O jogo de estreia do Sporting no campeonato, ontem à noite – Sporting 3 (Tonel, Izmailov, Yannick), Trofense 1 – foi bastante esquisito. Primeiro a equipa a entrar muito bem, enquanto o Trofense se mostrava completamente inofensivo; se as coisas tivessem continuado assim até ao final, talvez o resultado chegasse a uns cinco ou seis a zero. Depois, perto do sessenta minutos, uma decisão do árbitro que mudou tudo, com o Trofense a marcar um golo de penalty e a ameaçar que podia reentrar no jogo (ou entrar pela primeira vez, pois a verdade é que de início não foi bem entrar, foi mais andar pelo relvado). Do penalty inventado pelo árbitro (ou pelo auxiliar; a asneira, ou esperteza, é a mesma), pouco a dizer, porque o lance nem foi polémico. Viu-se claramente que a falta do desastrado Polga foi bem fora da área, mas o Sporting já teve, e até naquele estádio, muitas outras asneiras do género para agora estar habituado (para dar dois exemplo, um contra e um a favor, basta lembrar o célebre golo com a mão do Paços de Ferreira e um golo que não foi considerado, do União de Leiria, com o agora felizmente já esquecido Ricardo a defender a bola um metro dentro da baliza). Foi o penalty que parou o ascendente do Sporting sobre o Trofense, o penalty e a expulsão (merecida) de Polga, que realmente quando quer é mesmo um desastre dentro do campo. O único jogador sem grande jeito para o futebol que entrou ontem na equipa inicial, em vez de correr mais lembrou-se de tentar fazer um corte à maluca quando um adversário ia isolado, e assim arranjou a expulsão (que o árbitro complementou com o penalty). Tivemos de apanhar novamente com o despropositado Caneira em campo, e com o castigo de Polga a presença do auto-intitulado grande líder no próximo jogo, em Braga, é garantida, o que não pode deixar de ser preocupante (se a Polga falta jeito com a bola, a Caneira falta tudo, jeito com a bola, aplicação, capacidade de luta e mais uma série de características que poderiam justificar a sua inclusão no plantel do Sporting).
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