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terça-feira, 9 de março de 2010
Ainda o verdadeiro Sporting
Belenenses 0, Sporting 4 (Liedson 4), vigésima segunda jornada do Campeonato Nacional 2009/ 2010
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Parece que continuamos a ter em campo a equipa do Sporting e não a da Sporting sade, e ainda bem. Uma nota para a força demonstrada pelo treinador, que faz o seu trabalho tentando alhear-se ao anúncio que vai sendo feito do seu sucessor. Outra nota, obviamente, para Liedson e para o seu enorme valor.
Parece que continuamos a ter em campo a equipa do Sporting e não a da Sporting sade, e ainda bem. Uma nota para a força demonstrada pelo treinador, que faz o seu trabalho tentando alhear-se ao anúncio que vai sendo feito do seu sucessor. Outra nota, obviamente, para Liedson e para o seu enorme valor.
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sábado, 6 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
É sempre bom saber que temos o verdadeiro Sporting a jogar
Sporting 3 (Yannick, Izmailov, Miguel Veloso), Porto 0, vigésima primeira jornada do Campeonato Nacional 2009/ 2010
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Como escrevi aqui, agora é mesmo o Sporting que anda a jogar e não a equipa anterior, representante da Sporting sade. A época já está mais do que estragada, mas é sempre bom saber que temos o verdadeiro Sporting a jogar. Resta ver até quando, ou até quando é que a sade deixa. Mais uma vez, foi fantástico ter a dupla Liedson/ Yannick em campo. Assustador, mesmo assustador, foi dar com o casal Bettencourt/ Pinto da Costa, os dois muito juntinhos, na tribuna de honra, ou lá como lhe chamam.
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Como escrevi aqui, agora é mesmo o Sporting que anda a jogar e não a equipa anterior, representante da Sporting sade. A época já está mais do que estragada, mas é sempre bom saber que temos o verdadeiro Sporting a jogar. Resta ver até quando, ou até quando é que a sade deixa. Mais uma vez, foi fantástico ter a dupla Liedson/ Yannick em campo. Assustador, mesmo assustador, foi dar com o casal Bettencourt/ Pinto da Costa, os dois muito juntinhos, na tribuna de honra, ou lá como lhe chamam.
terça-feira, 2 de março de 2010
Portugal, hoje
Uma reflexão sobre Portugal, do meu amigo Carlos Antunes, publicada inicialmente aqui..
Os salteadores da pátria perdida
«Portugal não tem dimensão para se roubar tanto.» Pedro Ferraz da Costa, presidente do Fórum para a Competitividade e ex-líder da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), «Expresso» de 15.08.09
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Os casos recentes ou mais antigos que retratam as redes de corrupção que abrangem agentes políticos do Estado e executivos da alta finança (Operação Furacão, Portucale, Freeport, BPN, Submarinos, Face Oculta, etc) são realmente a visibilidade do estado a que chegou o regime democrático instituído no pós-25 de Abril.
À sombra da ética republicana, assistiu-se a um conúbio entre o poder político e económico, que propiciou um quadro de oportunidades para um acumular súbito de riqueza por parte de políticos como não há memória de presenciar.
Esses políticos, de um modo geral, chegaram ao exercício da política sem grandes recursos que não fosse o sentido de oportunidade, a esperteza prática, a determinação e a dedicação dos ambiciosos, e também a resistência e o facto de pouco ou nada terem a perder.
À sombra dos poderes instituídos, tiveram um sucesso para além de tudo o que podiam imaginar. E tiveram sorte: a cornucópia de fundos comunitários; os novos grupos económicos saídos das privatizações à procura de contactos, de acessos, de respeitabilidade; e a acumulação de riqueza na bolsa, ainda por cima – numa época de media não submetidos aos ditames da falta de vendas que os não sujeitavam a escrutínio – abriu portas a riquezas suspeitas e a futuros insuspeitos.
