo a pena ler o balanço do ano que o Francisco publica no seu «A Origem das Espécies»; aqui, aqui e aqui. Não surpreende, vindo do mais notável autor da blogosfera (acho que se escreve assim) portuguesa.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Os comentários

Voltaram os comentários ao blog de Francisco José Viegas. Na altura em que ele decidiu suspendê-los, eu tinha uma crónica sobre blogs numa revista. Escrevi sobre o assunto. Isto…

As devidas diferenças
Tenho um blog. Coisa de dois ou três meses, não mais. E até aqui nunca tinha pensado muito no que algum visitante pudesse lá colocar. Só uma vez tive problemas, não com um comentário de que não tenha gostado (esses, há que aguentar), mas com um a descair para o ordinário. Não é de admirar um tal descanso; a ideia que tenho é a de que pelo blog passam uns visitantes de vez em quando, uns amigos, uns familiares, ou então algum desgraçado que ande perdido, sem encontrar a saída, nas auto-estradas – como se dizia nos primeiros anos destas coisas – da informação. Por isso, quanto a comentários, quase que só no dia em que o rei faz anos; e sendo Portugal uma república – que cada vez mais pessoas defendem ser das bananas – então está-se mesmo a ver o que me calha.
Já o mesmo não acontecia com Francisco José Viegas. Com ele, ou antes, no blog dele, os comentadores eram mais do que muitos, atropelavam-se uns aos outros, interpelavam-se também uns aos outros e, pior do que isso, interpelavam o próprio autor, e por vezes pareciam mesmo com vontade de atropelá-lo. E então deu nisto, ou melhor, deu num post de Francisco José Viegas do dia 23 de Julho que dizia assim: «Este blog deixa, a partir de hoje, de ter comentários. Não tem a ver com a publicação de ‘opiniões contrárias’ no espaço do blog destinado aos comentários – nunca houve censura. Mas qualquer blogger tem direito a manter limpo e decente o seu blog. A generalidade dos leitores do ‘A Origem das Espécies’ sempre foi cordata e correcta nos seus comentários, mas acaba por ser intolerável a presença de textos insultuosos nesse espaço que até agora foi público. Já há lixo a mais por aí fora. O endereço habitual de e-mail continua disponível, como sempre esteve, para todos os leitores que pretendam comentar ou ver publicadas as suas opiniões no ‘Origem’.»
Para mim, tirando um ou outro caso, o problema dos comentários do blog de Francisco José Viegas foi o mundial de futebol e as confusões com o Scolari, o Quaresma e mais uma data de cromos da bola. Umas opiniões sobre livros, ou sobre política, e a coisa ainda vai, mas quando se mete o futebol ao barulho as medidas são sempre outras. E, claro, o blog do ferrenho adepto Viegas começou a encher-se do tal «lixo» e dos tais «textos insultuosos», sendo que ainda por cima se trata de um tipo de «lixo» impossível de reciclar, nem com o recurso às mais avançadas técnicas de edição.
Francisco José Viegas tem publicado algumas mensagens que agora recebe por e-mail a propósito do que vai acontecendo no blog. Eis alguns exemplos, que dão para perceber o acolhimento que teve a decisão de acabar com os comentários: «(…) o direito ao contraditório é e será sempre um pilar fundamental da democracia. Energúmenos sempre houve e haverá, mal-educados idem aspas. Mas acredito que para combater a estupidez a melhor forma não é a mordaça. É, sim, o confronto intelectual.»/ «(…) para tentar dar alguma importância ao lixo, tento fazer notar que na ouverture [bela palavra…] de ‘A Origem das Espécies’ você cita Darwin para frisar que quer ‘consider the value of the differences between the so-called races of man’. Sinceramente, o lixo é tão fundamental para este propósito como qualquer centelha de razão, lucidez ou inspiração. (…) Acho a atitude ‘deixas-me dizer ao mundo que existo?’ legítima por parte do blogger comentador e acho ainda a atitude ‘vá lá, diz lá ao mundo que existes’ um sinal de extrema generosidade por parte do blogger comentado. (…) um comentário deixa-se com alguma impunidade no que diz respeito à relativa leviandade e inanidade do seu conteúdo. Um e-mail redige-se e envia-se com alguma reflexão. Suponho (ou espero) que lhe seja mais compensadora a leitura da correspondência do que a leitura dos comentários.»
Eu, cá no meu canto, noto que numa coisa levo vantagem a Francisco José Viegas. Raramente preciso de me chatear muito. Uma opinião dele não é como uma opinião minha, ou melhor, dizendo ao contrário e talvez de forma mais correcta, uma opinião minha não é como uma opinião dele. Há que ver, como se usa muitas vezes noutro tipo de construção frásica, as devidas diferenças. A verdade é que posso escrever as barbaridades que quiser no meu blog que nunca dá muita confusão. Posso até escrever coisas que dificilmente poderão ser consideradas barbaridades e o resultado será o mesmo. Pudesse Francisco José Viegas um dia desfrutar dessa tranquilidade…
Blogs consultados: http://www.origemdasespecies.blogspot.com/ («A Origem das Espécies»), mantido por Francisco José Viegas; e o meu, é claro, mas muito a correr.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Lição

Uma verdadeira lição sobre gestão cultural, aqui; Francisco José Viegas em entrevista ao «Correio da Manhã».