terça-feira, 5 de agosto de 2008

«Pessoal», edição de Agosto

Capa da revista «Pessoal» de Agosto. O meu editorial está disponível no blog «Mundo RH».

(clicar na imagem para aumentar)

Borges não é vendido em Coimbra

Ver aqui.
.

Jorge de Sena e Ruy Belo

A ler, a evocação de dois nomes maiores da nossa literatura, desaparecidos faz agora trinta anos. É de Pedro Correia e está aqui.
.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Aproximando margens

(clicar na imagem para aumentar)
Esta quinta-feira, dia sete (21 horas), vou participar numa iniciativa da Feira do Livro de Faro. Chama-se «Aproximando margens/ Acercando orillas», terá escritores do Algarve, da Andaluzia e das Canárias e decorrerá no pavilhão do Sulscrito. Informações também aqui.
.

Histórias para ler em vinte segundos ou um pouco mais - 4

A bruxa turca
Se me contassem o mais certo seria eu não acreditar. Mas é verdade. Passou uma bruxa por cá. Era alta, espadaúda e feia; muito alta e muito espadaúda, e um bocadinho feia, para ser simpático. Apareceu a meio da tarde, de alforge ao ombro e numa velocidade que facilmente se poderia classificar como incompreensível (por ser muita). A certa altura da conversa que fez questão de que acontecesse com todos os presentes – conversa colectiva, já se vê, ela de um lado, os outros todos do outro –, acabou por dizer que era turca. Só que depois, quando um de nós lhe perguntou pela razão de se expressar num francês mais do que fluente, bom, o que ela fez foi passar à frente e não responder. Eu achei que a conversa ia durar umas duas horas, tal era o entusiasmo que a bruxa gerava em todos nós (e o entusiasmo que todos nós parecíamos gerar nela). Mas não durou. Foi apenas uns dez minutos. Apareceu um ouriço-cacheiro, um ainda novo que agora deu em andar por cá. Deve-se ter enganado na hora de procurar comida. Era meio da tarde e ele costuma vir à noite. Ficou um bocado assustado, não sei se por ver-nos todos juntos se por causa da bruxa, e em menos de nada se enrolou. Foi o suficiente para a bruxa desaparecer; quer dizer, ela não desapareceu assim tipo dissolver-se no ar, não, desapareceu foi a correr que nem uma maluca e a gritar umas coisas que não me pareceram ser em francês, mas pelo meio dava para perceber que metia a expressões «mon dieu». Fiquei com a ideia de que ela nunca tinha visto um ouriço-cacheiro, ou então, se tinha visto, desconhecia que quando um ouriço-cacheiro se enrola todo fica feito numa bola de espinhos. Enfim, alguma coisa foi, porque o raio da mulher desapareceu mesmo. Com a pressa, acabou até por se esquecer cá de uma vassoura amarela que começa logo a emitir uns ruídos muito estranhos se lhe pressionarmos o cabo mais ou menos a meio.
.

domingo, 3 de agosto de 2008

Tudo para esquecer na apresentação do Sporting

Tenho de confessar... Não me apetece escrever grande coisa sobre a triste apresentação do Sporting, ontem à noite – Sporting 1 (Vukcevic), PSV Eindhoven 1). Tudo a sair ao contrário do que escrevi aqui a propósito da participação no Torneiro do Guadiana. Será que afinal não se pode esperar grande coisa desta época? Ou no próximo jogo voltarão as razões para ter esperança? Quanto ao jogo de ontem, é mesmo para esquecer. Tudo. A conversa de Soares Franco. A apatia da equipa. Polga capitão. Caneira titular. Uma expulsão. Os assobios a Moutinho e este agora a dizer tudo completamente ao contrário do que disse há uma semana e sempre com ar de estar pouco à vontade (menos a jogar, faça-se-lhe essa justiça). Rumores de que Liedson pode sair. Polga a dizer que os rumores sobre a sua saída não fazem sentido… Tudo para esquecer, até os erros de português («O bom filho ‘há’ casa volta», num estranho cartaz em que também aparecia o nome de Caneira), até os erros marcaram ontem presença no estádio.
.

O que vou escrevendo

Um pouco do que vou escrevendo…
Virei-me para a esquerda, na direcção em que a estrada de terra continuava, e o que vi deixou-me sem saber bem o que pensar. Um monstro...
(imagem do cenário aqui)
.

Estranha família

Talvez esteja nestas imagens (que fazem parte da nova campanha de angariação de sócios do Vitória de Guimarães) a explicação para a ideia deixada no ar por Manuel Cajuda, a de que o futebol não é para gente inteligente. A alusão é à Máfia, mais a norte-americana do que a siciliana (o título é aliás bem sugestivo, «La Famiglia»); e como que a dar razão a Manuel Cajuda parece que a coisa está a ser um sucesso, sendo inclusive já conhecida internacionalmente. De qualquer forma, apesar de tanto sucesso, a pergunta que me apetece fazer é a seguinte: «Mas onde estava esta gente com a cabeça quando se lembrou de tal campanha?» Até me apetece fazer outra: «Por que é que se foram logo lembrar de mafiosos, quando tinham tantas outras fontes de inspiração do género, desde o nazismo à Al-Qaeda, passando pelo Ku Klux Klan e pela PIDE, a sinistra polícia política do criminoso que fez ontem quarenta anos que caiu da cadeira?»
.

sábado, 2 de agosto de 2008

As coisas que se dizem…

A capa do «Record» de hoje, que tem como título uma frase completamente idiota de Marco Caneira, fez-me lembrar o que aconteceu a um amigo meu que foi a Angola dar um curso de formação sobre liderança a quadros de um ministério; no final do curso, um dos alunos foi ter com ele e perguntou-lhe: «Professor Jorge, agora eu já posso ser líder?» A ideia que fica do título é a de que Caneira nas declarações que faz revela a mesma falta de jeito que sempre tem demonstrado com a bola.
.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O que vou escrevendo

Um pouco do que vou escrevendo…
Um arco-íris da noite, foi do que me lembrei, foi a ideia que tive… Aquelas cores a misturarem-se bem à minha frente, sem a forma de um arco-íris, mas eram um arco-íris da noite. Pequeno, muito pequeno, ali entre as minhas mãos e com o peixe de um lado para o outro, como se as próprias cores ainda lhe tornassem mais dolorosa a prisão.

(imagem do cenário aqui)
.

Uma frase

«O futebol não é para gente inteligente, senão não era o desporto do povo.»
Manuel Cajuda, treinador do Vitória de Guimarães (frase ouvida ontem tarde, na Antena 1)
.

Chamem-lhe parvo…

Eu pensava que o homem vinha dizer que não queria mais acumular as reformas com o ordenado, para deixar de ser uma excepção incompreensível; afinal não, o que tinha para dizer era isto.
.