Nem todos os serviços nacionais de saúde estão na falência. Veja-se por exemplo este, referido no «Estatuto Remuneratório e outros Direitos dos Deputados»: «Relativamente a cuidados de saúde, a Assembleia da República dispõe de um Gabinete Médico e de Enfermagem, ao qual compete prestar cuidados médicos e de enfermagem gerais ou de emergência aos deputados e pessoal da Assembleia da República. Assim, no decorrer das sessões plenárias há um médico em permanência no Gabinete. Nos restantes dias, os médicos prestam consultas em horários específicos e a prestação de cuidados de enfermagem é assegurada todos os dias durante as horas de expediente./ O Parlamento dispõe, também, de um seguro de grupo para todos os deputados, que inclui um seguro de saúde.»
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Entrevista no Irão
Esta noite, em directo.
Pergunta da jornalista da RTP Márcia Rodrigues: «Qual a sua opinião sobre o apedrejamento?»
Começo da resposta de Marmud Armadinejad, presidente do país: «Faz alguma diferença a forma como se mata as pessoas?»
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Carniceiros
Questionar o presente e o futuro
«Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?»
Pedro Passos Coelho, na sua conta do «Twitter», antes de chegar a primeiro-ministro
terça-feira, 6 de setembro de 2011
À mesma hora
Com o telemóvel a tremer, numa pista algures no Alentejo, esta noite. À mesma hora em que na televisão, presumo, havia quem discutisse os impostos, as falsas promessas, os sonsos, as mentiras, o 25 de Abril da economia, as idas para a rua, o desleixo, as facturas que afinal foram pagas, os espiões, as ligações brasileiras, os aventais, a Madeira, a insensibilidade, um olhar vesgo e impassível, as troikas, os bancos, as baldroikas, os cortes, os tachos e até, entre tantas outras coisas, como não poderia deixar de ser numa segunda-feira à noite, o futebol.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Por e-mail
Em vez de conferências de imprensa, o ministro das finanças,
Vítor Gaspar, devia limitar-se a mandar para a comunicação social um e-mail com
as medidas acabadas de decidir (enfim, com as intenções mais ou menos genéricas, pois medidas concretas parece difícil…). Já sei que cada pessoa tem a sua própria maneira de falar, mas a dele
desmotiva qualquer país. Podia falar da descida do IVA para cinco por cento que
ia soar ao mesmo que os anúncios de ontem.
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Política,
Vítor Gaspar
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Uma recomendação
Bom, recomendo vivamente a leitura deste longo romance publicado on-line. Intriga, mistério, revelações surpreendentes, personagens inesquecíveis (o senhor Montado, a enigmática Camila – «Já encontrou o seu Carlos, Camila?» –, o homem que grita, o Eng. Kadhafi, o anónimo, o Prof. Doutor Kim Jong-il, a Isabel Luísa – que aderiu ao novo acordo ortográfico, «Voçê precisa de andar um bocadinho mais pelo Mundo real…» –, entre tantas outras. Para além do Pedro, obviamente).
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
António Souto – Crónica (39)
Sol, portanto, e muita água convidativa. Muita praia e muita piscina. Muito vagar e muita animação. Porém uma água nem sempre muito transparente como soía, nem sempre uma animação variada e distinta, nem sempre uma restauração com honestidade sazonal. Um verdadeiro allgarve à portuguesa!
Férias que tanto sim como não
Estas férias estão a ser umas férias assim a puxar para o «discordantes». Estão a ser, porque ainda restam uns dias para o fim delas, só que lhes está faltando aquele gozo próprio que habitualmente as caracteriza, ou me está faltando a mim esse deleite, uma insatisfação que arrasto coincidente com o clima bipolar que nos assola.
Passei por Aveiro, melhor, um pé breve em Angeja, que é mais minha, outro na Barra, coladinha à Costa Nova, ambas mais de Alice Vieira, que amiúde as imprime, e rumei depois para o sul, para próximo da Loulé de Lídia Jorge, com poiso em Quarteira.
