terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O verdadeiro Sporting de Bettencourt

Paços de Ferreira 0, Sporting 0, décima nona jornada do Campeonato Nacional 2009/ 2010
.
O Sporting de Paços de Ferreira, na passada sexta-feira, foi o verdadeiro Sporting de José Eduardo Bettencourt, o Sporting sade na sua plenitude. Tão longe dos tempos de glória do clube, não foi uma equipa ganhadora, como aliás diz o seu líder (?), que mesmo sendo uma pessoa de cabelos brancos mostra de cada vez que abre a boca uma inexperiência que (se pensarmos nas responsabilidades que tem, ou que devia ter) se pode facilmente classificar como atroz. De qualquer maneira, mesmo não sendo uma equipa ganhadora, o Sporting de Bettencourt conseguiu não perder, coisa que na mentalidade trazida pelo homem dos cabelos brancos na volta já não será mau (e nem só na mentalidade desse, basta lembrar outro infeliz dirigente – ? –, para quem perder em casa por cinco a dois com o Barcelona foi «razoável»). Mais do que presidente do Sporting, José Eduardo Bettencourt é a grande praga do Sporting.
.

Um ditado para o futuro

«Anda um estado a manter uma golden share para isto.»
.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Já se sabia...

Já se sabia que este génio do dirigismo desportivo nos ia levar a isto.

Nota: não perder esta carta bem interessante.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Uma humilhação e meia

Sporting 1 (João Moutinho), Académica 2, décima oitava jornada do Campeonato Nacional 2009/ 2010
Sporting 1 (Liedson), Benfica 4, meias finais da Taça da Liga 2009/ 2010
.
Se do jogo no Porto escrevi que foi uma humilhação, os dois jogos que se seguiram representaram uma humilhação e meia (uma ontem à noite com o Benfica, meia no sábado com a Académica). Não vale a pena falar dos frangos de Rui Patrício, das loucuras de João Pereira, da falta de aplicação de tantos jogadores, de quase já só se ver classe e profissionalismo em Liedson, da pouca sorte de Carvalhal (que agora é que parece que começa a descobrir no que se meteu). O problema do Sporting é mais profundo e tem a ver com um conjunto de dirigentes que parece que teimam mesmo em afundar o clube (ao menos que afundassem, e para bem fundo, a sade). Dirigentes entre os quais surge bem destacado José Eduardo Bettencourt, o desinteressado do Sporting, desinteressado mas com dezenas de milhares de euros a caírem-lhe mensalmente na conta (se não ganhasse tanto talvez nestes tempos tristes para o clube não tivesse tido a infeliz contudo original ideia de ir de férias para o Brasil – chamem-lhe parvo!…). O que concluo da desgraça que se abateu sobre o meu clube é que ao pé de José Eduardo Bettencourt quase que Jorge Gonçalves merecia uma estátua em Alvalade.
.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O dia de hoje, em 1968

Ver aqui.
.
Transportado numa limusina negra, pelo meio do trânsito desordenado de Lisboa, foi mandado parar pelo sinaleiro no Cais do Sodré. Ao lado do condutor ia um detestável figurão chamado Fernando Eduardo da Silva Pais, o director da PIDE, a polícia política do regime. Assim que o viu, o sinaleiro pareceu ficar sem voz.
– Avance! Avance! – terá ordenado Silva Pais.
.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Português técnico

«Tu chamas-te Jorge…»
José Sócrates, num debate com jovens, dirigindo-se a José Luís Peixoto
.

A humilhação no Porto

Porto 5, Sporting 2 (Izmailov, Liedson), quartos de final da Taça de Portugal 2009/ 2010
.
Com José Eduardo Bettencourt desaparecido mais o seu indecente salário, o Sporting deixou escrita no Porto, na terça à noite, mais uma página negra para a sua história. Ernesto Ferreira da Silva, o tal que considerou a derrota precisamente por cinco a dois em casa com o Barcelona como um resultado «razoável», talvez tenha visto esta nova pouca-vergonha também como algo «razoável», não sei. Já a mim não me pareceu nada razoável. Este estranho raide (que dá a ideia de não ter fim) de José Eduardo Bettencourt por Alvalade pode vir a comprometer o Sporting enquanto grande clube de Portugal. Seria preciso vasculhar muito na história do Sporting para se encontrar tanta falta de jeito no planeamento, na gestão e na construção de uma equipa de futebol. Uma incompetência atroz, um aflitivo desleixo e um desinteresse incompreensível é o que se vê quando se olha para a gestão do futebol do Sporting. A equipa que protagonizou a pouca-vergonha contra o Porto foi o reflexo disso, apenas com Liedson (como seria de esperar) a salvar-se no meio do desastre. Mas não culpo os jogadores, nem Carlos Carvalhal (que ao longo do jogo parecia nem querer acreditar no que lhe estava a acontecer e no que lhe está a acontecer num clube que infelizmente tem um presidente que não está à altura do cargo para que foi eleito). Pensar nos seis milhões e meio de euros gastos com Pongolle e vê-lo entrar e fazer o que faria qualquer jogador da equipa de iniciados, ou nem isso, provoca calafrios. Iguais ao que provoca ver o talento de Silvestre Varela, que o Sporting poderia ter sem gastar um cêntimo e que preferiu deitar fora como se de lixo se tratasse. E iguais aos que provoca ver a classe de Ruben Micael, que custou ao Porto o equivalente a meio Pongolle mas cujo valor é infinitamente maior. Mas os piores calafrios, tenho de confessar, é saber que José Eduardo Bettencourt vai continuar no clube, e que na volta até poderá ser reeleito, sei lá, com noventa e tal por cento dos votos. Há mistérios que nem vale a pena tentar explicar. Este é um deles.
.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Imagens daqui (1)