Na fase formativa da sua vida política, de um modo geral jovens, vindos da província, formatados politicamente nas juventudes partidárias, provaram o fruto encantador e embriagante do poder e de tudo a que ele se liga. Ganharam eleições, destruíram oposições, comandaram legiões, conspiraram, foram recebidos nos salões da alta burguesia renascida e nos «montes» senhoriais da velha aristocracia, acreditaram que Portugal mudara, que era um país novo e diferente do que lhes fora legado, e que se encontravam predestinados – bafejados pelas deusas da Oportunidade e da Fortuna – a ser a nova elite que se perpetuaria no poder e nos poderes.
No fundo, quais caçadores da arca perdida do Indiana Jones, estes salteadores da pátria perdida (e sem rumo) têm vindo ao longo dos anos a roubar as nossas parcas riquezas, sequestrando e escravizando os cidadãos.
Agora, no momento de terem de responder pelos valores do património nacional que lhes foram confiados e que se entretiveram a delapidar num universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça, tiveram mais uma vez sorte: a sorte de contar com a lentidão de uma Justiça inepta e incapaz de investigar, julgar e punir devidamente tais crimes; a sorte de se apoiarem num Jornalismo que de verdadeiro quarto poder – em que só pela sua acção se sabia a verdade sobre os «podres» forjados pelos poderes político e judicial – passaram a esconder as verdadeiras notícias e a «prostituir-se» na sua dignidade profissional com a transmissão dos «recados» daqueles poderes, sentando-se à mesa dos corruptos e com eles partilhando os despojos.
Tudo isto lhes deu tempo.
Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes de corrupção por parte dos agentes políticos do Estado e dos executivos da alta finança se torne habitual e seja por isso desconsiderada.
Tempo para que estas práticas sejam toleradas, para que nada se esteja a fazer para lhes pôr termo.
Tempo, enfim, para se protegerem uns aos outros com o envio de uma mensagem cada vez mais interiorizada pelo comum dos cidadãos: «nos grandes ninguém toca».
Depois de salteadores, tornaram-se eles próprios intocáveis.
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À sombra da ética republicana, assistiu-se a um conúbio entre o poder político e económico, que propiciou um quadro de oportunidades para um acumular súbito de riqueza por parte de políticos como não há memória de presenciar.
Esses políticos, de um modo geral, chegaram ao exercício da política sem grandes recursos que não fosse o sentido de oportunidade, a esperteza prática, a determinação e a dedicação dos ambiciosos, e também a resistência e o facto de pouco ou nada terem a perder.
À sombra dos poderes instituídos, tiveram um sucesso para além de tudo o que podiam imaginar. E tiveram sorte: a cornucópia de fundos comunitários; os novos grupos económicos saídos das privatizações à procura de contactos, de acessos, de respeitabilidade; e a acumulação de riqueza na bolsa, ainda por cima – numa época de media não submetidos aos ditames da falta de vendas que os não sujeitavam a escrutínio – abriu portas a riquezas suspeitas e a futuros insuspeitos.
Na fase formativa da sua vida política, de um modo geral jovens, vindos da província, formatados politicamente nas juventudes partidárias, provaram o fruto encantador e embriagante do poder e de tudo a que ele se liga. Ganharam eleições, destruíram oposições, comandaram legiões, conspiraram, foram recebidos nos salões da alta burguesia renascida e nos «montes» senhoriais da velha aristocracia, acreditaram que Portugal mudara, que era um país novo e diferente do que lhes fora legado, e que se encontravam predestinados – bafejados pelas deusas da Oportunidade e da Fortuna – a ser a nova elite que se perpetuaria no poder e nos poderes.
No fundo, quais caçadores da arca perdida do Indiana Jones, estes salteadores da pátria perdida (e sem rumo) têm vindo ao longo dos anos a roubar as nossas parcas riquezas, sequestrando e escravizando os cidadãos.
Agora, no momento de terem de responder pelos valores do património nacional que lhes foram confiados e que se entretiveram a delapidar num universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça, tiveram mais uma vez sorte: a sorte de contar com a lentidão de uma Justiça inepta e incapaz de investigar, julgar e punir devidamente tais crimes; a sorte de se apoiarem num Jornalismo que de verdadeiro quarto poder – em que só pela sua acção se sabia a verdade sobre os «podres» forjados pelos poderes político e judicial – passaram a esconder as verdadeiras notícias e a «prostituir-se» na sua dignidade profissional com a transmissão dos «recados» daqueles poderes, sentando-se à mesa dos corruptos e com eles partilhando os despojos.