Dos chuviscos do norte aos salpicos do sul em pleno Agosto. Em todo o caso, calor suficiente para fazer vermelhos os lácteos corpos, muito menos que em anos anteriores, os corpos, pelo Algarve que vi. A maior parte era gente nossa, com pose e sotaque morcão, sinais da crise que para ali a mandou aos magotes vindos de dentro e de fora, de uma diáspora próxima.
Sol, portanto, e muita água convidativa. Muita praia e muita piscina. Muito vagar e muita animação. Porém uma água nem sempre muito transparente como soía, nem sempre uma animação variada e distinta, nem sempre uma restauração com honestidade sazonal. Um verdadeiro allgarve à portuguesa!
Num dos dias, para fugir à rotina, a experiência da Nacional 125. Rente a Albufeira e a Boliqueime, trânsito doutrinado, paragem no centro de Pêra, ao engano, e logo em Algoz, a norte da via, para visitar a nona edição do «FIESA 2011», as badaladas construções de areia este ano sob o lema «Animalândia». Quatro entradas, em regime familiar, e lá se foram vinte e cinco euros para o reino dos animais, alguns já esboroados por mor do tempo, em questão de hora e meia.
Dali, com desvio certeiro, para Silves. A Feira Medieval encerrara nas vésperas. O castelo, no entanto, estava à vista, sobranceiro ao rio, mas não entrámos nele, sequer subimos o empedrado renovado. Tardava o almoço, o calor apertava, a cidade domingueira estava deserta, fantasmagórica, só uma loja chinesa marcava o ponto às quatro da tarde, e ainda um restaurante, hospitaleiro, fazendo questão de franquear as portas por escassez de clientela.
Pela frescura da Nacional 124, fica para trás a barragem assinalada de Odelouca, não visitada, como o castelo da cidade árabe, por falta de tempo e de querença.
Portimão adivinha-se. Acolhe. Prende-nos a zona ribeirinha e a vastidão do estuário. A praia da Rocha não muito distante, mas ficou adiada também, como adiado ficou, por rematado, o Festival da Sardinha.
De novo pela Nacional 125, em viagem de sol-pôr. O tráfego favorável, nada de reveses, nada de congestionamentos. O Zoomarine e o Aquashow desfizeram-se das filas, já não corre água nos escorregas. A Quarteira entrou no turno da noite e a movida deslocou-se para o calçadão.
Isto foi num dos dias. Nos demais, a rotina.
Ah, mas houve outra, a boa rotina das crónicas de Lobo Antunes cujo Segundo Livro delas aviei espreguiçado junto à piscina antes de meter no bolso o ar da praia.
«Normalmente é no terceiro minuto a partir do crepúsculo que o ar da praia é mais frio do que a água. Não no segundo nem no quarto: no terceiro e durante onze segundos, o que requer discernimento, atenção e paciência. O melhor é encostarmo-nos à muralha, de queixo na palma, vigiar as gaivotas, dar fé da mudança de cor no horizonte e nisto, mal o terceiro minuto começa, tira-se a palma do queixo para que o ar poise nela e aí está: pega-se no ar da praia, mete-se logo no bolso e leva-se para casa sem deixar entornar. Tem de utilizar-se logo visto que no dia seguinte, a partir das dez, já o ar aqueceu.»
E enquanto não acabam as férias, guardo o ar salgado que trouxe e atenuo a vacilante insatisfação com o gozo das palavras que vierem, concordantes.
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Um livro, aqui
«Os Golos de Jardel Nunca Foram Imortalizados numa Canção» - Este livro de histórias pode ser lido na íntegra neste blog. Basta clicar no separador «Histórias de futebol», em cima.
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sábado, 13 de agosto de 2011
Gente desta...
O ministro das finanças anunciou a subida do IVA da electricidade e do gás natural de seis para 23%. Quanto ao gás, devo dizer que aqui só dá mesmo gás de garrafa, que já tinha o IVA a 23%. Espero que agora esse sujeito com ar estranho não se lembre de no caso do gás de garrafa levar o IVA até aos 40%. Espero, apenas, certezas não posso ter, porque de gente desta tudo já é de esperar. Menos que cortem nas despesas com as suas próprias mordomias. A presidente da assembleia da nossa (?) república acaba de contratar mais um motorista (eram oito, agora são nove). Mais uns dois mil euros por mês a juntar ao défice.
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