
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Apenas mais um tópico

quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Jurassic house

A trabalhar na mesa grande da cozinha, onde os meus filhos há pouco estiveram a brincar. Uns combates de dinossauros em que um gormiti e um cavalinho da Kitty, não cheguei a perceber como, também conseguiram entrar (e no fim sair, o que ainda me pareceu mais estranho). Agora, enquanto edito alguns dos textos de uma das revistas («… a questão que começava a tornar-se inquietante, para os puristas das teorias mais elitistas sobre a inteligência…» ou «… o delírio da dominação do financeiro sobre a economia real acabou por mostrar a que ponto é ilusória a pretendida auto-regulação dos mercados…»), vejo um saltassauro (herbívoro) a passar por um terrível suchomimus (que nos últimos tempos me habituei a tratar por sucomekis). Se olhar para o outro lado, vejo muitos mais, umas dezenas, sendo que à frente estão um rex, um parassaurolofo e um dimetrodon, além do cavalinho da Kitty, que é todo de se mostrar. Tenho de procurar um pouco para encontrar um dinossauro que sempre foi o meu preferido, o estegossauro. Mas ele está por aqui (ou antes, eles estão por aqui, pois há pelo menos uns três). Lembro-me de que quando tinha dez ou onze anos fiz um em madeira, na velha cadeira de trabalhos oficinais, e isso deu no terceiro período para subir a nota para cinco. Eu já gostava desse dinossauro, que tinha conhecido, como alguns outros, nos autocolantes dos Kalkitos, mas depois do trabalho do colégio de Monchique ainda fiquei a gostar mais. Foi o único dinossauro que tive, pintado em tons erverdeados e com os espigões bem salientes nas costas. Mesmo com os Kalkitos, não fazia a mínima ideia do que era um suchomimus, um saurophaganax ou um T-rex negro. Mas já conhecia o T-rex digamos assim normal, o anquilossauro e o iguanodonte, por exemplo. Agora, passados trinta anos, há de tudo um pouco cá por casa. Até um estranho aparelho chamado dinoportador em que se mete uns cartões com os respectivos dinossauros desenhados e depois… Bom, depois é o salve-se quem puder.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Um novo futuro
domingo, 7 de agosto de 2011
Maria Lúcia Lepecki (1940-2011)


Ver mais sobre Maria Lúcia Lepecki aqui.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
O hotel
Revista «human» de Agosto
sábado, 30 de julho de 2011
António Souto – Crónica (38)

domingo, 24 de julho de 2011
Mau gosto
António Nogueira Leite, agora metido na administração da Caixa Geral de Depósitos, escreveu no «Facebook» sobre a morte de Amy Winehouse um post de muito mau gosto («cá para mim comeu qualquer coisa que lhe fez mal»). Não consegui deixar de me lembrar do caso do lamentável ministro do ambiente Carlos Borrego (a quem há já uns bons anos Cavaco Silva se viu obrigado a pôr um par de patins), quando contou a anedota nojenta de que os corpos dos hemofílicos mortos no Hospital de Évora com sangue contaminado eram reciclados para aproveitar o alumínio. Às vezes uma pessoa não percebe o que vai na cabeça desta gente.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Agradecimento à corja
É um poema de Joaquim Pessoa, que penso que vai integrar o seu próximo livro, com 365 poemas, um por cada dia do ano. O poema, sem nenhum título que não o do número do dia que o autor lhe atribuiu, tem circulado pela Internet, onde ficou conhecido como «Poema de agradecimento à corja». É assim:
Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade
de vivermos felizes e em paz.
Obrigado
pelo exemplo que se esforçam em nos dar
de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem
dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar
as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante do que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,
o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar.
sábado, 2 de julho de 2011
Revista «human» de Julho

António Souto – Crónica (37)

