domingo, 18 de setembro de 2011

Rima tripla

Nas contas públicas, o desvio colossal era afinal era um desvio no Funchal.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Político e mentiroso

Tirado de um artigo que estou a editar: «Não têm que ser sinónimos: 'político' e 'mentiroso'; mas é um facto que a maioria das pessoas que nos têm governado é mentirosa.»

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sesta de sábado

Lembrei-me do primeiro-ministro

«– Hoje mente-se a sorrir. Antigamente, como dizia o Guerra Junqueiro, mentia-se com o coração nas mãos. Era mais comovente. Mentia-se, mas as pessoas ainda acreditavam. Ainda havia dignidade na mentira. Hoje a mentira é um valor. Compra-se e vende-se. Acha que sou um pessimista? É porque sou português.»
Excerto de «Ela Cantava Fados» (páginas 108 e 109), de Fernando Sobral – edição Quetzal, 2011

sábado, 10 de setembro de 2011

A namorada

A este, cá para mim, o Carvalho da Silva roubou alguma namorada quando andavam na escola.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Fiquei na dúvida

Reunião numa das escolas dos meus filhos, a deixar-me a pensar no estado, ou Estado, a que chegámos. O que vale é a boa vontade de professores, auxiliares, pais e inclusive pessoas das autarquias. Tinha uma excelente impressão do ministro Nuno Crato, do que lia dos seus escritos e de ouvi-lo falar. Construí essa excelente impressão ao longo dos anos. Mas depois daquilo a que assisti fiquei na dúvida sobre se não será, afinal, um gestor inepto ou até, o que é pior, um mandrião. Não se trata apenas de cortar em tudo e mais alguma coisa, não, é algo bem diferente, é deixar a maior parte das situações por resolver ou inclusive criar problemas onde não se esperava que existissem. E outra coisa que me surpreendeu, aquilo que se diz frequentemente de muitos desempregados não quererem trabalhar, apesar das propostas que recebem através do Instituto de Emprego: o próprio instituto dificulta a colocação das pessoas, nalguns casos apoiado em legislação completamente idiota, e aqui o problema não é o dinheiro, obviamente. De qualquer forma, a falta de dinheiro é algo que não devemos esquecer, porque no país ele falta mesmo e se calhar no futuro ainda faltará mais. Qualquer dia, quem sabe, ainda teremos de considerar deixar de pagar a reforma ao Marques Mendes, adiando-a para bem depois de 2020, quando o homem tiver chegado aos 65 anos. E como a ele a tantos outros, de diversos partidos, velhos precoces na casa dos 50 ou nalguns casos nem nessa, ainda na dos 40. Não sei se os especialistas em demografia conseguem explicar isto; na volta conseguem e eu é que tenho andado desatento.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Haja esperança

Nem todos os serviços nacionais de saúde estão na falência. Veja-se por exemplo este, referido no «Estatuto Remuneratório e outros Direitos dos Deputados»: «Relativamente a cuidados de saúde, a Assembleia da República dispõe de um Gabinete Médico e de Enfermagem, ao qual compete prestar cuidados médicos e de enfermagem gerais ou de emergência aos deputados e pessoal da Assembleia da República. Assim, no decorrer das sessões plenárias há um médico em permanência no Gabinete. Nos restantes dias, os médicos prestam consultas em horários específicos e a prestação de cuidados de enfermagem é assegurada todos os dias durante as horas de expediente./ O Parlamento dispõe, também, de um seguro de grupo para todos os deputados, que inclui um seguro de saúde.»

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Entrevista no Irão

Esta noite, em directo.
Pergunta da jornalista da RTP Márcia Rodrigues: «Qual a sua opinião sobre o apedrejamento?»
Começo da resposta de Marmud Armadinejad, presidente do país: «Faz alguma diferença a forma como se mata as pessoas?»

Questionar o presente e o futuro

«Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?»
Pedro Passos Coelho, na sua conta do «Twitter», antes de chegar a primeiro-ministro

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Palavras para quê?

À mesma hora


Com o telemóvel a tremer, numa pista algures no Alentejo, esta noite. À mesma hora em que na televisão, presumo, havia quem discutisse os impostos, as falsas promessas, os sonsos, as mentiras, o 25 de Abril da economia, as idas para a rua, o desleixo, as facturas que afinal foram pagas, os espiões, as ligações brasileiras, os aventais, a Madeira, a insensibilidade, um olhar vesgo e impassível, as troikas, os bancos, as baldroikas, os cortes, os tachos e até, entre tantas outras coisas, como não poderia deixar de ser numa segunda-feira à noite, o futebol.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Por e-mail


Em vez de conferências de imprensa, o ministro das finanças, Vítor Gaspar, devia limitar-se a mandar para a comunicação social um e-mail com as medidas acabadas de decidir (enfim, com as intenções mais ou menos genéricas, pois medidas concretas parece difícil…). Já sei que cada pessoa tem a sua própria maneira de falar, mas a dele desmotiva qualquer país. Podia falar da descida do IVA para cinco por cento que ia soar ao mesmo que os anúncios de ontem.