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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Deu para disfarçar por mais um tempo os problemas causados por um grupo de dirigentes nitidamente desligados do clube

Uma exibição igual às outras duas do campeonato, mas com uma vitória – Académica 0, Sporting 2 (Liedson, Yannick) . Deu para disfarçar por mais um tempo os problemas causados por um grupo de dirigentes nitidamente desligados do clube. Mas quem consegue olhar friamente para o que vai acontecendo, especialmente se for do Sporting, não pode deixar de assustar-se. De qualquer forma, algumas boas notícias: a entrada do espanhol Angulo (bom jogador) e as saídas de Rochembak e de Purovic (de quem obviamente não se pode dizer que é um jogador de futebol). Pelo meio, as asneiras do costume a virem ao de cima (Tiago Pinto no Braga; onde Hugo Viana marca golos, tal como Varela no Porto; Stojkovic a ver Rui Patrício jogar; Ronny a sair para dar lugar ao estranhíssimo André Marques; e por aí adiante). Se não fosse pedir muito, gostava de ter dirigentes de jeito no Sporting.
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Foto: «A Bola»
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segunda-feira, 4 de maio de 2009

A suspeita

Absolutamente vergonhosa a forma como o Sporting se apresentou no Sábado em Coimbra – Académica 0, Sporting 0. Percebeu-se que jogadores e treinador não tiveram a mínima intenção de ganhar o jogo, coisa que nenhum adepto do clube pode compreender (talvez um adepto da sade possa, mas um adepto do clube não). Esta indignidade é tanto mais incompreensível quanto se ia tornando notório que a equipa do Porto sentia alguma pressão por não ter conseguido nas jornadas anteriores aumentar os pontos de avanço na classificação. Isto devia ser mais do que suficiente para jogadores e treinador continuarem a lutar, mas não. Fez-me lembrar o campeonato de há dois anos, quando o incompetente presidente do clube disse que era preferível o segundo lugar a ser campeão, para poupar nos prémios aos jogadores, e o resultado foi que o Sporting depois de estar a ganhar na Luz num jogo decisivo se deixou empatar de uma forma tremendamente suspeita (terá perdido aí a possibilidade de ser campeão). Como suspeita foi a forma como jogou para não ganhar em Coimbra. Terá havido nesta atitude dos jogadores e do treinador o dedo do presidente? Terá o gigante – neste caso, obviamente, um mau gigante – aparecido no balneário, passados dois anos, com a tese de que ser segundo é melhor do que ser primeiro? Não sei, não vi, mas a suspeita não me foge do pensamento depois da vergonha de Coimbra.
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