quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O pinheiro

Excerto de uma entrevista do nosso futebol.
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Jornalista «Mister, afinal o Sporting não conseguiu contratar o pinheiro que o senhor tanto queria...»
Paulo Sérgio «É verdade.»
Jornalista «A que é que se referia ao falar num pinheiro em que as bolas iriam bater para entrarem nas balizas dos adversários?»
Paulo Sérgio «Um avançado com mais de um metro e noventa.»
Jornalista «Mas para isso tinham o Purovic, que acabaram por emprestar ao Belenenses...»
Paulo Sérgio «Em parte é verdade.»
Jornalista «Não percebi.»
Paulo Sérgio «É que eu queria um pinheiro bravo.»
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domingo, 12 de setembro de 2010

Uma reportagem

Uma reportagem da jornalista Marisa Soares, hoje no «Público». Ver aqui.
(foto: Miriam Lago)
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Por curiosidade

Tirei a foto apenas por curiosidade. Já o tinha visto em tantos sítios por aqui, nos baloiços, no escorrega, em cima das cadeiras ou de uma mesa, num dos tapetes, nos muros, nas árvores. Mas nunca à baliza. Por isso tirei a foto. Apenas por curiosidade. Não por publicidade. No Benfica que não estejam já com ideias.
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Contos inesquecíveis (4)

«O trabalho de Big Bart consistia em levar a caravana a salvo até ao Oeste, engatar as senhoras todas, matar meia dúzia de homens e depois voltar para trás, para ir buscar outro carregamento.»
«Tira lá os olhos das mamas, ó manjerico!», de Charles Bukowski (do livro «A Sul de Nenhum Norte»)
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O clube

Nunca tinha reparado, mas agora, com o anúncio do despedimento de Carlos Queiroz, fiquei a saber que Gilberto Madail é mais um dos que integram o clube do «tem a haver». Antes de passar ao que tinha sido decidido na reunião da direcção da FPF, o presidente fez questão de revelar algumas coisas que tinham a «haver» já não me lembro bem com o quê. Não há-de ser por falta de sócios, simpatizantes ou mal-falantes que este clube um dia fechará as portas. Há sempre alguém que nos diz «tem a haver», independentemente de nos fazer ou não pensar um pouco. Os tipos do acordo ortográfico deviam ter pensado nisto também. Se é que não pensaram. A verdade é que não sei. Pouco apanhei do acordo, tirando algumas asneiras mais gritantes. Na volta meteram lá o «tem a haver» e eu é que ainda ando um bocado atrasado.
Resta saber se Carlos Queiroz tem a haver alguma coisa com isto. Sem aspas e com muitos zeros no cheque.
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Revista «human» de Setembro

(clicar na imagem para aumentar)
Nas bancas já desde o final do mês passado. É o número 21, de Setembro de 2010. Mais informações sobre a edição aqui. Deixo a seguir o meu editorial…
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A economia
Um trabalho sobre MBAs, pós-graduações e formação de executivos, com vários exemplos de bem sucedidas apostas no desenvolvimento de competências, e um outro sobre consultoria, nomeadamente explorando o apoio que esta actividade pode dar ao tecido empresarial, são dois dos destaques da edição de Setembro da «human». A mesma edição em que decidimos puxar para figura de capa um homem a quem em Portugal nos habituámos a ouvir falar de economia de uma forma simples e que toda a gente consegue perceber. Num tempo em que a economia se tornou um assunto do dia-a-dia, fica o convite para acompanhar as ideias de Camilo Lourenço, um jornalista que gosta de traduzir essa mesma economia na linguagem de aldeia que o pai lhe ensinou. Precisamente para que toda a gente perceba. E porque interessa a toda a gente, ou não estivesse o país – como ele assinala – a ver à sua frente «o dia do juízo final».
A propósito do tema desta entrevista, permitam-me mais um destaque. Uma das habituais crónicas, a de Carlos Antunes, intitulada «Os economistas do regime», de quem cada vez mais as pessoas se desligam, encolhendo os ombros em relação ao que dizem. O nosso colaborador encontra duas razões para isso, a fadiga e uma outra que dessa mesma fadiga deriva. Porque em geral – como explica Carlos Antunes – as pessoas «vêem esses economistas, ex-ministros das finanças, ex-banqueiros ou gestores, a somarem reformas, muitas delas de valores obscenos para a realidade portuguesa, adquiridas em escassos anos de trabalho e auferidas em acumulação com outras, a botarem discurso sobre a crise e a exigirem do alto do seu conforto milionário sacrifícios múltiplos a quem se sacrificou a vida inteira». O calendário deles, já se vê, não inclui «o dia do juízo final» de que fala Camilo Lourenço.

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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Contos inesquecíveis (3)

«Só quando parámos o jipe é que os vi. Estavam ali, à beira da estrada, meio escondidos pelo fragor do crepúsculo – o velho e os seus lagartos. Eram lagartos enormes e tinham o pescoço enrugado como o do velho e os mesmos olhos miúdos e misteriosos.»
«Dos perigos do riso», de José Eduardo Agualusa (do livro «Fronteiras Perdidas»)
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Yannick

Um golo de Yannick qualificou o Sporting para a «Liga Europa». Curiosamente, o mesmo jogador que José Eduardo Bettencourt tentou esta semana oferecer ao Benfica. Anda o meu clube a pagar principescamente a um presidente para isto...
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Uma entrevista

Diria que alcançou um estilo literário próprio e facilmente identificável por quem o lê?
Acho que dá para perceber que os meus livros são realmente meus. Não sei. Mas foi uma coisa a que desde o início me habituei, porque logo quando saiu o primeiro livro alguém escreveu num jornal que era mais fácil falsificar um quadro de Dali do que assinar um livro meu com outro nome. Talvez pelo exagero que tinha, a frase acabou por ser citada várias vezes e isso ajudou a que, de vez em quando, eu fosse confrontado com essa história do estilo próprio. Depois há outra coisa, eu entro nalguns dos meus livros. Quem, além de mim, iria colocar-me num livro?

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Toda a entrevista, feita por Lurdes Breda para o site «Livros & Leituras», aqui.
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pelo fim da tarde

Um destes dias, pelo fim da tarde, por aqui.
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Contos inesquecíveis (2)

«Um juiz aposentado, que nesse outono se encontrava em tratamento de águas numas termas, frente ao mar, viu passar no horizonte do pôr-do-sol um bando de porcos-voadores. Um juiz no outono é sempre muito prevenido, e se estiver aposentado pior.»
«Ascensão e queda dos porcos-voadores», de José Cardoso Pires (do livro «A República dos Corvos»)
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