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domingo, 24 de agosto de 2008

Finalmente

Acabou hoje, finalmente, a edição dos jogos olímpicos da vergonha. A palavra «vergonha» não tem nada a ver com a participação portuguesa, independentemente de ter sido melhor ou pior; a vergonha é o facto de se ter atribuído a organização de uma competição tão significativa a um país onde parece perpetuar-se no poder uma ditadura sinistra que não tem nenhum respeito nem pela dignidade humana, nem pela própria vida (e que até para os jogos arranjou atletas-escravos). Depois do que assinalei aqui, obviamente que não escrevi nenhum post sobre o decorrer destes jogos.
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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Quase duas décadas depois

Começam hoje os jogos olímpicos da vergonha, quase duas décadas depois disto; e mais isto, e mais isto, e mais isto, e mais isto, e…
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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Pouco antes de começarem os jogos olímpicos da vergonha

Divulgado há pouco pelo P.E.N. Clube Português.

Acabámos de receber esta informação do PEN Internacional, assinada pelo Secretário-Geral e pelo responsável pelo Comité dos Escritores na Prisão.
Saudações,
P.E.N. Clube Português

5 August 2008
Dear Friends,
Three days before the opening of the Olympic Games in Beijing on 8 August 2008, International PEN, the world association of writers, notes that:
- there are 44 writers and journalists currently held in Chinese prisons;
- dissident writers and journalists not in prison face serious restrictions on their movements and on their ability to speak and publish freely;
- Internet censorship and other laws such as subversion and inciting separatism or "splittism" are regularly used to deny the universally-guaranteed right to freedom of expression;
The Olympic ideal speaks of ‘equality of sports which are international and democratic’.
The goal of the Olympic movement is to ‘contribute to the building of a peaceful and better world by educating youth through sport, practiced without discrimination of any kind, in a spirit of friendship, solidarity and fair play.’
International PEN therefore asks:
How do arrests of writers and censorship tally with democracy?
How can suppression of reporting promote equality and peace?
Fair play and censorship are not compatible, nor does the repression of writers promote the building of a peaceful and better world.
International PEN urges the Chinese government to affirm its commitment to promoting the spirit of the Olympic ideal by:
- releasing all writers and journalists currently imprisoned and stop detaining, harassing, and censoring writers and journalists in China;
- end Internet censorship, and reform laws used to imprison writers and journalists and suppress freedom of expression;
- abide by its pledge that "there will be no restrictions on media reporting and movement of journalists up to and including the Olympic Games."
Sincerely,
Eugene Schoulgin, International Secretary, on behalf of the Board of International PEN
Karin Clark, International PEN Writers in Prison Committee
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quinta-feira, 31 de julho de 2008

A vergonha está quase a chegar

Faltam poucos dias para o início dos jogos olímpicos da vergonha, os de 2008, que vão dar um grande contributo para caucionar a barbárie da ditadura de Pequim. Por falar em vergonha, vergonha deviam ter os responsáveis do Comité Olímpico Português, por mandarem para estes jogos os nossos atletas. E os do Comité Olímpico Internacional ainda mais vergonha deviam ter, porque a sua cumplicidade com a barbárie é bem maior. De qualquer forma, o Comité Olímpico tem uma longa tradição de suporte a ditaduras (veja-se o caso da edição de 1980, em Moscovo, onde Portugal não marcou presença), nalguns casos ditaduras piores até do que a chinesa (basta lembrar a edição de 1936, em Berlim, com o Comité Olímpico de braço dado com a Alemanha nazi).
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sábado, 21 de junho de 2008

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Pauleta volta a falhar

A imagem que tenho de Pauleta, sobretudo na selecção nacional de futebol, é a de falhanços, ou às vezes nem isso; às vezes o que acontecia é que Pauleta passava os jogos praticamente sem se mexer e a equipa parecia que jogava com dez. Mesmo assim, ele conseguiu tornar-se o jogador com mais golos marcados pela equipa portuguesa, muito à custa de selecções fraquíssimas e, lá de quando em quando, de uma ou outra distracção das defesas de selecções mais fortes (Brasil, Inglaterra e Holanda, por exemplo).
Mas se Pauleta nunca me surpreendeu com as más exibições na selecção (veja-se o Europeu de 2004 e o Mundial de 2006), uma vez devo confessar que me deixou espantado… Durante a preparação do Mundial 2006, uma rádio fez um trabalho com todos os jogadores seleccionados, pedindo que revelassem a canção da sua vida. Quando chegou a vez de Pauleta, imagine-se o que saiu? Nem mais nem menos do que uma coisa do Quim Barreiros chamada «A Garagem da Vizinha». Eu não conhecia a canção, mas a rádio meteu-a a tocar. No Youtube é capaz de dar para ouvir… Lembro-me de que na altura pensei: «mas é este tipo que na Alemanha vai jogar no ataque da selecção nacional, se calhar até como capitão?; isto não deve dar grande resultado!» Pauleta haveria de marcar um golo, logo no início do primeiro jogo, com Angola, o que foi um péssimo registo. Já a selecção, foi o que se sabe, fez uma competição fantástica. E com um jogador tipo Drogba no ataque, se houvesse por cá algum, certamente teria chegado ao título mundial.
Agora Pauleta surpreende-me de novo. Vai transportar a chama olímpica, alheio à barbárie chinesa no Tibete. Talvez seja o maior falhanço da sua carreira.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Nunca é demais lembrar

A dignidade

Dignidade, a de François Sarkozy (cujas posições noutras alturas critiquei), na pressão sobre o criminoso regime chinês. Ao mesmo tempo, Durão Barroso dá mostras mais uma vez da sua tendência para escolher o lado errado (e mais cómodo, é claro).

quarta-feira, 17 de outubro de 2007