Mais uma vez, o sportinguismo feliz das derrotas

Braga 1, Sporting 0, décima sétima jornada do campeonato 2009/ 2010
.
Qualquer dia torna-se um hábito. Depois de uma derrota (como há uns tempos em Berlim), o que mais se ouve é declarações de satisfação, pela postura, pela exibição e por mais uma série de coisas que pouco interessam depois de uma derrota. O treinador disse que poderíamos ter ganho, alguns jogadores o mesmo, mas a verdade é que a equipa já está a quinze pontos do primeiro lugar. É aquilo a que chamo o sportinguismo feliz das derrotas, algo que não consigo perceber.
Uma época tão deplorável, contudo, não é surpresa, principalmente tendo em conta a incompetência, o desleixo e o desmazelo do presidente, um peso assustadoramente pesado para o Sporting e de que dificilmente o clube se conseguirá livrar nos próximos tempos (pode dizer-se que é uma espécie de Caicedo do mundo da gestão desportiva). Neste jogo custou-me sobretudo pensar nos milhões de euros pagos por Sinama-Pongolle, que entrou para nada fazer. E depois do jogo, no dia seguinte, ainda tive de ver dois golos pelo Benfica de Carlos Martins (colocado fora do Sporting sem mais nem menos), outros dois pelo Porto de Silvestre Varela (que no Sporting decidiram deitar fora num momento de desvario) e uma grande exibição, já esperada, de Ruben Micael (que custou ao Porto bem menos do que aquilo que o francês de nome estranho custou ao Sporting).
José Eduardo Bettencourt é a pior desgraça que aconteceu ao Sporting nas últimas décadas, com a agravante de o clube ainda por cima ter de pagar por ela.
.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Revista «human» de Fevereiro

(clicar na imagem para aumentar)
.
Nas bancas a partir de hoje. É o número 14, de Fevereiro de 2010. Mais informações sobre a edição aqui. Deixo a seguir o meu editorial…
.
Responsabilidade social
Desde o início deste projecto que a responsabilidade social das organizações tem vindo a suscitar a nossa atenção. Ao longo dos primeiros números da «human», várias foram as empresas – assim como outras instituições – às quais dedicámos trabalhos de alguma forma relativos a este tema. Com plena justificação, acreditamos. Essa convicção foi sempre tão forte que para 2010 resolvemos que a responsabilidade social teria na revista ainda maior destaque, com a sua própria secção. Na primeira edição do ano, abrimos essa secção com um caso do Grupo Luís Simões, escolhido de entre vários que identificámos. Desta vez, a nossa escolha recaiu sobre a IKEA, nomeadamente sobre a sua presença no nosso país e sobre aquilo que são as grandes linhas orientadoras da sua responsabilidade social, perante os próprios colaboradores e também perante a comunidade.
É a responsabilidade social na IKEA que faz a nossa capa deste mês de Fevereiro, com a directora de recursos humanos da empresa em Portugal, Catarina Tendeiro. Quando no dia-a-dia, tantas vezes, nos confrontamos com instituições que têm práticas que mostram um alheamento da sociedade, até das suas próprias pessoas, ou com instituições absolutamente irresponsáveis em termos sociais, é bom ver casos como este da multinacional sueca, que vale mesmo a pena conhecer.
Depois, os outros temas da edição, que é marcada sobretudo pela diversidade. O empreendedorismo, com uma entrevista ao responsável por um projecto extremamente mobilizador da autarquia de Cascais; o coaching, com diversas perspectivas de especialistas, portugueses e de outros países, sobre os caminhos que está a seguir; os softwares de gestão de recursos humanos, ilustrados com casos concretos de aplicação em empresas e noutro tipo de instituições; o «dia na empresa», desta vez com a visita a um atelier de arquitectura criado por quatro jovens de carreiras bem promissoras. Além das secções habituais, dos espaços de opinião que mês a mês apresentamos. Uma edição que gostámos verdadeiramente de fazer.
.