Tudo isto lhes deu tempo.
Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes de corrupção por parte dos agentes políticos do Estado e dos executivos da alta finança se torne habitual e seja por isso desconsiderada.
Tempo para que estas práticas sejam toleradas, para que nada se esteja a fazer para lhes pôr termo.
Tempo, enfim, para se protegerem uns aos outros com o envio de uma mensagem cada vez mais interiorizada pelo comum dos cidadãos: «nos grandes ninguém toca».
Depois de salteadores, tornaram-se eles próprios intocáveis.
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domingo, 28 de fevereiro de 2010
Revista «human» de Março
(clicar na imagem para aumentar).
Nas bancas a partir desta segunda-feira. É o número 15, de Março de 2010. Mais informações sobre a edição aqui. Deixo a seguir o meu editorial…
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Dois mundos
A capa desta edição é feita com um homem de dois mundos, o da política e o das empresas: Pedro Passos Coelho. É dele que publicamos uma longa entrevista, contudo bem menor do que aquela que gravámos, por causa da habitual ditadura da paginação, que volta não volta nos obriga a cortar alguma coisa que não queríamos. Há meia dúzia de edições aconteceu ainda pior, na altura em que entrevistámos Manuel Carvalho da Silva, o líder da CGTP; ainda me lembro do pesadelo que foi, dessa vez, ter de escolher os cortes para ficar apenas com metade das respostas, para que não saísse das páginas previstas, que até eram muitas. Não deixa de ser curioso, num tempo em que começam a preocupar-nos outras ditaduras, por sinal bem perigosas (e vergonhosas), ter de lidar com esta que nos permite sempre brincar um bocadinho.
No caso do principal entrevistado da presente edição, e dos dois mundos que referi, parece-me bastante saudável a relação que existe entre a política e a «vida real», como o próprio diz a certa altura. Sempre me repugnou o habitual trajecto de via única desde os gabinetes ministeriais até às administrações de grandes empresas, sem que se encontre uma justificação que faça sentido para que tal aconteça.
Já agora, numa reportagem que este mês publicamos, o jurista Carlos Perdigão aborda de certa forma este problema, quando afirma que «é necessário que as operações que envolvem as pessoas nas organizações sejam credíveis», coisa que «na maior parte das nossas empresas está muito longe de suceder». Porque aí, muitas vezes, como assinala, a opção é «pelo manobrismo fácil, pelo clientelismo tentacular ou por um sem número de práticas avulsas que inquinam de forma impiedosa as relações interpessoais e explicam uma boa parte da baixa produtividade.» E «ao lado de processos kafkianos de recrutamento e selecção (provas, entrevistas, testes psicotécnicos, avaliações curriculares detalhadas, mais provas, mais entrevistas, etc, etc) há quem entre com uma simples palmada nas costas sem que lhe seja exigida qualquer credencial», e existem «casos em que, a par de remunerações chorudas para indivíduos de prestações vulgares de Lineu, se arbitram compensações quase simbólicas a quadros de valia e prestação incomparavelmente superiores». Tudo porque «neste domínio ainda existe muito a compensação pelo cargo em detrimento da compensação pelo mérito» além de que «a mediocridade no topo das organizações, para se poder sobreviver, fulmina tudo o que de bom exista em seu redor». Como conclui Carlos Perdigão, «nada que o Dilbert não tenha já explicado de forma incontestável».
