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sexta-feira, 14 de março de 2008

Uma noite tranquila

Não tenho visto os jogos do Sporting ao vivo, tenho-me ficado pela televisão. Mas ontem à noite vi mesmo em Alvalade o Sporting 1 (Pereirinha), Bolton 0, para os oitavos de final da Taça UEFA. A equipa pareceu-me bem arrumada e a jogar com alguma aplicação, mas nota-se que as coisas não estão bem, que a equipa está com limitações, sobretudo a atacar, além de nos remates estar nitidamente desastrada. De qualquer forma, até pelo nível do adversário, deu para a noite ser tranquila. Destaque para o facto de só terem alinhado jogadores, digamos assim, normais, ou seja, que estão à vontade com a bola; isto, já se vê, com excepção de Anderson Polga, que ontem à noite, ainda por cima, deve ter tido uma das suas exibições mais cómicas, dignas de integrarem a programação daqueles espectáculos internacionais de circo que passam na televisão, normalmente com os príncipes do Mónaco a assistirem (podia dar vontade de rir mas não dá, porque na sade, sem que se perceba a razão, há quem se desunhe para renovar-lhe o contrato por não sei quantos anos; e eu não me imagino a ver lá pela época de 2010/ 2011, por exemplo, a Sporting ainda a jogar com o central brasileiro – mas a realidade, por vezes, ultrapassa a imaginação, como aliás Polga bem provou ontem à noite com alguns passes verdadeiramente inimagináveis). Ainda do jogo, destaque também para a exibição de Pereirinha (não apenas pelo excelente golo), para algum apagamento de Vukcevic, para o regresso de Liedson e para a sensação de insegurança que Rui Patrício por vezes transmite.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Em Bolton, onde não vi passar nenhum gestor

Bolton 1, Sporting 1 (Vukcevic). Frente a uma equipa tão tosca que se calhar poderia integrar na perfeição elementos como Purovic ou Anderson Polga, o Sporting passou quarenta e cinco minutos a dormir e mais quarenta e cinco e ver, como dizia o outro, se se safava. As coisas acabaram por correr bem, nomeadamente com o aparecimento de Vukcevic na parte final. Paulo Bento entrou com uma equipa certinha (tirando os problemas do centro da defesa e a insegurança de Rui Patrício, que até se meteu à maluca defender com as mãos uma bola bem fora da área) e não fez substituições parvas como por vezes acontece (pode-se até dizer que se esmerou com a entrada de Romagnoli e com a oportunidade concedida ao jovem Adrien). Mais… Nas imagens do jogo não vi passar nenhum gestor (?), o que é sempre de louvar e até faz com que me esqueça de que a sade existe. E outra coisa… Desta noite europeia, pelo que deu para perceber que aconteceu para os lados da Luz, fica uma sensação de enorme frustração pelo empate do passado fim-de-semana, assim como pelo atraso de cinco pontos que temos na classificação; e uma nota, também sobre o jogo da Luz: o avançado com nome de inspector da PIDE voltou a repetir a graça de dar uma cotovelada num adversário e o árbitro – ao contrário do inclassificável Paraty – não esteve com meia medidas e mandou-o para a rua (talvez a partir de agora esse avançado passe a ter mais cuidado, e também a evitar aquelas tiradas idiotas sobre o futebol não ser para mulheres).