Já houve quem viesse dizer que a nova ministra da Saúde, Ana Jorge, vai compreender melhor aquilo que é o sector, por ser médica. Mas para compreender melhor aquilo que é o sector da Saúde em Portugal não seria melhor terem escolhido um doente?
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Pergunta discreta
Será que foi mesmo isto que aconteceu?
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José António Pinto Ribeiro
E depois admira-se…
Não vi o Sporting 3 (Romagnoli, Izmailov 2), Penafiel 1, para a Taça da Liga, onde o Sporting conseguiu a qualificação para a final. Estive até bem tarde a participar num debate organizado, imagine-se, pelo Instituto de Emprego. Pelas minhas responsabilidades profissionais, eu tinha de ir. Quando saí, o jogo já tinha começado e então o que fiz foi ouvir o relato a caminho de casa. Parece que as coisas estiveram calmas, tirando uns minutos a seguir a o Penafiel ter reduzido para dois a um. No rádio, em várias estações, deu para perceber pelo que diziam de Purovic (titular no ataque, coisa que não se percebe, nem se perceberia se fosse no ataque do Penafiel) que este andou no seu habitual passeio de mediocridade. Não consigo encontrar uma explicação para Paulo Bento o colocar a jogar, mesmo com a atenuante de ter vários avançados lesionados. Um júnior qualquer ou um defesa dos suplentes (nem que fosse o Paulo Renato) de certeza que não levaria a vergonha tão longe. Ou então podia-se ter aproveitado para ver o que joga o Tiuí. Mas não, Paulo Bento preferiu o jogador indigente, além de ter insistido em fazer entrar Farnerud, quase como se quisesse provocar os adeptos. E depois admira-se com os assobios que se ouvem nas bancadas.
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
É o que dá uma pessoa afastar-se
Um dia afastado do blog e de tudo o resto e José Sócrates, assim sem mais nem menos, remodela o governo. Cultura e educação… A troca da ministra da Cultura, mesmo tratando-se de certa forma da minha área, tanto se me dá, até com a troca a ter sido por um advogado. Já a de Correia de Campos – como escrevi aqui há uns dias, uma pessoa absolutamente execrável – só pode ser vista com bons olhos; quanto à nova ministra, Ana Jorge, tive alguns contactos profissionais com ela em finais da década de 90 e a ideia com que fiquei é de se trata de uma pessoa serena e conhecedora da área – vamos a ver o que faz, num sector que apesar dos rankings que por vezes se mostram (Portugal no décimo segundo lugar em termos mundiais ao nível dos serviços de saúde, por exemplo) só nos pode deixar envergonhados (Correia de Campos ria-se, mas isso não era de admirar, pelos comportamentos que se lhe conhecem desde há muitos anos).
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
«Por qué no te callas?»
Já falei disto e volto agora a falar. É mesmo de acompanhar, no blog «Corta-fitas», a série «Por qué no te callas?», protagonizada por José Sócrates. Da autoria de Pedro Correia.
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Pergunta discreta
Quantos nomes de corruptos, inclusive do próprio Estado, gostaria António Marinho Pinto, o bastonário da Ordem dos Advogados, de poder dizer?
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Os esgotos atirados para a ribeira
É inacreditável, mas em pleno século XXI, na minha terra, em Monchique, onde o presidente da câmara chegou este mês aos 25 anos no cargo, os esgotos são atirados directamente para a ribeira. Ver aqui e aqui, por exemplo. É todo um bairro social e mais uma série de habitações das proximidades que estão nesta situação. O presidente da câmara, que há anos e anos é confrontado com a situação, diz que não há problema nenhum, e eu até admito que na cabeça dele não haja mesmo problema nenhum, pois pode muito bem considerar que uma situação assim é absolutamente normal (nele já pouca coisa me espanta). As notícias foram feitas a partir de um trabalho da Lusa, para o qual o presidente da câmara não quis prestar declarações (eu gostava que o jornalista tivesse publicado a resposta que o presidente da câmara lhe deu ao recusar prestar declarações).
Vamos esquecer os gestores
Vamos esquecer por agora os gestores (?) que temos no Sporting, da mesma forma que Paulo Bento desta vez se esqueceu daquele rapaz com nome começado por pê e acabado em «ic» que tem a particularidade de não ter nascido para futebolista. Gostei de ver o Sporting 2 (Vukcevic e Izmailov), Porto 0, gostei muito, mesmo muito. Eu nem estava nervoso, como nos jogos de Alvalade com o Porto a contar para os dois campeonatos anteriores. O ano passado, por exemplo, a primeira parte deu a ideia de que nunca nos últimos anos tinha havido uma oportunidade tão boa para ganhar ao Porto, mas na segunda parte a falta de jeito de Ricardo e a falta de aplicação crónica de Caneira redundaram no empate, conseguido por Quaresma. E eu estava nervoso, porque aquilo era a sério. Este ano não, com catorze pontos de diferença estava tranquilo. Tinha até a ideia de que íamos ganhar, ou por dois ou então por três a zero. Não sabia era como. Mas o facto de o Sporting apresentar onze jogadores ajudou. O porto dominou – nas contas da televisão até teve 61 por cento de posse de bola, e falhou golos e teve uns lances de azar. Mas o Sporting ganhou por dois a zero. E lutou. E até o Polga, que luta sempre, desta vez mostrou calma e algum jeito com a bola. E o Farnerud (desporto recomendado, badminton), que entrou na segunda parte com o cabelo todo esquisito, não causou problemas. Quanto ao futuro, não sei… Mas estou tranquilo; se com catorze pontos de diferença estava, com onze também não há razões para não estar (talvez se chegarmos aos três ou aos quatro pontos de diferença eu fique nervoso, mas por agora não). Quanto aos gestores (?), repito, vamos esquecê-los neste tempo de vitória.
Imagem: site oficial do Sporting
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sábado, 26 de janeiro de 2008
Corrupção
Não é o filme inspirado naquele famoso livro, é isto. Grande novidade!... Mas no fim quem vai ficar mal é o bastonário da Ordem dos Advogados, mal ou pelo menos a falar sozinho; o bastonário que tanta gente já anda a queimar, como seria de esperar. Por mais que o procurador e aquelas comissões da Assembleia da República que agora estão na moda apareçam a promover inquéritos e audições, não vai dar em nada. Eu, da experiência que tenho em denunciar práticas de corrupção no Estado, não auguro bons resultados. As entidades a quem se recorre para denunciar situações fora-da-lei desculpam-se sempre com falta de meios, com fins de legislaturas («agora há que pensar no futuro, por isso o melhor é arquivar») ou então com uma coisa esquisita que se traduz na frase «é conveniente não mexer no caso». Mas a melhor que me aconteceu foi quando uma das entidades a que recorri confrontou mesmo o fora-da-lei, não sei se por milagre. Fê-lo por carta, exigindo que fosse posta em prática a solução para que as ilegalidades acabassem. A carta foi lida numa reunião onde eu estive presente. O fora-da-lei a certa altura pegou na carta e antes de enfiá-la no meio de um dossier de papelada disse para quem quis ouvir: «Cá não há disso!» Voltei a denunciar tudo, mas a situação continuou. Acho que ainda continua. Se fosse hoje, não tinha perdido o meu tempo com o assunto. Tribunais de contas, inspecções-gerais, direcções de combate nem me lembro já a quê… Infelizmente, pelo andar da carruagem, não me parece que sirvam para grande coisa no nosso país.
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