Nas bancas a partir desta segunda-feira. É o número 15, de Março de 2010. Mais informações sobre a edição aqui. Deixo a seguir o meu editorial…
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Dois mundos
A capa desta edição é feita com um homem de dois mundos, o da política e o das empresas: Pedro Passos Coelho. É dele que publicamos uma longa entrevista, contudo bem menor do que aquela que gravámos, por causa da habitual ditadura da paginação, que volta não volta nos obriga a cortar alguma coisa que não queríamos. Há meia dúzia de edições aconteceu ainda pior, na altura em que entrevistámos Manuel Carvalho da Silva, o líder da CGTP; ainda me lembro do pesadelo que foi, dessa vez, ter de escolher os cortes para ficar apenas com metade das respostas, para que não saísse das páginas previstas, que até eram muitas. Não deixa de ser curioso, num tempo em que começam a preocupar-nos outras ditaduras, por sinal bem perigosas (e vergonhosas), ter de lidar com esta que nos permite sempre brincar um bocadinho.
No caso do principal entrevistado da presente edição, e dos dois mundos que referi, parece-me bastante saudável a relação que existe entre a política e a «vida real», como o próprio diz a certa altura. Sempre me repugnou o habitual trajecto de via única desde os gabinetes ministeriais até às administrações de grandes empresas, sem que se encontre uma justificação que faça sentido para que tal aconteça.
Já agora, numa reportagem que este mês publicamos, o jurista Carlos Perdigão aborda de certa forma este problema, quando afirma que «é necessário que as operações que envolvem as pessoas nas organizações sejam credíveis», coisa que «na maior parte das nossas empresas está muito longe de suceder». Porque aí, muitas vezes, como assinala, a opção é «pelo manobrismo fácil, pelo clientelismo tentacular ou por um sem número de práticas avulsas que inquinam de forma impiedosa as relações interpessoais e explicam uma boa parte da baixa produtividade.» E «ao lado de processos kafkianos de recrutamento e selecção (provas, entrevistas, testes psicotécnicos, avaliações curriculares detalhadas, mais provas, mais entrevistas, etc, etc) há quem entre com uma simples palmada nas costas sem que lhe seja exigida qualquer credencial», e existem «casos em que, a par de remunerações chorudas para indivíduos de prestações vulgares de Lineu, se arbitram compensações quase simbólicas a quadros de valia e prestação incomparavelmente superiores». Tudo porque «neste domínio ainda existe muito a compensação pelo cargo em detrimento da compensação pelo mérito» além de que «a mediocridade no topo das organizações, para se poder sobreviver, fulmina tudo o que de bom exista em seu redor». Como conclui Carlos Perdigão, «nada que o Dilbert não tenha já explicado de forma incontestável».
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Apenas o Sporting
Sporting 3 (Miguel Veloso, Pedro Mendes, Matias Fernández), Everton 0, segundo jogo dos dezasseis-avos de final da Liga Europa 2009/ 2010
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Um excelente jogo do Sporting, apenas o Sporting, apesar de não jogar há muito tempo (nos últimos jogos tinha jogado uma equipa esquisita, a Sporting sade). Resta agora esperar para ver a equipa que vai aparecer no próximo jogo e se será capaz de regressar ao quarto lugar, o grande objectivo do presidente perdedor mantido a dezenas de milhares de euros por mês. Uma nota para o regresso no ataque da dupla Liedson/ Yannick, e outra para a escolha de Costinha, que me parece que poderá fazer um bom trabalho na gestão do futebol, tão mal tratado ultimamente no Sporting.
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Um excelente jogo do Sporting, apenas o Sporting, apesar de não jogar há muito tempo (nos últimos jogos tinha jogado uma equipa esquisita, a Sporting sade). Resta agora esperar para ver a equipa que vai aparecer no próximo jogo e se será capaz de regressar ao quarto lugar, o grande objectivo do presidente perdedor mantido a dezenas de milhares de euros por mês. Uma nota para o regresso no ataque da dupla Liedson/ Yannick, e outra para a escolha de Costinha, que me parece que poderá fazer um bom trabalho na gestão do futebol, tão mal tratado ultimamente no Sporting.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Em resumo
«Com estes administradores o Estado está desgraçado». A frase foi dita hoje no Parlamento, na Comissão de Ética, pelo deputado João Semedo, quando interpelava o ex-administrador da Portugal Telecom, Rui Pedro Soares. Resume bem tudo aquilo que está na base dos trabalhos daquela comissão.
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