Claro que coisas como esta (post anterior) de uma pessoa ser inquirida por «delito de opinião» são apenas a imagem de um país que quando olha para outros nem os avista, de tão à nossa frente que vão em matéria de liberdades e de direito a uma cidadania plena. De cada vez que surge um destes episódios, e nos últimos tempos começaram a vulgarizar-se, lembro-me sempre do que contei aqui em tempos, de o vereador da cultura da câmara municipal da minha terra, Monchique, ter tido a lata de mandar suspender todas as actividades culturais no concelho durante uma semana, há três ou quatro anos, com o cuidado de incluir o dia para o qual a biblioteca municipal me tinha convidado para uma conversa com os leitores. Contei isso, de forma resumida, aqui. Um dia contarei como acabou, também já neste século XXI, a «moda» de a câmara fechar no dia dos anos do presidente.
Mostrar mensagens com a etiqueta Há sempre mais um inquisidor aí pelas redondezas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Há sempre mais um inquisidor aí pelas redondezas. Mostrar todas as mensagens
sábado, 25 de agosto de 2007
Coisa espantosa
Sobre isto, o Conselho Directivo do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) vai instaurar um inquérito com eventuais consequências disciplinares ao professor catedrático José Adelino Maltez (na foto), autor do blog «Sobre o Tempo que Passa». Pode ler-se aqui («Diário de Notícias»). O presidente daquele Conselho Directivo é João Bilhim, que conheço apenas de dois ou três contactos profissionais. João Bilhim diz ao «Diário de Notícias» uma coisa espantosa: que «ele próprio viu o site do Centro de Estudos e Administração Pública e Políticas Públicas, que dirige, ir abaixo durante as reformulações no endereço electrónico do ISCSP… ‘e não desatei aos pontapés e a chamar nomes a ninguém’». Mas se viu o referido site ir abaixo, ou ser deitado abaixo (como fizeram ao arquivo do Centro de Estudos do Pensamento Político, de José Adelino Maltez), e mesmo assim não mexeu uma palha (nem se pedia que desse pontapés), na volta é porque não considerava de grande interesse a sua existência, apesar de ser ele próprio a dirigi-lo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)